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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Quinta Travessa , Mistura de Influencias Sonoras , Muito Peso e Muita Atitude.




Formada em 2008 na zona leste de São Paulo a banda Quinta Travessa  é a Junção do ritmo

das ruas com o peso das furiosa guitarras do metal.
Influenciada por bandas de Nü metal dos anos 90/2000 a banda se mantém firme na proposta de levar está junção de forma que o estilo permaneça vivo,
como podemos ver em seu recente clip lançado intitulado de "CALA A BOCA"











Quinta Travessa é:

Erick Silva - Voz
Thiago Legramandi - Guitarra
Rafael Moreira - Baixo
Daniel Lucena - Bateria

Videoclipe: CALA A BOCA"
 https://youtu.be/V0XNUn-DH_s












YouTube:
https://www.youtube.com/user/

Facebook:
https://www.facebook.com/quintatravessa/

Instagram:
Instagram.com/quintatravessa

Contato para show:
(11) 96757-4318
bandaquintatravessa@hotmail.com

Fonte (Igor /Banda Quinta Travessa)


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segunda-feira, 14 de março de 2016

Entrevista Com A Duo Band, Blatta Knup Squatter AnarcoPunk Mochileiro,Atitude,Sonoridade E Muitas Idéias Revolucionarias.





O sonho de muitos é colocar uma mochila nas costas,sair por ai pelas rodovias e  br's do país e do continente pedindo carona e viajando  com seus instrumentos nas costas, parece  brincadeira ou a realização  de algum poeta ou músico sonhador, porém eis aqui uma prova viva de que isso é realmente possível  e esta ao nosso alcance.Fundada  no final de 2013 a Duo Band, Blatta Knup composta por Helo Lolx (Bateria e Voz) que participava de um projeto musical chamado Uterus Libres e Gustavo "Merdinha"  (Baixo e Vocais) Ex-Vocalista da banda de Hardcore/D-beat paulista Dischaos, o Blatta Knup pratica exatamente este tipo de filosofia, pedindo carona de rodovia em rodovia e se hospedando e até mesmo morando em algumas ocupações do pais os dois provam que é possível construir sua autonomia aos poucos e ainda realizar diversos shows em cada uma das cidades que passam,  a banda foi montada com  iniciativa de praticar o estilo de vida nômade e conviver e resistir em ocupações e Squats pelo brasil e pela América do sul afora, praticando um som totalmente voltado ao Anarcopunk com uma musicalidade  Hardcore/Punk  e influencia direta de  diversos Subgêneros que integram o punk tais como D-beat/Crust/Noise, a sonoridade da banda se assemelha e é bastante influenciada por bandas  de Hardcore do inicio dos anos 80 tais como Crass,Doom,Discharge,Anti-cimex , dentre outras porém pelo fato de mesclar vocais rasgados,gritados com linhas de vocais mais limpas e intercalar com guturais a bandas rompe em diversas formas com suas influencias e consegue fazer um som com características e identidade própria fungindo de eventuais comparações e mostrando ao mundo a  que veio,após alguns shows por diversas cidades dos pais em  2015 eles lançaram seu primeiro Cd demo que leva o nome da banda, no mesmo ano lançaram também  um Split Cd ao lado da banda Punk Argentina Progrecidio.
Atualmente a Blatta Knup se prepara para uma turnê por  que passará por São Paulo,Rio de Janeiro e Minas Gerais durante os messes de Abril e Maio,a seguir vemos um pouco das ideias e experiencias desta banda.









1-(Salada Itinerante) O Blatta Knup Recentemente realizou uma Mini-Tour pela Argentina, passando por algumas cidades e locais do pais, como foi esta mini tour e como vocês viram a cenário Punk e Anarco-Punk Argentino? Quais as bandas mais apoiaram vocês durante esta Mini-Turne?
1-(Blatta Knup) A mini tour foi incrível,primeira experiencia do Blatta fora do território dominado pelo estado brasileiro.A galera de la que esta ativa, na movida anarco punk é muito massa,altas correrias,feiras,tocadas,okupas...
Em Córdoba tem uma movida queer punx muito forte,que nos identificamos "afuuu"... recebemos apoio principalmente de indivíduos,mas vale a pena destacar essas bandas que compartilhamos momentos,espaços e ideias: Progrecidio(que temos um split),Desobediência Civil,Anti-social club(que convidamos para lançar algo juntos no futuro!)


2-(Salada Itinerante) A banda foca bastante na questão Squatter punk , muitos punks apenas superficialmente carregam esta bandeira de ocupação e resistência ,  já vocês vivem em squatts e produzem matérias,ideias e eventos em squatts como vocês veem esta galera que apenas vive de aparecias usando o punk e a ocupação apenas pra se promover  musicalmente?
2-(Blatta Knup)Então,sei la,cada um tem seu corre e fala o que fala,sente...
Botamos fé que tem uma galera que não vive em okupa mas se identifica "afuu" com o role...cada um tem suas limitações também e a questão okupa não é muito forte aqui no brasil enquanto outros lugares. Ninguém é melhor por estar nessa vivencia okupa,como que cada um vive como pode...nos colocamos nas canções o que vivemos e sentimos,a gente fala sobre a nossa realidade e nossa luta!Sem hierarquias y méritos!



3-(Salada Itinerante) Como surgiu o nome e a ideia para a banda e por que Blatta Knup?
3-(Helo) Blatta é barata em latim(uma brincadeira com esse idioma usado muito pela igreja que serve de referencia para a linguá e tals...) knup é punk ao contrario(porque somos punx`s)..barata porque elas são fodas,cosmopolitas,estão em todas os lugares,vivem dos restos e resistem de muitas maneiras..nos identificamos com isso..digamos esse modo de sobreviver!
Gustavo fazia parte da Dischaos y eu (helo) tinha um projeto Uterus Libres,começamos a dar role juntxs e penamos em criar algo sobre nos,sobre o que vivemos y sentimos...foi isso...


4-(Salada Itinerante) Como foi gravado o cd de vocês , qual foi o espaço utilizado como estúdio e quais os selos que lançaram  este primeiro material? Como esta sendo a recepção do publico durante os shows quanto ao cd de estreia de vocês ?
4-(Blatta Knup) Fizemos a gravação ao vivo no Estúdio Bokada em Pelotas/RS, é nosso primeiro material lançado(selos: Mangueio Distro/PB, Ediciones Piratas/Buenos Aires, Gritos de Revolta/SP, Crust or Die/BA e Anarco punk distro/Peru), com esta mesma gravação lançamos um SPLIT com Progrecidio(Argentina).....a galera tem nos fortalecido muito já que somos D.IY. e toda a grana é pra produzir mais material do Blatta e de difusão anarquista)


5-(Salada Itinerante) Vocês praticam um som muito direto,bem  cru e sem muitas firulas procurando passar assim as ideias anarquistas,anti-propriedade e anti-machistas , quais as principais influencias de vocês tanto musicalmente falando quanto ideologicamente? Quais as bandas e músicos que ultimamente vocês vem ouvindo e quais os autores que vocês tem lido ultimamente ?


5-(Blatta Knup)Todas nossas influencias são tanto musicais quanto politicas vou citar algumas e provavelmente esquecer muitas (Ódio, Homomilitia, Amor Protesto y Ódio, Abuso Sonoro, Operação 81, Bulimia, Warvictimis, Warcry, Crass(claro), Rape Revenge, Enlamados Enkardidos, entre outras mil bandas).


5-(Gustavo) Pra dizer a verdade ultimamente tenho escuta muito mais gothic music, do que musica Punk e isso tem me influenciado nas novas musicas do Blatta também, na leitura vou só citar o ultimo livro e o ultimo zine que li (Dias de Guerra, Noites de Amor e o zine Semeando a Revolta)
5-(Helo) Eu tenho escutado muito G.L.O.S.S,Slouch,le tigre,Bikini Kill,Behing Enemy lies,Aus Rotten,Sookee,Anti-Corpos,Tribe 8,Antiproduct.....enfim.. leitura? Beatriz Preciado,dentre vários zines queer`s da galera!


6-(Salada Itinerante) Atualmente vocês estão residindo em uma ocupa no Rio Grande do Sul, historicamente o Sul do País já possui alguns casos de repressão a ocupações e espaços anarquistas promovidos por Skinheads e por forças do Estado , como vocês  veem estes episódios e já ocorreu algum ato contra este espaço ? Como é o convívio dos punks com a comunidade local ?
6-(Blatta Knup) Ocupação sempre é um problema, mas normalmente nossos problemas são com os longos braços armados do estado(policia). Estes atos ocorridos tanto por alguns “Punks”(Oi, Nihil etc.) quanto pelos nazis é de se esperar em qualquer local que se auto proclame anarquista ou anarco punk, isto nos da mais gana de resistir e continuar....No local onde vivemos temos um bom contato tanto com a comunidade da favela onde periodicamente construímos vivencias e eventos, quanto com outras ocupas que nos solidarizamos e criamos uma vivencia onde o espaço não nos limita, nos somos com as pessoas que temos afinidades de okupas.



7-(Salada Itinerante) Muitos punks tem a visão de que não existe de fato um movimento punk encaram apenas como um "Role passageiro" como vocês veem estas ideias e como encaram este tipo de "Pseudo Punks" ?
 7-(Gustavo) Pouco a pouco a estética do punk foi sendo cooptada pela mídia e pela moda , hoje podemos ver jaquetas cheias de patch sendo vendidas em galerias do rock da vida , tirando toda ideia do punk que seria o faça você mesmo , tanto no visu quando na ideologia como vocês veem esta apropriação das ideias punks sendo feita pelas lojas. Temos que continuar a fazer nós mesmos e sempre criar coisas novas, pois o capital sempre vai se apropriar das nossas criações.

7-(Helo) meu ,isso é o que o capitalismo faz com tudo,se apropria e coisifica!foda c o que eles vendem,a gente faz pra nos e por nos! boikote da pra fazer,mas igual eu to cagando pra essa merda toda,a gente sabe quem corre do nosso lado!


8-(Salada Itinerante) Quais os próximos objetivos do Baltta Knup?
8-(Blatta Knup) Bom,se "pah" fazer uns sons novos,mais barulhentos,não sei,gravar um vídeo clip..



9-(Salada Itinerante) Deixem uma mensagem pra galera que curte o som de vocês , e também para quem não conhece o Blatta Knup , como fariam para achar o som de vocês enfim entrarem em contato  ?
9-(Blatta Knup)"Meeeuuu",valeu todos que curtem nosso som,é tudo pra nos! Bom saber que tem uma galera que se identifica com o que a gente canta/vive! Bora compartilhar!!!
A gente tem a page no facelixo Blatta Knup
E tem também o bandcamp,onde ta a demo disponível pra download!









Formação
Helo Lolx (Bateria e Voz)   
Gustavo "Merdinha"  (Baixo e Vocais)

Contatos




(Obs) Nota do editor , algumas gírias e linguajares da contra cultura anarco punk foram mantidas para preservar a autenticidade da entrevista , abaixo elaboramos um sumario com os significados das respectivas gírias.
Sumario de gírias
afuuu = afundo Ex , conhecer ou compreender "afuu" conhecer ou compreender afundo.
hierarquias y méritos = em diversos países é utilizado o y no lugar do e quando junta-se duas palavras, principalmente quando se fala em espanhol ou castelhano, como diversos punks convivem diariamente com outros punks latino americanos existiu-se a necessidade de utilizar o y no lugar do e para aproximar as culturas e romper com as barreiras que as diferentes línguas impõem   
Okupação = diversas palavras com sonoridade de k porém que pela norma culta do português usam c são substitutivas por k dentro da contra cultura punk com o intuito de romper com as barreiras da norma de escrita padrão.
Punx = plural de punk criado pelos próprios punks para denominar quando se refere aos punks em geral ao invés de utilizar o s utiliza-se o x.



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sábado, 15 de dezembro de 2012

100 anos de Luiz Gonzaga





Vindo de Exu, uma cidadezinha do interior de Pernambuco, bem na pontinha do sertão, “o rei do baião pode ser também considerado o primeiro rei do pop no Brasil. Pop aqui empregado em seu sentido original: o de popular”. Uma vez que foi o artista que mais vendeu discos no país, somando cerca de 200 gravados.
Ele desenhava as próprias roupas e inventava os passos que fazia no palco com os músicos. Foi o primeiro cantor e músico a fazer uma turnê pelo Brasil. Antes dele, os artistas não saíam do eixo Rio-SP. Muito embora, ele gostasse mais de fazer shows e tocar para o público interiorano.Cantava acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo. E com essa bagagem levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças da nossa árida terra, o sertão nordestino, ao resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado. O primeiro chapéu que o admirável Luiz Gonzaga pôs em sua cabeça, foi um de cangaceiro, junto com um gibão, já que nas suas músicas o tema da coragem era recorrente.
Não estarei presente em Exu, nessa linda comemoração, a qual, foram reunidos os mais singelos sanfoneiros do Brasil, entre outros grandes nomes da MPB, como a Elba Ramalho e o Gilberto Gil, para comemorar esse memorável Centenário, mas meu coração estará xoteando cheio da admiração que sempre tive por esse grande homem que saiu do seu pé-de-serra onde deixou ficar seu coração, para ganhar o mundo com sua música e poesia embebida de histórias do nosso sertão nordestino e nos deixou um legado inenarrável. Este ano, em especial, estou mais orgulhosa do que nunca da minha pernambucanidade.

Comecei a escrever este texto, quando me lembrei que ainda não tive a oportunidade de ver o filme “Gonzaga, de pai pra filho”... Então, sugeri ao meu amigo Nilton uma parceria. Ele que é de origem cearense e com um amor incondicional pelo Pernambuco, se prontificou. Temos bastantes semelhanças, que muito nos ajudam. Nossas diferenças ajudam ainda mais! Em uma de nossas conversas na www, espontaneamente foi surgindo uma breve síntese do filme, á qual vou enxertar aqui sem tirar nem pôr. Creio que o Nilton não fará objeção!

O filme está focado na relação dele, Gonzagão, com o filho, Gonzaguinha, outro gênio da MPB. O filme nos revela traços importantes e desconhecidos da vida do Rei do baião, como o fato de ter abandonado o filho, ter lhe negado amor e carinho, embora tenha perseguido a ideia de transformá-lo em doutor, dando-lhe estudo no melhor colégio do Rio de Janeiro.
Porém Gonzaguinha cresceu revoltado pelo abandono do pai, já que foi criado por um casal de amigos de Gonzagão após a morte da mãe; fato que transtornou Gonzagão e que, segundo ele “lhe tirou o chão”.
O convívio entre os dois foi sempre conturbado, devido à diferença de visão política: Gonzagão , apesar de um gênio musical, era extremamente reacionário, enquanto o filho que cresceu no morro carioca, tinha um espírito revolucionário e inquieto além do seu engajamento político de esquerda, devido a sua formação cultural, afinal ele era formado em economia e, portanto, um homem muito culto e de consciência social e política.
Apesar dessas diferenças sempre houve uma ligação muito forte entre o pai e o filho, um amor que não foi abalado pelas diferenças e pelas circunstâncias que os separou. O filme é focado no reencontro dos dois que proporcionou ao público o retorno desse gênio a os palcos  e uma das mais belas parcerias musicais da MPB que nos presenteou com clássicos como “pense n´eu” e “vida de viajante”.
Enfim, diante de um cenário cultural tão decadente, nada mais relevante do que relembrar esse grande gênio e sua obra que trouxe para o Brasil toda a riqueza cultural de um povo sofrido e esquecido pelo resto do país, Luiz Gonzaga incluiu o Nordeste  na cena cultural brasileira e desde então se tornou influência para várias gerações de artistas de todos os gêneros musicais. O Brasil pode ter vários reis, mas somente Gonzagão reinará soberano, que sua obra se mantenha viva por várias centenas de anos e que sua imagem seja eterna na memória do povo brasileiro.

(Texto: Nadine Kleaim e Nilton Aquino)
  
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domingo, 1 de julho de 2012

Elvis Não Morreu!







Um ideal de extravagância e estilo...
Em tempos em que as personalidades são praticamente instantâneas e desaparecem com a mesma rapidez com que surgem. Ver um rosto que resiste no imaginário das pessoas mesmo 35 anos após sua morte causa até certa estranheza. A força da imagem de Elvis é daquelas que impressionam e inspiram os que não se conformam com desígnios piegas, tradicionais e conservadores.
Além da imagem, além do som...
Ao falar de Elvis, me vem na mente ousadia, irreverência, quebrar as regras. Causar! Considero que a importância dele consiste em sua espontaneidade, por ser intuitivo e excêntrico. Contarei, portanto duas breves sínteses de fatos que me impressionaram e que contribuem para a minha admiração diante deste. “Logo no início de sua carreira, ainda não famoso, Elvis se dirigiu a uma concessionária sendo, portanto abordado por um dos atendentes do estabelecimento que o levou para ver os carros, Elvis apontou para um Cadilac, que hoje corresponde a uma Ferrari; O atendente o laçou com um sorriso irônico e disse algo como: Ora, vamos ao que interessa! Mais alguns passos à frente e lhe mostrou os carros populares. Elvis entristecido com a arrogância do vendedor saiu da loja. No caminho encontrou um garoto que engraxava sapatos, o abordou e o levou direto para a concessionária, chegando lá, mandou que chamassem o gerente. Em seguida perguntou ao garoto: se eu fosse te dar um carro, qual seria? O garoto em sua inocência respondeu: qualquer um! Elvis então disse: quero dois Cadilacs, um pra mim e outro para o garoto, também quero que a comissão da venda seja dada ao garoto, que foi quem me vendeu. Tudo a vista, por favor.
Outro dia, saindo do supermercado, uma senhora lhe pediu um autografo, achando a situação surreal, disse que era fã dele, sempre tinha apostado no seu sucesso, também comentou que ninguém acreditaria que o autografo que recebera fosse verdadeiro. O astro, após ter dado o autografo percebeu que a senhora andava a pé com sacolas de compras, ofereceu-lhe então uma carona. Ao chegar à casa da senhora, pediu que ela abrisse a porta da garagem para facilitar a retirada das compras. Desta forma estacionou seu Cadilac na garagem e retirou as sacolas, em seguida se despediu da senhora que tivera ajudado e saiu a pé em direção a rua. A mulher sem entender o chamou, e disse que ele estava esquecendo o carro na sua garagem. Elvis por sua vez, disse: É seu! Agora todos vão acreditar que o autógrafo é verdadeiro. E faça-me um favor, se precisar, venda-o!” Desde então foi perdido as contas de quantos Cadilacs Elvis distribui por aí. Ele adorava dar presentes e fazer doações. Sua generosidade lhe rendeu homenagens e prêmios.
Elvis Presley, em verdade foi perseguido e tornou-se vitima de muitos preconceitos, por ir de encontro a um sistema estabelecido e quiçá por ter origens humildes, um “caipira sulista”, fato pelo qual sempre foi discriminado, mas o Rei da Guitarra Elétrica superou as adversidades, reinventado em criatividade, vigor e emoção. Entretanto suas apresentações televisivas quebraram todos os records de audiência, além das inevitáveis polêmicas geradas por suas performances explosivas. Muitos de seus admiradores postulam que somente o seu talento e perseverança o mantiveram “vivo” até os dias atuais e que a descrição de que ele só fez sucesso por sua aparência ‘boa pinta’, não é mais considerada admissível pelos biógrafos e historiadores da música na época, sendo consideradas como risíveis e recheadas de clichê.
Elvis supera sua própria lenda...
Um colapso fulminante, associado à disfunção cardíaca parece por um fim em uma história e dar início a uma lenda. Contudo a morte física de Elvis passa a ser um detalhe, posto que enquanto houver desejo e emoção, Elvis Presley viverá! 

(Texto: Nadini Kleaim)
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domingo, 15 de abril de 2012

E Eu Que Achava Que Amava a Música.





Num domingo por volta das 20:00, procurando algo “assistível” na tv aberta, me deparei com um programa que nem sabia que ainda estava no ar. Me refiro ao programa de entrevistas chamado conexão Roberto D’ávila. Sempre me cativou a forma com que Roberto D’ávila conduz sua entrevista, deixando seu entrevistado completamente a vontade, sem ser interrompido (atitude pouco comum comparado a outros entrevistadores que sempre querem  “roubar a cena”). Pois bem, nessa noite um de seus convidados era o pianista e maestro, João Carlos Martins. Pela primeira vez, vou me dar ao luxo de escrever não sobre a obra de um artista, mas sim sobre o homem atrás do artista. João Carlos Martins é um exemplo a ser seguido. Um exemplo de obstinação e coragem. O que ele foi capaz de superar em devoção a música não é para qualquer mortal.
João Carlos Martins venceu seu primeiro concurso tocando obras de Bach aos oito anos de idade, aos vinte se apresentou no Carnegie Hall. Inaugurou também o Glenn Gould Memorial em Toronto. Um dia em uma partida de futebol realizada em Nova Iorque, rompeu um nervo da mão direita que o fez perder os movimentos e acabou por distanciá-lo do instrumento, mas após alguns tratamentos, foi gradativamente se recuperando. Com o passar do tempo, desenvolveu uma doença chamada Contratura de Dupuytren, que o fez achar que nunca mais iria voltar a tocar. Em razão disso, tornou-se treinador de boxe, mas sua paixão pela música o fez retornar ao piano e mesmo com toda a deficiência que encontrava, criou adaptações em sua maneira de tocar. Após um concerto em Sofia na Bulgária, foi surpreendido em um assalto e o bandido o atingiu com um golpe na cabeça, ocasionado novamente, a perda dos movimentos das mãos. Esse fato ocasionou uma lacuna enorme em sua carreira, pois João Carlos Martins passou novamente por todo o processo de tratamento e treinamento, até que conseguiu se adaptar com os movimentos dos poucos dedos de cada mão. Em 2004 passou a reger e ainda assim encontrou dificuldades em segurar a batuta e virar as páginas das partituras. Em virtude disso, preferiu memorizar nota a nota das peças.
Ele ainda continua na ativa e recentemente foi homenageado pela escola de samba Vai-Vai que se sagrou campeã nesse mesmo ano. O enredo, não poderia ser melhor: A música venceu.

(fonte: Wikipedia)

(Texto: Roberio Lima)
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domingo, 11 de setembro de 2011

Eterno Menino No Auge Da Maturidade!








Jessé representou uma classe de artistas que provavelmente já não existe mais. Sua simplicidade e erudição foram a tônica de uma carreira meteórica e muito respeitada por todos que tiveram o privilégio de vê-lo ao vivo ou pela TV.
Não somos dignos de artistas como este. Arte pura, simples e para poucos.




(Texto: Robério Lima)


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