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terça-feira, 3 de abril de 2018

S.F.C Grind Gore diretamente de Lima Peru devastando Tímpanos na Tour pelo Brasil








A banda Peruana de Grind/Gore S.F.C da cidade de Lima no Peru iniciou o ano de 2018 realizando uma turnê pelo Brasil entre os messes de Janeiro e Fevereiro , formada por Joel , Alice Vomiterror , Nestor e Kevin a banda realmente deu uma aula de som extremo por todas as casas de shows , festivais e espaços culturais por onde passaram nesta entrevista com o baterista Joel Noise Attack , podemos conferir um pouco da história da banda além de suas visões sobre a cena underground e diversos outros assuntos confiram como foi conversar com estes Hermanos do rock veloz.










1-(Salada Itinerante) A banda S.F.C  foi formada a um certo tempo , quando vocês criaram a banda qual era a intenção de vocês, hoje como vocês vem a trajetória de vocês ?


1-(SFC) Sxfxcx foi formada aos finais de 2004 por Alice Vomiterror e eu, Joel Noise Attack, inicialmente o nome foi fetid corpse, logo 2005 trocamos o nome por smelling fetid corpse, a ideia inicial era fazer goredeath ou goregrind de som old school e conteúdo nitidamente gore e horror ao estilo de Impetigo, mas conheciamos muitas outras influências que rapidamente fizeram trocar ideias ,conteúdos, sons e tal.
A banda teve muitas mudanças de integrantes porque Alice e eu somos quem fazemos as musicas líricas, contatos e dirigimos basicamente a banda.
A trajetória da banda tem mais de 10 anos e não sei o que pensar, seguimos fazendo barulho e aprendendo muito da contra cultura e o underground. O som e o mesmo temos muitos contatos e mais amigos que curtem e isso e legal, o que mais valorizamos é a amizade e as experiências de conhecer pessoas envolvidas com honestidade nesta cena.





2-(salada itinerante ) O S.F.C  tem como temática principal a exploração do homem sobre os animais e sobre o meio ambiente , como funciona o processo de composição e produção das musicas que a banda produz ?


2-(SFC) Então, SxFxCx tem etapas diferentes ate hoje fazemos umas musicas gore, horror, historias de assassinatos com a ideia de mostrar pro público a perversão humana, além de criar ou escrever historias de animais atacando pessoas ou cazadores toreros (venganza animal) muitos em duplo sentido.
As maiorias das músicas estão focadas na liberação Animal, líricas contra o abuso exploração consumo e escravidão de animais.
Outras musicas falam da problemática social, contra a discriminação, contra a violência guerra, critica ao governo ou política.
Então a gente faz as líricas sobre uma base musical, pra compor as líricas Alice e eu nos juntamos e falamos de temas diversos e pensamos que lírica pode dar certa para as bases musicais.













3-(Salada Itinerante) Atualmente vocês estão passando pela  turnê pelo Brasil  como esta sendo a repercussão desta turnê ?


3-(SFC)Essa turnê pra mim é das melhores experiências que já vivemos como banda, junto a Alice, Nestor e Kevin, cada data cada amizade antiga e nova é parte de uma inesquecível nova experiência, finalmente tocamos 24 datas num mês e meio. TODAS AS DATAS SÓ SUCESSO!!!






4-(Salada Itinerante) Como funciona a cena de Hardcore e grind core da cidade de Lima (Peru) local de origem do S.F.C?


4-(SFC)Peru é um pais de 30 milhões de habitantes, mas é muito centralizada na capital Lima, são quase 10 milhões de habitantes mesmo e ainda assim a cena e bem pequenininha, não existem mais bandas de grindcore, nos show compartilhamos com bandas de hardcore, punk, metal, stoner. Etc. eu acho bem jovem a cena de Lima e de Peru em geral mesmo.









5-(Salada Itinerante) Como funciona o processo de composição e produção de novas músicas da banda ?


5-(SFC)Então eu faço as musicas todas ate hoje, sempre tenho musicas feitas ou bases feitas, muitas já estão gravadas muito tempo antes de ser lançada, no ultimo Álbum “Apathy” regravei musicas que tinha guardada inéditas desde o 2006 a maioria são bem antigas, agora mesmo tenho outras 30 musicas  de bateria gravadas em estúdio para gravar guitarras baixo escrever líricas e tudo mais a ideia e lançar novo álbum neste mesmo 2018,  grindcore e só pra maníacos rs.



6-(Salada Itinerante ) Na atual turnê que vocês estão realizando , vocês estão contando com o apoio de diversas bandas de amigos aqui do brasil da cena local , como vocês veem a cena underground nacional e quais as bandas atualmente que vocês mais admiram?

6-(SFC) Muitas pessoas e amigos lá falam que a sua cena é pequena, ou tem pouco apoio, mas eu acho totalmente o contrário, principalmente no interior de SP ouvi falar.
Mas eu e os moleques de sfc percebemos uma grande união e apoio, tem bandas fudidas em cada cidade que tocamos, e tem galera ativa que apoia.
Brasil tem muito barulho da ora, Expurgo, Facada, Hutt, Plages Rages, Subcut, Rusga!, Rot, Xico picadinho, Your Lies In check, poluição sonora gratuita, Western Days, Hubris, Homicide, Sengaya, muitas muitas as bandas além das legendarias de noisecore e noisegrind Noise, Sifilis, Síndrome de Odio, Menstruation, industrial holocaust.
Admiro muitas bandas, mas principalmente as pessoas das bandas e as suas ideias.










7-(Salada Itinerante ) Os vocais de Alice Vomiterror são realmente impressionantes , um gutural violente e extremamente técnico , quais são as principais influências da vocalista do 

S.F.C ?

7-(SFC)Alice tem a influencia de death metal old school, e grind clássico. Oscar Garcia de Terrorizer, David Vincent de Morbid Angel, Stevo Dobbins de Impetigo, esses vocais influenciaram o seu inicio.



8-(Salada Itinerante) Vocês gravaram um Split ao lado da então finada banda N.O.I.A “Correntes da Tirania” , de onde surgiu a ideia de gravar este material e como  foi viver esta experiência ?


8-(SFC) Falando com os manos do NOIA pensamos fazer o Split já tínhamos uma boa amizade o mínimo era fazer esse material juntos, adoro os manos de NOIA(rip )








9-(Salada Itinerante) De onde surgiu  a ideia do baterista Joel Alvarez de tocar com uma toca ninja e por qual motivo ?


9-(SFC)A Ideia e representar o Animal Liberation Front, pra mim é uma homenagem para esses guerreiros que lutam pelos direitos dos animais.




10- (Salada Itinerante) Quais os planos do S.F.C para o segundo semestre de 2018 o que podemos esperar ?


10-(SFC)Voltamos por Peru e vamos guardar um tempo sem tocar, vamos fazer esse novo álbum que comentei, esperamos lancar em julio ou agosto.












11-(Salada Itinerante)  Para finalizarmos deixem um recado pra galera que curte um som  extremo?


11-(SFC) Foi muito prazerosa pra mim esta entrevista muito obrigada.
Galera muito obrigada pelo apoio, adoramos a cena brasileira, somos gratos com cada pessoa que apoia o movimento underground, apoiem cada show cada movimento, não parem de lutar, Já retornaremos para seguir fazendo barulho e compartilhando, UN ABRAZO Y UM BEZO DE CORAZON SxFxCx



SxFxCx - "Animal Traffic" [Official Music Video]









Formação Atual  S.F.C
Alice Vomiterror (Vocals)
Joel Noise Attack (Bateria)
Nestor (Guitarra)
Kevin (Baixo)


Links
Video oficial no youtube
https://www.youtube.com/watch?v=kIaEPnAfZQY
Canal no youtube
https://www.youtube.com/channel/UCNxh3jCGdTcx6eE_Wzz6VXg
Contato Joel Alvarez
https://www.facebook.com/NOISEATTACKGRINDER?ref=br_rs
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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Thina Curtis Arte Educadora,Poetisa, Escritora e Militante Dos Fanzines e Publicações Independentes.





Você Já leu um fanzine ? Você já fez um fanzine? 
Se a resposta for não ,tudo bem não se incomode pois muitas pessoas ainda não conhecem o que é um fanzine.
Para quem frequenta ou frequentou shows de punk rock/Hardcore ou Gigs  contra-culturais e eventos de poesia marginal provavelmente já conhece e pode certamente ter produzido ou produzir algum fanzine.
Fanzines são publicações independentes feitas de forma artesanal de  diversos formatos,alguns abordam historias , poemas, versos e tudo mais que o autor quiser transmitir artisticamente, bastante popularizado durante os anos 80,90 e até hoje dentro do movimento punk, os fanzines funcionavam como uma espécie de correio,informativo e material de expressão máxima da arte produzida por toda uma geração, para falar um pouco sobre a contra cultura do fanzine convidamos uma das  mais importantes militantes  dos fanzines, Thina Curtis  Arte educadora,Mãe,poetisa,escritora que nos conta um pouco de sua trajetória de dedicação aos fanzines a arte e a cultura, além de falar sobre seu coletivo fanzinada que promove o evento fanzinada uma feira totalmente dedicada aos fanzines e publicações independentes, confiram.







1-(Salada Itinerante) Praticamente sua historia se confunde com a historia do punk rock no ABC paulista uma vez que você viveu o inicio da cena punk por lá tanto acompanhando shows gigs quanto publicando editando e lançando fanzines gostaria que fizesse um paralelo de sua história com a historia do punk rock no ABC ?

1-(Thina Curtis) Verdade, sempre tive grande influência não só do estilo musical, mas da atitude punk, a ideia do faça você mesmo, o de correr atrás e fazer.
Vivenciei de perto a época das greves, as lutas sociais tudo era muito próximo devido a relação do meu pai com movimentos de esquerda então cresci com isso já enraizado.
E fanzines e movimento punk tem uma conexão muito forte.
Tenho grandes amigos de bandas, professores, ativistas sociais e culturais, faz parte de mim.



2-(Salada Itinerante ) Como você consegue conciliar sua vida pessoal uma vez que você é mãe e dona de casa com os trabalhos de Arte educadora , poetisa e editora de fanzines e jornais ?

2-(Thina Curtis)Creio que tudo que fazemos com alma, amor, tudo que é verdadeiro flui.
Da pra conciliar, ser presente, da pra ser mulher, mãe, poetisa fanzineira rs, da trabalho, mais vale a pena, creio que não me sentiria feliz se tivesse que abrir mão de algo que gosto e acredito. Tenho 2 famílias rs, a minha que construí e a das artes.






3-(salada Itinerante) Atualmente você vem trabalhando como arte educadora em uma escola no extremo leste da cidade de São Paulo no Bairro do Jd São Rafael , explique-nos um pouco sobre este trabalho ?


3-(Thina Curtis) É gratificante poder fazer algo dentro de uma escola, embora a maré sempre tende a ser contra.

As periferias precisam muito de projetos assim, e de pessoas que acreditem nisso também. Não adianta ter projetos culturais se não houver parceria, apoio.

Eu adoro trabalhar com a molecada, é um trabalho de formiguinha, mas tem suas compensações!

A inclusão de atividades na área de comunicação popular(fanzines, jornais,publicações independentes) é mais um passo significativo no sentido de possibilitar aos jovens novas oportunidades de formação cultural e social.

Estou também em outro projeto de Arte Educação em uma escola na zona norte de SP, junto com a Fabi Menassi(que também é minha parceira nas hqs) e Carlos Rogério Amorim( Central Zine/AfroEscola) tocamos o Projeto Arte Moderna E Contemporânea.






4-(Salada Itinerante ) Você faz parte do Coletivo Fanzinada , coletivo que realiza diversos eventos dedicado aos fanzines tanto na cidade de São Paulo quanto fora da cidade , conte-nos um pouco sobre a historia do Fanzinada e suas edições . Como funcionam e qual a periodicidade dos eventos que vocês realizam ?

4-(Thina Curtis)Sim, sou responsável e faz tudo também rs.
Surgiu mesmo de várias necessidades ligadas aos fanzines.
Surgiu a princípio para fanzineiros lançarem/divulgarem seus trabalhos, trocarem ideias, comemorar o dia internacional do fanzine.
E depois o Dia Nacional do Fanzine que acabamos de certa forma sendo responsáveis.
A  Fanzinada é uma mistura de várias linguagens artísticas e culturais. Acabou se tornando um evento de referência no circuito dos fanzines, por ser um evento envolvente, itinerante e criativo. É uma ação simbólica pela preservação da memória dos fanzines no Brasil.



Sempre estamos fazendo exposições com zines antigos, clássicos, raros e ao mesmo tempo tendo lançamentos de zines novos. Independente se a pessoa que esta lançando já é uma veterana ou é o primeiro zine.
Pessoas de todas idades já lançaram zines conosco!
E assim sigo dando continuidade na história zineira DIY.
E aí também não temos uma periodicidade.
Fanzine para mim é mais que uma paixão é missão mesmo!






5-Salada Itinerante) Recentemente tivemos a extinção do ministério da cultura , apesar disso os eventos artísticos e culturais continuam resistindo , tanto na periferia quanto em todas as imediações da cidade .Qual sua opinião frente a o fim deste ministério e como você vê os eventos artísticos e culturais atualmente?


5-(Thina Curtis) Tempos difíceis esses.
Tempos que me fazem pensar na ditadura.
A arte ela vai resistir sempre isso é fato, somos guerreiros, espírito livre! Vivemos a Utopia!
Saímos perdendo em relação a tantas coisas que eram realizadas devido ao Ministério.
Projetos, editais, verbas, intercâmbios...
Um país que não valoriza sua cultura é um país que só pode ter o resultado que estamos tendo agora nesse momento.
Violência,caos, um povo que não lê, não é politizado, logo não conhecem seus direitos, isso porque estamos numa suposta democracia.
A cultura ela tem que ser ensinada desde o ventre.




6-(Salada Itinerante) Recentemente você participou do 22 º Fest Comix um festival de Hqs já tradicional , como foi a experiência de realizar uma oficina de fanzines em um dos mais tradicionais eventos de HQs do Brasil ?
6-(Thina Curtis) Gratificante!
Primeiro tenho que agradecer a “Gabriela Franco” do Minas Nerds que tem aí um trabalho muito bacana de empoderamento feminino nas Hqs e Cultura GEEK E Pop, e levar o fanzine a locais assim sempre é muito bacana, muita gente ainda hoje em dia e ainda nesses eventos não conhecem fanzine e não sabem as possibilidades incríveis através dele.
Curti bastante o evento!











7-(Salada Itinerante) O universo dos quadrinhos e dos fanzines sempre foi composto em sua maioria por homens , como você analisa a participação feminina no mundo das artes sequencias e no mundo dos fanzines ?


7-(Thina Curtis) Realmente o universo dos quadrinhos é bem complicado quando pensamos na participação feminina.
É muito conservador, machista, embora isso esteja mudando, e para isso muita discussão e muita luta.
Mais também existe muita mulher que produz e as pessoas não conhecem, as meninas se sentem inseguras de participar de eventos que praticamente sempre foi frequentado por homens.
Isso é incomodo pra mim, porque pra mim a arte não tem sexo! Ela é única, igualitária.
Homens e mulheres podem ser bons quadrinistas, roteiristas, ilustradores etc...
Em relação aos fanzines creio que ele por si só já traz algo mais libertário e não seja tão restrito quanto os quadrinhos.
Sempre vi bem mais mulheres produzindo fanzines do que hqs.
Até porque os zines podem ser de qualquer assunto.


8-(Salada Itinerante) Atualmente estamos passando por um conturbado momento na historia política nacional , como você enxerga isso . qual o posicionamento que você busca ter referente a isso e de que forma você aborda isso tanto nos fanzines quanto com as crianças que você trabalha ?

8-(Thina Curtis) Que elas leiam, pensem, questionem.

Produzam, criem, não fiquem na inércia ,sendo marionetes sendo manipulados.

Vivemos um fogo cruzado atualmente.

Porem com tanta coisa ruim é hora também de repensar a escola,a política, os conceitos.

A necessidade de revisão do sistema educacional brasileiro é evidente. 











9-(Salada Itinerante) Durante um tempo você trabalhou como arte educadora na fundação casa , como isso marcou sua carreira e quais as experiências marcantes você viveu por lá que possam ser citadas ?

9-(Thina Curtis) Deixou marcas, o quanto precisamos urgente de cuidar de nossos jovens.
O quanto a família faz a diferença.
O quanto o descaso de toda uma sociedade para nossas periferias estão cada vez mais levando adolescentes talentosos, sonhadores, crianças ainda para o crime, para as drogas.
Com certeza o que mais me marcou foi ter trabalhado na Casa das Mães, lá me vi sem chão,ao mesmo tempo foi um desafio, ministrava oficinas para mães e bebês.
Foi uma experiencia única que vou carregar pra sempre em minhas lembranças, sempre me emociono quando lembro do tempo que passei lá, ali você ve o quanto é importante a arte, a educação, o quanto coisas simples como um sorriso e um abraço podem fazer a diferença na vida dessas meninas e bebês.
Através dos fanzines tivemos um vínculo materno, fraterno, enquanto produzíamos.
creio que a arte tem essa característica. O olhar para o outro, se colocar no lugar do outro romper pré-conceitos.


10- (Salada Itinerante ) Quais as principais dificuldades que impedem os artistas independes de publicarem hqs e fanzines no Brasil . O que você acha que mais impede a produção artística independente neste pais?

10-(Thina Curtis) Creio que desde sempre é a grana para bancar o trabalho autoral.

Pq hoje em dia temos muita coisa a favor em questão de divulgação, espaços, mídias.

A falta de verba para fazer os projetos acontecerem acaba sendo o fim dos projetos.

Nas hq's sinto falta da identidade cultural. Parece que as pessoas tem medo de falar sobre o que vive, sobre nossos problemas, sobre nossas riquezas.

Valorizar o que temos a nosso favor e de melhor.

Ainda vivemos em tempos de cultura de massa, só vende hq se for super-herói e gringo.

Nada contra heróis gringos, curto, coleciono e tal, porém sinto falta de representatividade.

Estamos avançando mais ainda em câmera lenta.






11-(Salada Itinerante) Para finalizarmos deixe um recado a todos que admiram seu trabalho , deixe uma previa sobre os seus próximos projetos o que esta por vir da mente desta ruiva militante dos fanzines ?
11(Thina Curtis) Eu agradeço a todos que me seguem, comentam, me escrevem, me enviam fanzines!
Me incentivam de alguma forma!
Agradeço você Danylo por me ceder esse espaço para falar um pouco dos fanzines.
Bom estou envolvida com várias coisas ligadas aos zines, quadrinhos, poesias.
Semana que vem dia 07/08 a Fanzinada estará participando mais uma vez do Festival de Inverno de Paranapiacaba e teremos uma programação muito bacana!
Temos alguns eventos marcados para esse ano também.
E eu estou sempre por aí em algum evento, seja prestigiando, seja ministrado oficinas, palestras, participando de debates.
Em agosto também farei umas intervenções com Fanzines em parceria da Secretaria da Juventude de Santo André.
O importante é não parar, é estar em movimento em ação!

Neozine
Eu hoje amanheci
Uma colagem de mim mesma
Um mosaico de sentimentos
Uma xerox multiplicada
Do meu interior
Colada, reescrita
Um carimbo na memória
Um impresso de emoção
Composta em diversas texturas, cravadas na alma
Em vários procedimentos e possibilidades
Um experimento ilustrado
Uma releitura em vários contextos
Meu nome é pluralidade
De uma leitura original
Atemporal
Espalhada por aí...
Thina Curtis


Próximo evento do coletivo fanzinada


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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Sebah de Assis - O Som do Bando Rock Rural e Resgate Cultural.




Sebah de Assis musico e gestor de projetos culturais do Ceu (Centro Educacional Unificado ) São Mateus , concedeu esta entrevista para o nosso blog falando sobre sua carreira musical além do seu projeto cultural O Som do Bando que se trata de uma confraria de músicos que se reúnem  mensalmente para  celebrarem um resgate as musica autoral mesclando influencias de musica  mineira de raiz , rock and rol e mpb  o projeto vem ganhando espaço no circuito musical independente de São Paulo , confiram isto e muito mais na entrevista a seguir ,












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sexta-feira, 1 de julho de 2016

O Nó - Rock Progressivo e Muito Mais.









Aos que procuram um ponto de segurança, onde a sustentação é determinada pelas tendências de mercado e suas armadilhas previsíveis - uma triste constatação vem à tona; bandas com ideias superficiais e sem personalidade terão sua existência abreviada, graças a um esquema frequentemente utilizado pelos que pretendem atingir o sucesso e obter reconhecimento a qualquer custo. Pois o que há de mais legítimo em qualquer expressão artística é, sem dúvida nenhuma a personalidade. Para os que fogem desse esquema e procuram trilhar caminhos mais arenosos, a recompensa pode vir á longo prazo e, talvez esteja aí o sentido em trilhar o caminho mais difícil. Como exemplo, podemos citar os paulistanos do O Nó, que já no nome procura incorporar uma estética pouco usual e até vintage para evidenciar sensações artísticas em toda sua plenitude. 
Para conhecermos melhor esse, que em minha opinião é uma ótima opção para os que fogem do óbvio, falaremos com Mateus Bentivegna responsável pela bateria do grupo.




SI – Nos fale um pouco mais sobre O Nó, dê mais detalhes ao leitor sobre a trajetória da banda até os dias de hoje.

A gente começou em 2014, mas como um trio, na verdade. Eu conhecia o Ale, que toca guitarra, e ele conhecia o Rodolfo, baixista, e a gente meio que só decidiu tocar juntos. O som era bem diferente antes, tinha até uma pegada que lembra o pós-rock, era bem menos “colorido” e “brilhante”, eu acho. A gente acabou gravando algumas músicas no celular mesmo, fizemos alguns shows, mas quando o Matheus entrou pra tocar sintetizador a gente meio que recomeçou os trabalhos, fizemos músicas novas, mudou bastante o som. Tanto que a gente nem toca mais essas músicas mais antigas.

SI – O direcionamento musical de vocês é um ponto bastante interessante a ser observado, pois transpira uma série de referencias. Quais foram os cuidados para não se tornarem apenas um pastiche dentre suas influências?

Acho que a partir do momento que você une referências distintas, e cria algo seu a partir delas, um resultado diferente vai acabar saindo disso de qualquer forma. Eu acredito que não corremos perigo de virarmos um pastiche justamente pela grande disparidade de influências e gostos de cada membro.





SI – O público da banda não é um público convencional e isso fica muito explícito - pois a música é só mais um ingrediente em um contexto onde a parte visual e sensorial também predominam. Isso foi algo que vocês previam quando criaram O NÓ?

Eu pelo menos fico feliz que temos uma quantidade razoável de seguidores que gostam da gente pelas bizarrices que a gente faz. É sempre bom saber que as pessoas tão curtindo, e até agora, só recebemos amorzinho <3 dos internautas hahahah
Acho que desde o começo a gente pensou em fazer um projeto que não fosse só música, só ter uma banda e gravar umas musiquinhas e pronto. Minhas bandas favoritas, e muitas grandes bandas e artistas, conciliam o visual e o sensorial com a música. Os Flaming Lips fazem muito isso, o gigante ancião Pink Floyd, a própria Beyoncé, até. O grande negócio da música popular atualmente é o casamento dessas coisas. Casar a capa do seu disco com o som dentro dele, com o tipo espetáculo que vai ser o seu show, com seus clipes. Até a roupa que você veste, as postagens nas redes sociais, tudo isso faz parte do projeto. Isso interessa bastante a nós quatro. Gostamos de pensar n’O Nó como um projeto maior, que une audiovisual, design, moda, fotografia... Tudo.

SI – A arte do EP também é um ponto a ser destacado, pois transparece muito bom gosto, Quem foi o responsável pela concepção da capa qual foi conceito para que se chegasse no resultado final?

A banda toda se reuniu e foi jogando referências visuais, tanto de outras capas como outros trabalhos gráficos diferentes, e fomos meio que tirando uma coisa daqui, outra dali. Fomos fazendo vários testes, cada um apresentou uma coisa, e no fim, o Rodolfo acabou chegando no resultado final, que é essa brisa espacial e colorida linda.

SI - Recentemente vocês participaram de um evento para a LEVI´s, inclusive gravando uma musica para a ocasião. O quão importante são esses eventos para a banda? Quais são os próximos passos nesse sentido?

Foi na real um concurso da Levi’s, em que escolhiam oito bandas pra gravar uma música cada uma, num estúdio bancado por eles, e dessas 8, três iam passar por uma outra fase por meio de votação pra tocar na Casa Levi’s, que é um pico novo deles. Até ganhamos umas calças hahaha. A gente foi escolhido pra primeira fase, e gravamos uma música que chama “Vão”, que a gente já tocava nos shows há um tempo e ainda não tinha gravado. Foi bem legal, até chamamos um amigo pra adicionar um solo de sax nela, o que acabou mudando muito a música (pra melhor, claro).
Acabamos nem chegando na outra fase. É preciso se empenhar bastante nas mídias sociais e meio que ficar martelando sempre pra pedir votos, e acho que no fim das contas ficamos bem felizes de ganhar uma gravação maneira de graça e da divulgação no geral.
Acho que qualquer ação ou evento desse tipo ajuda bastante apresentando bandas independentes pra uma galera que não as conheceria de outra forma; qualquer incentivo desses já é bacana.

SI - Existem estilos musicas onde se constituem ``uma cena´´ onde as bandas organizam festivais, trocam materiais e fazem as coisas acontecer com a filosofia do faça você mesmo. Como isso funciona para vocês?

O pessoal da música no geral acaba todo mundo se conhecendo no fim das contas, de tocar junto, de ir nas mesmas festas, curtir bandas em comum, essas coisas.
Acho que está tudo entrelaçado mesmo, todo mundo se ajuda e se amplia. A gente já conversou sobre colaborações, tocar junto, com os caras do Raça, que já lançaram o primeiro LP, com os meninos do Retina e dos Amanticidas – inclusive gravamos nosso EP com membros de ambas – , Marulho, Goldenloki... Em suma, é bem isso mesmo. Mesmo que o som de cada um seja distinto no geral, a gente acaba formando uma cena, por assim dizer, meio que por ser todo mundo do mesmo lugar e fazer música ao mesmo tempo. Todo mundo no mesmo barco hahah.





SI - Conheço seu pai há muitos anos e lembro que ele tinha uma grande coleção de discos. Tanto para você como para os demais integrantes - houve uma formação ``caseira´´ por intermédio do gosto pessoal do pai de cada integrante e o quanto disso aparece no processo de composição?

Olha, pra ser bem sincero, uma boa parcela da coleção do meu pai acabou virando a minha própria coleção. hahahah.
Não posso falar muito pelos outros da banda, mas acho que muito do que eu ouço hoje, e ter essa coisa de gostar de estilos completamente bizarros e diferentes entre si tem a ver com o gosto pessoal de todo mundo da minha família.
A gente da banda gosta bastante do chamado “dad rock”, AOR (adult oriented rock), esse rock e pop bregas de AlphaFM que é teoricamente associado com o gosto mais “maduro” dos nossos pais e mães, mas é muito relativo. Minha mãe ouvia É o Tchan comigo, enquanto eu ouvia Ratt e Iron Maiden com meu pai, new age com meus avós... E tudo isso tem influência no som que acabamos fazendo, de um jeito ou de outro. Acredito que todos nós fomos influenciados de uma forma ou outra pelo gosto musical dos pais, tanto pra um lado quanto pro outro.

SI - Para finalizar, gostaria que você falasse sobre os próximos passos da  banda - shows, disco e qualquer informação que julgar pertinente

Atualmente estamos compondo músicas novas, gravando algumas também, e pensando em lançar uns singles soltos, e eventualmente juntar material pra um LP inteiro. Estamos fazendo menos shows por causa disso, justamente pra focar, maasssssss... Temos um show marcado no CULT Club, lá na Barra Funda, no dia 8 de Julho. Vamos abrir pro Sala Espacial, e começa às 19h00. Quem quiser ver a gente e curtir, só aparecer lá. Tomamos umas brejas, conversamos sobre música, sobre a vida hahaha. Acho que é isso! Muito obrigado ;)







(Entrevista: Robério Lima)

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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Gricerina Punk/Hardcore, da Zona Leste Sem Medo De Ser Contundente.

Formada em meados de 2007 na periferia da cidade de São Paulo, bairro Cohab 2, situado na região de Itaquera, o Gricerina iniciou suas atividades como a maioria das bandas de punk rock como uma forma de diversão e descontração, após muitas mudanças de formação,muitos altos e baixos eles lançaram seu primeiro Full Álbum em 2011 intitulado "Mais um dia de Loucura Chegando" sendo muito bem recebido pelo publico e tendo um ótimo retorno na cena gerando muitos shows dentro e fora de SP , atualmente os caras se encontram realizando muitos shows além de prepararem seu segundo trabalho  com o nome de "Paulada na Lata" , entrevistamos os caras para sabermos um pouco mais sobre este novo trabalho e muitas outras histórias , confiram abaixo.










1-(Salada Itinerante) O Gricerina foi formado em meados de 2007 de lá pra cá muita coisa mudou , formações diferentes , novos trabalhos ,  inclusive a musicalidade  ficou bem mais pesada com elementos de Crossover e Thrash Metal  , gostaria que fizessem uma paralelo da evolução da banda ao longo dos anos?

1-(Gricerina) Em 2007 quando formamos a banda, éramos apenas adolescentes fãs de punk rock aprendendo a tocar. A entrada do Jonas e do Tunico, que já possuíam uma bagagem musical maior, foi o principal fator da evolução da banda e do nosso estilo. Nosso aprimoramento musical e nosso amadurecimento pessoal fizeram com que naturalmente nosso som mudasse. Incorporamos novos elementos e uma complexidade maior aos arranjos, sem perder a essência punk nas letras.
Não nos limitamos a rótulos e nem a mesmice. Temos a necessidade constante de renovar, sem medo de arriscar e nem de misturar estilos distintos.











2-(Salada Itinerante) Praticamente todos os integrantes da banda são do bairro Cohab 2 , situado na região de Itaquera , extremo leste de SP, esta forte influencia das vivencias na periferia e dos contrastes  sociais da grande metrópole que é São Paulo , como é para vocês retratar estas experiências nas musicas da banda ?


2-(Gricerina) Não escolhemos onde vamos morar quando nascemos, temos que observar e aprender com a realidade de que viemos, e as origens são o que fazem as pessoas, como vão se comportar, vestir, dialogar e se colocar diante da sociedade. A realidade da periferia é absurda, muitos dos hospitais que dão acesso ao público tem condições precárias de atendimento. Muitas pessoas sem estrutura nenhuma. Há lugares em que a água chega até o teto, pessoas desabrigadas nas ruas e com frio, e viemos disso. Mas a periferia é rica em arte e cultura. É difícil encontrar oportunidades diante dessa realidade, então lutamos por isso. Queremos ver os acessos, colocamos em nossas letras o protesto de cada cidadão periférico, as pessoas se identificam com o som porque se sente como nós. Querem também se expressar, nosso país se encontra em um constante protesto, nossa situação política nos envergonha. Queremos a mudança, a melhora da nossa quebrada principalmente. O protesto em cada verso e em cada nota é pelos nossos.



3-(Salada Itinerante) Como funcionou o processo de composição ,gravação e mixagem das musicas que integram o ultimo trabalho de vocês  o álbum “ Mais um dia de Loucura Chegando” em qual estúdio foi gravado o trabalho , e como este álbum foi aceito pelo público em geral ?



3-(Gricerina) Nosso primeiro trabalho teve diversos compositores como, por exemplo, o fundador e antigo vocalista da banda Giovanni Perez, e também músicas de bandas que já pararam suas atividades, porém marcaram época e optamos por regravar para sempre reviver aqueles momentos (Krowd, Órfãos da Nação). O álbum foi lançado no Luar Rock Bar, casa referência para cena underground, casa lotada e todos saindo com seu CD, a partir daí vieram muitas conquistas devido à aceitação e divulgação dessas mesmas pessoas que estavam nesse dia marcante. Gravado no antigo Fábrica SP em dois dias rs (isso mesmo, dois dias) sem intervalos. Superaram todas nossas expectativas e nos colocou em muitas casas que sempre sonhamos em tocar.








4-(Salada Itinerante)  Recentemente vocês abriram um  show de uma das maiores bandas do estilo dentro do nosso pais o Ratos de Porão , durante o circuito SP de Cultura no PQ Raul Seixas , praticamente quintal da casa de vocês , durante o show  percebi que mesmo a galera que não conhecia a banda  agitou do começo ao fim , foi certamente uma verdadeira aula de Hardcore naquela tarde , como foi para vocês este show as expectativas e a repercussão que rolou depois dele ?


4-(Gricerina)  A expectativa para esse show era muito grande, sabíamos que precisávamos fazer o nosso melhor, estaríamos no “quintal de casa”, ensaiamos duro para que tudo desse certo e ficamos surpresos com o resultado. Aquela galera toda esperando para ver uma das maiores bandas da cena punk e quando se deparam com o peso do som, a roda de bate cabeça, todo mundo agitando, foi gratificante todo o esforço colocado para tal ocasião. O impacto foi tão grande que teve gente afirmando que “o show de vocês foi melhor da noite”. Não era nossa ideia, mas críticas sempre serão bem vindas para a melhora de nosso trabalho. Superamos nossas expectativas. Ao passar dos dias, nas ruas, vieram muitos elogios do show, e em cada um desses, mais motivação para continuar.  O show deu força total para a gravação do “Paulada Na Lata” que sai nesse próximo semestre.



5-(Salada Itinerante ) Como vocês vem a Cena Punk/Hardcore  atualmente , muitos veem com um certo pessimismo  chegando a declarar que o punk morreu .Qual é a opinião de vocês quanto a isso ?


5-(Gricerina)   Antes de tudo, o punk não morreu e nunca morrerá. A cena ainda vive sim, enquanto existir desigualdade social e de classes na sociedade, o punk sempre estará lá pra ser aquele símbolo/espírito/atitude que move a gente e, assim como tudo dentro do sistema, é uma peça fundamental dentro de uma "democracia" como eles chamam aqui. Logicamente como tudo em todas as eras teve seu auge e tempos de glória e bandas que movimentaram o país e a cabeça dos jovens naquela época, isso sem as facilidades de hoje em dia como a própria popularização da internet no país, é fato que tivemos grandes perdas como o Redson (Cólera), do qual tivemos o prazer de dividir os palcos e bastidores com essas ideias e descontração e serviram pra gente também como um aprendizado tanto musical como pessoal e falando de música, a cena continua rolando e vai rolar por muitos e muitos anos. Temos excelentes bandas em atividade há mais de 30 anos e bandas novas que vem com esse mesmo espírito mantendo essa "chama" acesa. Hoje em dia é mais fácil o acesso a casas de cultura e ONG's para realização de shows e apresentações de várias vertentes artísticas e movimentos culturais das regiões mais isoladas de São Paulo e região, porém, ainda há muitos "chacais" por assim dizer, que sugam essas bandas com valores e condições absurdas para poderem apresentar seus trabalhos e assim disseminar suas ideias, isso também enfraqueceu a cena, mas perdeu força de uns anos pra cá com as prefeituras de cidades vizinhas facilitando espaços para apresentações e gerando editais para artistas autorais da cena também se apresentarem e terem o devido respeito pelo trabalho apresentado.



6-(Salada Itinerante )   Estive vendo alguns Clipes da banda tanto “Rolé na Augusta “ quanto “Botinada”  ambos tem um gravação e uma edição muito boa , como foi os bastidores da produção destes clipes e quem ficou encarregado deste trabalho ?


6-(Gricerina)  O clipe rolê na Augusta foi um marco crucial pra banda. De lá vieram prêmios como melhor single de 2013 pelo Zona Punk. Foram uma das aventuras mais doidas já passadas pela banda. Anunciamos a gravação e todos os amigos estavam lá, além de pessoas que se ajuntaram a festa sem nem saber do que se tratava. Resultado: Rua Augusta parada 3 vezes. Esta parceria junto ao Itaquera na Cena proporcionou o clipe, até o momento, mais louco da banda.
Ver que jovens e crianças estão lá balançando a cabeça é um dos ápices da banda. Alguns estudantes até se propõem a fazer alguma matéria, vídeo ou algo da banda. Este é o caso do clipe Botinada feito por um estudante de artes visuais Jairo de Sousa, um convite feito um dia antes em que abraçamos para ajudar um estudante e saiu esse belo resultado.

7-(Salada Itinerante) Tanto o Punk rock quanto o Hardcore sempre tiveram uma postura politizada e radical frente as “maracutaias” que ocorrem-na politica e na sociedade ,  gostaria de saber o que vocês pensam sobre o que esta ocorrendo no cenário politico atual e qual o posicionamento da banda frente a isso ?


7-(Gricerina)  Esse é o nosso assunto predileto "rs".
Em quase todas as músicas da banda abordamos o assunto política. Desde a formação da banda o intuito já era formar opinião, como é de costume em nosso gênero musical. Nossa opinião política sempre foi radical. Somos a favor de uma reforma política e constitucional que nos inclua. Que inclua o povo da periferia, e acolha com atenção nossas causas. A política sempre foi e ainda é muito elitizada no Brasil. Precisamos de mais dos nossos nos representando e que os mesmos não se corrompam.
Tentamos fazer nossa parte, e através da música, enfatizar e fortalecer nossa causa.
Nossas letras adolescentes de 10 anos atrás ainda não saíram de moda, pois vivemos a mesma situação política em que assistimos de longe as decisões sendo tomadas, e de longe pagamos pelos equívocos e pela supremacia de nossos governantes.
Hoje o país vive uma situação política mais calorosa, onde o povo foi rachado em dois lados, exatamente como eles (os malditos políticos) queriam. Mesmo com toda essa turbulência não mudamos nossa opinião. Não somos a favor do golpe que foi dado a nossa democracia, porém não somos a favor do governo anterior. É aquela velha frase "tudo farinha do mesmo saco".
Seguiremos sempre firmes e fortes na abordagem desse assunto, até um dia chegar numa igualdade da qual não teremos do que reclamar. Isso é utópico, mas sem esse sonho nossas letras perderiam o sentido.






8-(Salada Itinerante)  Quais os planos para a banda para este próximo semestre de 2016 ,  e o que vocês preparam para o ano que vem já que faram 10 anos de carreira , já existe algo pensado neste sentido , uma data destas tem que ser comemorada?


8-(Gricerina)  Para o próximo semestre vamos gravar o play novo. Vamos retratar nas músicas situações rotineiras na vida dos brasileiros que dão um tapa na cara na parte política/social do Brasil que vem há anos com as mesmas pessoas no poder e com os mesmos problemas, além da fé sendo "cobrada" por assim dizer, será o PAULADA NA LATA, 7 músicas inéditas com uma pegada bem pra frente. Algumas dessas músicas nós já tocamos nos shows como as músicas "Adoradores do Estado e do Capeta", "EDIR Selvagem" e a que intitula o cd (uma das nossas preferidas) "Paulada na Lata", que em 2013 quando foi escrita citou antes da copa do mundo o vergonhoso 7x1 da seleção canarinho. Agora falando sobre os dez anos, sim vai rolar uma festa (risos). Ainda não temos nada confirmado, mas temos uns planos rolando. Acreditamos que no ano 13 de vida da banda vem um DVD, mas aguardem novidades e shows esse ano e o show de lançamento nesse segundo semestre.



9-(Salada Itinerante) Vocês vem realizando algumas apresentações no interior de SP  , geralmente os fãs de hardcore do interior do estado são bem mais calorosos , como vocês analisam o publico da cidade de SP e o publico do interior , vocês acreditam que existe uma diferença entre eles  ou é muito semelhante?



9-(Gricerina)  O que percebemos é um público mais honrado ao trabalho que a banda faz, ele admira e quer até mesmo ajudar com um simples "nossa obrigado por essa sonzera" talvez mais caloroso no interior pela falta de bandas diretas que condizem com a realidade.






10-(Salada Itinerante) Deixem um recado para a galera que acompanha a banda já a algum tempo e para a galera que esta começando a curtir o som de vocês agora , desabafem , enfim o espaço é de vocês ?


10-(Gricerina)  Agradecemos muito ao Salada Itinerante  pelo convite e as ótimas perguntas construtivas e a você que acompanhou até o fim e vem nos acompanhando, nosso recado principal é para os jovens montarem  suas bandas, acreditar é agitar, fazer propagar suas idéias.
Acessem nossa página no Facebook e aguardem que em breve terá novidades.
Obrigado e grande abraço da família Gricerina (GriGri rs)
www.facebook.com/gricerina







Clipe Oficial  "Rolé na Augusta".







 Full Album "Mais um dia de loucura Chegando"










Formação Atual 




Jonas Henrique (guitarra)

Tunico Fernandes (Baixo/Backing vocals)
Raul Expindola (Bateria)
Yuri Lescano (Vocal)

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