Destaques

sábado, 13 de abril de 2013

Philips Monsters Of Rock - 26 de Setembro de 1998









Depois de três edições realizadas com muito sucesso, o PHILIPS MONTERS OF ROCK já estava se consolidando como um dos principais eventos da cidade, mas, ao contrario do que todos esperavam o evento não foi realizado em 1997. Em seu lugar, tivemos o SKOL ROCK que contou com atrações do quilate de SCORPIONS, BRUCE DICKINSON e DIO.  Mesmo com nomes de peso, o festival não tinha a mesma magia do PMOR e logo nos primeiros dias do ano de 1998 pipocaram noticias sobre a volta do festival. 
O local escolhido para sediar o evento foi o Estádio do Ibirapuera, que no ano anterior já havia sido palco para o SKOL ROCK. Sem muita polemica, o cast do festival foi um dos melhores dentre todas as edições. Pra começar, duas lendas do metal nacional, KORZUS e DORSAL ATLANTICA foram escaladas merecidamente para essa grande festa. Do lado internacional tivemos SAXON, SAVATAGE, MANOWAR, DREAM THEATER, MEGADETH (que já havia tocado na segunda edição), SLAYER (tocou na primeira edição) e que desta vez seria responsável por fechar a noite. A atração que mais destoou do cast foi GLEN HUGHES, mas isso não foi problema, pois estamos falando de uma lenda do Classic Rock.
Nem o calor insuportável que fazia naquele histórico sábado, foi suficiente para espantar os fanáticos por musica pesada e muita gente chegou cedo para prestigiar as bandas nacionais.
A primeira atração foi a DORSAL ATLANTICA que naquele momento divulgava o disco “Straight”. Carlos “Vândalo” Lopes e sua trupe deram mais uma aula de energia. A segunda atração não deixou a “peteca” cair, o KORZUS não deixou pedra sobre pedra e, com um set recheado de clássicos já deixou alguns pescoços doloridos. 
A primeira atração internacional a se apresentar foi GLEN HUGHES, que como foi dito no começo deste texto, tem os dois pês no Classic Rock e muita influencia do soul, para os mais ortodoxos, não agradou, mas o cara e uma lenda viva e certamente influenciou boa parte das bandas que iriam tocar naquele dia, para os apreciadores de boa musica, agradou em cheio. O SAVATAGE havia tocado a pouco tempo no Brasil, mas possui um publico fiel que cantou cada refrão como se não houvesse amanha. O SAXON veio na sequencia e manteve o publico na mão. Ver um dos principais nomes do NWOBHM (New Wave British Of Heavy Metal) fez muito marmanjo lacrimejar.  
O DREAM TEATHER  fez uma apresentação que certamente agradou aos fãs apaixonados por sua técnica e perfeição, mas, em minha opinião, não empolgou. Já a atração que veio na sequencia, empolgou e muito. O MANOWAR se utilizou de performance e discursos sobre a sua já conhecida paixão pelo Heavy Metal. Excelente show com tudo que os fanáticos seguidores esperavam.
O MEGADETH já tocou no Brasil diversas vezes e mesmo não passando por um bom momento devido ao lançamento do criticado “Cryptic Writings”, manteve uma das melhores performances ao vivo, e mais uma vez saiu do palco aclamado. 
O SLAYER estava promovendo “Diabulos in Musica”, mas os headbangers queriam ouvir os clássicos. E tome porrada uma atrás da outra. Confesso que tive certo medo, pois era a primeira vez que via ao vivo a lenda do metal extremo, mas ao mesmo tempo estava muito feliz por ver “A Raiz de Todo o Mal” conforme definição de Abbath, líder do IMMORTAL. 
Mais um momento histórico para os que tiveram a oportunidade de comparecer ao estádio Icaro de Castro Melo, já que hoje estamos rodeados de festivais oportunistas com atrações medianas e preços abusivos de ingressos. Mesmo sendo anunciada a volta do festival para esse ano, tenho certeza que não sera como antes.

(Texto: Roberio Lima)

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sábado, 6 de abril de 2013

Albert King – Chicago 1978



Albert King – Chicago 1978 é um dos discos gravados ao vivo por Albert King e um dos meus discos de cabeceira de cama. Vou elencar as músicas que fundamentam essa minha preferência:   
King’s Bounce é a única instrumental do disco. Contem um ritmo dançante. A guitarra de Albert entra timidamente e depois descamba num solo dançante. Os naipes de metal é o ingrediente a mais que dá aquele toque magistral neste caldeirão sonoro. Stormy Monday Blues é o clássico que todo bluesman que se prese não deixa de forma alguma de tocá-la. Coube a Albert a tarefa de interpretá-la com a dor que emerge das entranhas. Born Under A Bad Sign, ouça essa música e entenderá porque nomes como Eric Clapton, Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan  tinham Albert King como seu ídolo. You’re My Woman, I´m Your Mate é um daqueles funks pra James Brown nenhum botar defeito. Nela Mr. Albert deita e rola com sua guitarra Fly V num solo vigoroso e cortante. Tired As A Man Can Be é um blues contagiante onde Albert King canta absurdamente alto enquanto esfola sua Fly V com bends assombrosos. Esse é sem dúvida um grande momento do show. Blues At Sunrise, composição de King que se tornou um clássico do blues. A tônica dessa música é a dinâmica, pois alterna entre momentos suaves e nervosos. Please Come Back To Me é a súplica que vai de um pedido choroso ao desespero. No meio da performance entra um voz inusitada clamando em  catarse  que Albert é o rei, o Bluesman. I’ll Play The Blues For You é uma baladona romântica que encerra esse belo disco.     
Infelizmente, Albert King nos deixou vítima de um ataque cardíaco em 1992. Ele que foi considerado o 13º melhor guitarrista do mundo, eleito pela revista Rolling Stone.

(Texto: Sergio Silva)
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quarta-feira, 3 de abril de 2013

The Dark Side of the Moon- 40 Anos de Sucesso.




Há 40 anos a indústria fonográfica presenciou um dos mais espetaculares voos musicais do século XX, alguns anos após o homem presenciar a baixa gravidade lunar uma banda de rock inglesa atingia a perfeição artística com o lançamento de um álbum revolucionário em todos os sentidos: Dark Side of the Moon, do Pink Floyd.
Mais do que um simples álbum, Dark Side of the Moon é um trabalho revolucionário pelo fato de unir técnicas inovadoras, como o tic-tac de um relógio em “Time” e o som de uma caixa registradora em “Money”, a letras que revelam toda a genialidade do principal compositor da banda, o baixista Roger Waters. As composições de Waters abordam temas como morte, loucura, solidão, a passagem do tempo, ganância, tudo isso com um alto grau de reflexão filosófica e politica até então incomum no mundo da música.
Gravado nos estúdios Abbey Road, em Londres, entre maio de 1972 e Janeiro de 1973 e desenvolvido através de uma série de ensaios e performances ao vivo nos meses seguintes, The Dark Side of the Moon representa o auge da capacidade artísticas do Pink Floyd, um álbum conceitual que, apesar de refletir muito do seu momento histórico, ainda é capaz de provocar espanto na era digital, não somente pelas inovações técnicas como pelo seu conteúdo temático, Não é por acaso que o álbum mantém até hoje o recorde do disco por mais tempo na lista das 200 mais da revista Billboard, cerca de 800 semanas, desde seu lançamento até 1988.
Ouvir este álbum é uma experiência única para os verdadeiros apreciadores da boa música, pois não se trata de um lugar comum, mas de um mergulho sonoro sensível e reflexivo no qual cada faixa nos leva a um recanto obscuro de nosso mundo interior, as letras de Waters e companhia nos proporciona um incomodo prazeroso e consequentemente nos faz evoluir artisticamente como Ser humano. Deixando de lado os diversos mitos criados em torno do álbum, que em nada alteram a sua importância, The Dark Side of the Moon nos surpreende em todos os sentidos, desde a concepção de sua capa, com o prisma e o arco-íris, às inovações técnicas de gravação; algo revolucionário para sua época.
Enfim, tudo que se disser sobre esta obra não será capaz de transmitir a experiência única de sua audição completa faixa a faixa. Canções como “Us and them”, “Brain damage”, “Breathe” isso sem citar os clássicos “Money” e “Time”, únicas faixas a se tornarem hits, simplesmente nos faz rever os nossos conceitos sobre o que é arte e o que é simplesmente entretenimento, principalmente dentro de um estilo tão vasto como o rock´n´roll. O Pink Floyd inovou o estilo sendo uma das bandas responsáveis pela criação do chamado rock progressivo, vertente que é genuinamente representada neste álbum que completa 40 anos e que se mantém cada vez mais atual. Como canta David Gilmour em “Time”: “o tempo se foi, a canção terminou, pensei que tivesse algo mais a dizer” e tenho, mas palavras não são capazes de traduzir aquilo que é subjetivo e, portanto, deve ser apreciado individualmente, então deite no sofá, abra uma cerveja e descubra tudo que está do lado escuro da lua antes que a rotação se complete e a luz da alienação, tão em evidência atualmente, ofusque a sua visão e danifique a sua mente. Parabéns The Dark Side of the Moon.

(Texto: Nilton Aquino)
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sábado, 16 de março de 2013

Neutron Hammer - Iron Storm Evocation









O que te passa na cabeça quando lhe apresentam uma banda finlandesa? Logo pensa, há deve ser algo na pegado do Nightwish ou do Fintroll, pois se você pensou isso você não passou nem perto, pois a banda, que aqui se apresenta foi beber em fontes muito diferentes da cena de seu pais, calcados em um som rápido que se assemelha ao death/black e com muitas pegadas  de thrash metal o .Nêutron Hammer nós trás um trabalho primoroso e que estima pelo peso e pela “sujeira” no bom sentido  o fato é que nas 10 faixas do trabalho dos caras podemos perceber que aqui esta uma banda já experiente e muito consciente naquilo que faz não se prendendo a um rótulos e praticando um som extremo sem frescuras ou firulas, percebemos a maturidade que a banda possui em seus arranjos bem trabalhados, riffs furiosos e blast beats invocados, sem falar na pegada old school que o álbum nos remete.
O álbum possui ao todo 10 faixas que vão fazer a cabeça de quem curte bandas como Desaster, Destroyer 666, Hellhammer, Sarcófago, Venom entre outras bandas desta linha, destaque para as musicas “Apocalyptic Rites” veloz e carregada com riffs ríspidos e  que acompanham as levadas da  batera de forma apoteótica, a banda toda parece esta ligada no 220vs pois não diminui a velocidade em nem um segundo desta musica onde há variações interessantes nas linhas de vocal deixando-a muito mais forte e contagiante,”War fuking War” tem no inicio uma pegada meio rock and roll meio heavy Alá  mothörhead, e logo depois se torna black/thrash viciante sua levada faz com que você se prenda a ela,   mesmo não sendo uma musica rápida seus riffs , paradinhas e variações de tempo deixaram qualquer um empolgado,”Devastation Ritual”  é  aquele tipo de musica que te cativa desde o inicio, começa com a bateria solando a sonoridade soa bem seca  e crua para logo em seguida entrar toda a banda com uma pegada furiosa onde os riffs e as linhas de vocal,batera e baixo se fundem nos proporcionando um musica muito forte onde qualquer um com juízo certo iria querer bengear do começo ao fim, sua levado se inverte um pouco lá pela metade surgem solos e riffs mais trabalhados para logo depois voltar a mesma pegada destrutiva do inicio sem duvidas este é o ponto alto do trabalho destes bangers da terras longínquas da Finlândia para você que curte de heavy, thrash, death ou Black ouça você não irá se arrepender e para você que curte outros estilos ouçam também por que já é hora de expandir seus horizontes musicais é isso ai galera recomendadíssimo.


(Texto: Danylo Paulo)
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Cassiano - Apresentamos Nosso Cassiano





Antes de falarmos qualquer coisa a respeito deste disco, devemos fazer menção mais que merecida a Charles Gavin – Ex-baterista dos Titãs, pois foi a partir de um trabalho minucioso de pesquisa que o musico desenterrou mais esta perola escondida da musica brasileira. Priorizando sempre a qualidade, nos introduz ao mundo fantástico de Cassiano.
Este álbum traz um Cassiano despojado e cheio de malicia, mas sem nunca perder seu poder de emocionar. Ouçam “Slogan” que tem uma pegada cheia de groove, ou tentem resistir a “Melissa” um daquelas canções que nos transporta direto para saudosos bailes de outrora. Cassiano abusa de arranjos e orquestrações de muito bom gosto que vão de encontro ao blues e o soul, ingredientes fundamentais em sua musica, mistura para contorcer ate a alma mais indiferente. “Apresentamos Nosso Cassiano” foi lançado pela Odeon e é clássico essencial na discografia deste paraibano. 
Depois de ouvir este disco exaustivamente chego a conclusão que antes de qualquer rotulo, o mais importante e a musica ser boa e essa qualidade este artista paraibano nos proporciona de sobra. Suas canções continuam emocionando aos que tem sentimento, e acima de tudo, bom gosto.


(Texto: Robério Lima)
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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Tankard, War Head, Blasthrash e Executer - Hangar 110 24/01/13





A expectativa era grande, e os fãs não decepcionaram. Como já era previsto o HANGAR 110 ficou lotado para receber uma das mais ilustres bandas de Thrash Metal Alemã. Obviamente estamos falando do TANKARD, que desta vez teve como bandas de abertura o EXECUTER (que substituiu o BYWAR, devido a problemas na formação), o BLASTHRASH e os croatas do WAR HEAD.
E importante deixar registrado que já havia um numero considerável de pessoas no HANGAR antes mesmo do EXECUTER iniciar sua apresentação, e que apresentação! O publico respondeu a altura a energia transmitida pela banda e reverenciou clássicos como “Rotten Autorities” e a fiel versão para “Power,Thrashing, Death (WHIPLASH) que saiu como bônus no clássico “Welcome To Your Hell”. Os caras não conseguiam esconder a satisfação, e no final, Juca (vocal), literalmente “foi pra galera”. Vida longa ao EXECUTER!!
O BLASTHRASH possui uma energia sobrenatural, e o prazer em tocar esta visível no rosto de cada integrante, parece que os caras tomam adrenalina na veia antes de cada apresentação. Logo na primeira musica houve um problema em uma das guitarras, mas não demorou muito para Hugo tomar seu lugar no palco. Posso dizer que essa foi a melhor apresentação dos caras (na humilde opinião deste que vos escreve), pois o “mosh Pit” e “Stage Dive”  comeram solto durante toda a performance da banda. A influencia dos alemães fica evidente em “Possessed By Beer”, petardo obrigatório!! Vale lembrar que os caras já não lançam nada a um certo tempo e prometem para  breve um Split com o FASTKILL (Japão).
Os croatas do WAR HEAR entraram no palco depois de uma rápida introdução. Com um som pesadíssimo e composições mais longas e cheias de variações, não chegaram a desagradar, mas deu uma esfriada na galera, estava claro que todos ali queriam thrash  metal genuíno e sem firulas.
Não demorou muito e a tão aguardada atração principal deu o ar da graça e, não deixou pedra sobre pedra. De cara veio “Zoombie Attack” e a partir dai foi uma enxurrada de clássicos e o HANGAR 110 virou um caldeirão, pois o calor ficou insuportável (apesar do bom sistema de ventilação da casa). Gerre e muito carismático e o tempo todo interagia com os que subiam ao palco para o inevitável “Stage Dive”, que naquela altura do campeonato já estava beirando as vias da insanidade, pois não contentes com os já tradicionais mergulhos, alguns estavam subindo pela coluna lateral e pulando pela pilastra de ferro instalada no teto. Por outro lado e ate “justificável” toda essa maluquice, pois os caras foram impiedosos, mandando na sequencia “The Beauty And The Beast”, “Slipping From Reality” e “Stay Thrist”. Precisa falar mais? Ainda tocaram a “Girl Called Cerveza” que da nome ao novo CD e que foi muito bem recebida pelo publico.
No final, Gerre se joga nos braços do publico e encerra o que já podemos colocar entre os melhores shows do ano, e vejam que ele só esta começando. Memorável!
PS: Fomos pegos de surpresa com a nota publicada por Edu Lane – criador da TUMBA PROD em uma rede social informando que enceraria as atividades da empresa que foi importantíssima por promover eventos de qualidade inquestionável. Infelizmente ficaremos a mercê de oportunistas que insistem em se alto intitular “promotores” cobrando preços abusivos por setores e eventos que não correspondem as nossas expectativas.
Só temos a agradecer a esse cara que prestou ótimos serviços aos amantes da musica pesada. Boa sorte Edu!

(Texto: Roberio Lima)
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sábado, 19 de janeiro de 2013

Bestial Vomit, D.E.R. e Submitt - Formigueiro Rock Bar 05-01-13





O ano nem começou direito e o FORMIGUEIRO ROCK BAR já contemplou seus frequentadores com três atrações mais que especiais, me refiro as bandas SUBMITT, D.E.R e os Italianos do BESTIAL VOMIT.
Por volta das 21:00h o SUBMITT sobe ao palco, e com um som bem cru despeja para o publico um metal/punk bem interessante, o trio agradou bastante aos presentes.
Em seguida depois de alguns ajustes nos instrumentos sobre ao palco o D.E.R e esse e um capitulo a parte, pois os caras estão em uma ótima fase e o som nos remete aos principais expoentes mundiais do Grind, não e por acaso que  eles estão de malas prontas para tocar no festival OBSCENE EXTREME FEST no México ao lado de RATOS DE PORAO e TEST.  Voltando a performance da banda, posso dizer que fiquei impressionado, pois apesar de ter vistos os caras tocando no KOOL METAL FEST, não e a mesma coisa ver a desgraceira tão de perto, o time esta entrosadíssimo destaque para os ataques furiosos do batera Barata (TEST) que com somente um prato espancou impiedosamente o instrumento. O resultado não poderia ser outro, os presentes se debatendo como se não houvesse amanha. Apresentação impecável!
A Itália já foi um celeiro de ótimas bandas em vários estilos e confesso que não conhecia o BESTIAL VOMIT. Já gravaram um Split com o AGATHOCLES e estão na estrada a certo tempo. Os italianos tem um som muito agressivo como tem que ser, mas, o que impressionou foi a simplicidade dos caras que foram os primeiros a chegar na casa e sempre bastante comunicativos com os que estavam no local, outro destaque foi para o providencial discurso do vocalista sobre quebrar fronteiras, e para provar isso, vomitou cada uma de suas “canções” no meio da confusão generalizada.
Enfim, ótimo evento, excelentes bandas e um clima de total harmonia entre todos que foram ao FORMIGUEIRO, vamos torcer para eventos como esse virarem uma constante na Z/L.


Texto: Roberio Lima
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domingo, 23 de dezembro de 2012

Wishbone Ash - Live Dates





O Wishbone Ash foi uma das bandas mais criativas da década de 70 e com sua formação clássica concebeu ao mundo álbuns que se tornaram verdadeiras perolas do rock. Prova disso foi o álbum ao vivo “Live Dates”, gravado durante a explosiva tour britânica em Junho de 1973, e lançado no mesmo ano, deixou boquiaberto os que ainda tinham alguma duvida sobre o poder de fogo dos rapazes.
São clássicos e mais clássicos executados de forma esplendorosa, basta ouvir os duelos de guitarra entre Andy Powell e Ted Turner, que são de arrepiar (ouça “Phoenix” e tente não se emocionar) e, que juntamente com o baixo de Martin Turner e a bateria de Steve Upton formavam uma massa sonora poucas vezes vista na historia do rock. Para deleite dos apreciadores de arte pura, ainda estão contidas neste trabalho obras do quilate de “Warrior” e “Throw Down Sword” do grande disco “Argus” e Lady Whiskey do álbum homônimo, enfim, obra prima.
Este disco fecha com chave de ouro a primeira fase deste mito chamado Wishbone Ash, pois  infelizmente, logo depois da gravação da bolacha, Ted Turner decide sair da banda por divergências musicais com os demais membros, mas o legado criado ate então, já esta entre as grandes obras já registradas na historia do rock. “Live Dates”, e, no mínimo, obrigatório para todos os amantes do bom e velho rock n’ roll.

(Texto: Roberio Lima) 
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sábado, 15 de dezembro de 2012

100 anos de Luiz Gonzaga





Vindo de Exu, uma cidadezinha do interior de Pernambuco, bem na pontinha do sertão, “o rei do baião pode ser também considerado o primeiro rei do pop no Brasil. Pop aqui empregado em seu sentido original: o de popular”. Uma vez que foi o artista que mais vendeu discos no país, somando cerca de 200 gravados.
Ele desenhava as próprias roupas e inventava os passos que fazia no palco com os músicos. Foi o primeiro cantor e músico a fazer uma turnê pelo Brasil. Antes dele, os artistas não saíam do eixo Rio-SP. Muito embora, ele gostasse mais de fazer shows e tocar para o público interiorano.Cantava acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo. E com essa bagagem levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças da nossa árida terra, o sertão nordestino, ao resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado. O primeiro chapéu que o admirável Luiz Gonzaga pôs em sua cabeça, foi um de cangaceiro, junto com um gibão, já que nas suas músicas o tema da coragem era recorrente.
Não estarei presente em Exu, nessa linda comemoração, a qual, foram reunidos os mais singelos sanfoneiros do Brasil, entre outros grandes nomes da MPB, como a Elba Ramalho e o Gilberto Gil, para comemorar esse memorável Centenário, mas meu coração estará xoteando cheio da admiração que sempre tive por esse grande homem que saiu do seu pé-de-serra onde deixou ficar seu coração, para ganhar o mundo com sua música e poesia embebida de histórias do nosso sertão nordestino e nos deixou um legado inenarrável. Este ano, em especial, estou mais orgulhosa do que nunca da minha pernambucanidade.

Comecei a escrever este texto, quando me lembrei que ainda não tive a oportunidade de ver o filme “Gonzaga, de pai pra filho”... Então, sugeri ao meu amigo Nilton uma parceria. Ele que é de origem cearense e com um amor incondicional pelo Pernambuco, se prontificou. Temos bastantes semelhanças, que muito nos ajudam. Nossas diferenças ajudam ainda mais! Em uma de nossas conversas na www, espontaneamente foi surgindo uma breve síntese do filme, á qual vou enxertar aqui sem tirar nem pôr. Creio que o Nilton não fará objeção!

O filme está focado na relação dele, Gonzagão, com o filho, Gonzaguinha, outro gênio da MPB. O filme nos revela traços importantes e desconhecidos da vida do Rei do baião, como o fato de ter abandonado o filho, ter lhe negado amor e carinho, embora tenha perseguido a ideia de transformá-lo em doutor, dando-lhe estudo no melhor colégio do Rio de Janeiro.
Porém Gonzaguinha cresceu revoltado pelo abandono do pai, já que foi criado por um casal de amigos de Gonzagão após a morte da mãe; fato que transtornou Gonzagão e que, segundo ele “lhe tirou o chão”.
O convívio entre os dois foi sempre conturbado, devido à diferença de visão política: Gonzagão , apesar de um gênio musical, era extremamente reacionário, enquanto o filho que cresceu no morro carioca, tinha um espírito revolucionário e inquieto além do seu engajamento político de esquerda, devido a sua formação cultural, afinal ele era formado em economia e, portanto, um homem muito culto e de consciência social e política.
Apesar dessas diferenças sempre houve uma ligação muito forte entre o pai e o filho, um amor que não foi abalado pelas diferenças e pelas circunstâncias que os separou. O filme é focado no reencontro dos dois que proporcionou ao público o retorno desse gênio a os palcos  e uma das mais belas parcerias musicais da MPB que nos presenteou com clássicos como “pense n´eu” e “vida de viajante”.
Enfim, diante de um cenário cultural tão decadente, nada mais relevante do que relembrar esse grande gênio e sua obra que trouxe para o Brasil toda a riqueza cultural de um povo sofrido e esquecido pelo resto do país, Luiz Gonzaga incluiu o Nordeste  na cena cultural brasileira e desde então se tornou influência para várias gerações de artistas de todos os gêneros musicais. O Brasil pode ter vários reis, mas somente Gonzagão reinará soberano, que sua obra se mantenha viva por várias centenas de anos e que sua imagem seja eterna na memória do povo brasileiro.

(Texto: Nadine Kleaim e Nilton Aquino)
  
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domingo, 9 de dezembro de 2012

Memórias de um Sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida





Eu já estava paquerando esse livro algum tempo. Não havia lido ele por relaxo, mas eu sabia de sua importância na literatura brasileira. O que eu não sabia, era que eu iria me divertir muito ao lê-lo. Foi uma das leituras mais prazerosas que tive. Comecei lendo-o na fila do Poupa Tempo. Havia cinquenta e oito pessoas na minha frente. A princípio pensei até em desistir do meu objetivo, que era renovar meu RG. Sentei-me num banco de madeira junto de todas essas pessoas que haviam chegado antes de mim e enquanto esperava uma resolução do que eu faria, abri o Memórias de um Sargento de Milícias e comecei a ler. Confesso que o livro já me pegou no primeiro parágrafo. Dali a diante, percebi que o atendimento era bem ágil e confesso que aquela tarde estava tão prazerosa que passei a torcer para que o atendimento fosse mais moroso. Enfim, sai de lá com a metade do livro lido. As páginas restantes li em duas noites, para me deliciar mais.
Memórias de um Sargento de Milícias foi escrito por Manuel Antônio de Almeida, entre 1852 e 1853. A princípio o livro foi publicado em capítulos no Correio Mercantil. Nessa época, Manuel Antônio de Almeida utilizou o pseudônimo de Um Brasileiro. Memórias de um Sargento de Milícias narra a saga do menino Leonardo (Que viria a se tornar o Sargento de Milícias). Além de Leonardo, há inúmeros personagens interessantes como o Leonardo Pataca e Maria da Hortaliça, pais de Leonardo, o compadre e a comadre que defendem com unhas e dentes o Leonardo e a Luisinha, que aos olhos de Leonardo era completamente desengonçada, mas com passar do tempo torna-se sua grande paixão.
Essa é uma breve dica sobre essa obra que foi e ainda é uma das principais produções literárias do Brasil no Século XIX.

(Texto: Sergio Silva)
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