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quarta-feira, 3 de abril de 2013

The Dark Side of the Moon- 40 Anos de Sucesso.




Há 40 anos a indústria fonográfica presenciou um dos mais espetaculares voos musicais do século XX, alguns anos após o homem presenciar a baixa gravidade lunar uma banda de rock inglesa atingia a perfeição artística com o lançamento de um álbum revolucionário em todos os sentidos: Dark Side of the Moon, do Pink Floyd.
Mais do que um simples álbum, Dark Side of the Moon é um trabalho revolucionário pelo fato de unir técnicas inovadoras, como o tic-tac de um relógio em “Time” e o som de uma caixa registradora em “Money”, a letras que revelam toda a genialidade do principal compositor da banda, o baixista Roger Waters. As composições de Waters abordam temas como morte, loucura, solidão, a passagem do tempo, ganância, tudo isso com um alto grau de reflexão filosófica e politica até então incomum no mundo da música.
Gravado nos estúdios Abbey Road, em Londres, entre maio de 1972 e Janeiro de 1973 e desenvolvido através de uma série de ensaios e performances ao vivo nos meses seguintes, The Dark Side of the Moon representa o auge da capacidade artísticas do Pink Floyd, um álbum conceitual que, apesar de refletir muito do seu momento histórico, ainda é capaz de provocar espanto na era digital, não somente pelas inovações técnicas como pelo seu conteúdo temático, Não é por acaso que o álbum mantém até hoje o recorde do disco por mais tempo na lista das 200 mais da revista Billboard, cerca de 800 semanas, desde seu lançamento até 1988.
Ouvir este álbum é uma experiência única para os verdadeiros apreciadores da boa música, pois não se trata de um lugar comum, mas de um mergulho sonoro sensível e reflexivo no qual cada faixa nos leva a um recanto obscuro de nosso mundo interior, as letras de Waters e companhia nos proporciona um incomodo prazeroso e consequentemente nos faz evoluir artisticamente como Ser humano. Deixando de lado os diversos mitos criados em torno do álbum, que em nada alteram a sua importância, The Dark Side of the Moon nos surpreende em todos os sentidos, desde a concepção de sua capa, com o prisma e o arco-íris, às inovações técnicas de gravação; algo revolucionário para sua época.
Enfim, tudo que se disser sobre esta obra não será capaz de transmitir a experiência única de sua audição completa faixa a faixa. Canções como “Us and them”, “Brain damage”, “Breathe” isso sem citar os clássicos “Money” e “Time”, únicas faixas a se tornarem hits, simplesmente nos faz rever os nossos conceitos sobre o que é arte e o que é simplesmente entretenimento, principalmente dentro de um estilo tão vasto como o rock´n´roll. O Pink Floyd inovou o estilo sendo uma das bandas responsáveis pela criação do chamado rock progressivo, vertente que é genuinamente representada neste álbum que completa 40 anos e que se mantém cada vez mais atual. Como canta David Gilmour em “Time”: “o tempo se foi, a canção terminou, pensei que tivesse algo mais a dizer” e tenho, mas palavras não são capazes de traduzir aquilo que é subjetivo e, portanto, deve ser apreciado individualmente, então deite no sofá, abra uma cerveja e descubra tudo que está do lado escuro da lua antes que a rotação se complete e a luz da alienação, tão em evidência atualmente, ofusque a sua visão e danifique a sua mente. Parabéns The Dark Side of the Moon.

(Texto: Nilton Aquino)

2 comentários:

  1. bethmoney@hotmail.com14 de junho de 2013 às 17:09

    PINK FLOYD É UMA LENDA QUE ADORO OUVIR E VIAJAR ME LEMBRO DA MINHA ADOLECENCIA.

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