Comecei
a ter contato com o pré-modernismo através dessa obra. Nela, Lima Barreto
utiliza a ironia e o sarcasmo para denunciar as mazelas das quais o Brasil era
vítima. Com um protagonista para lá de tresloucado e dono de um patriotismo
doentio, Lima Barreto descreve as aventuras e os dessabores do Major Policarpo
Quaresma. Seu patriotismo atinge o ápice da loucura, quando o mesmo propõe que
todos os brasileiros aderissem à língua Tupi, conclusão essa, depois de ter
estudado minuciosamente nossos nativos. A partir daí o título do livro passa a
fazer enorme sentido. Há também, inúmeras personagens interessantes das quais,
Lima Barreto utiliza para descrever a loucura, o egoísmo, o egocentrismo, a
covardia e o amor ao próximo.
O
triste fim de Policarpo Quaresma foi publicado em 1916, mas já havia sido
levado ao público através de folhetins publicados em 1911.
Fica
aqui a dica para quem quer ter contato com o que há de melhor em nossa
literatura.
A Editora
Objetiva idealizou um projeto chamado Plenos Pecado, onde cada um dos sete
escritores selecionados escreveria um romance tratando dos sete pecados
capitais. Coube ao João Ubaldo Ribeiro a missão de escrever um livro sobre a
luxúria. E pasme. Ele foi ao extremo. Tanto é que esse livro foi censurado em
Portugal.
João Ubaldo
Ribeiro narra as aventuras eróticas de uma mulher do alto de seus 68 anos.
Aventuras essas que chocariam até o maior dos promíscuos. Mas a misteriosa
mulher se vê ao fim vítima de um aneurisma cerebral. Detalhe: segundo o
escritor, ela de fato existiu e ainda por cima lhe entregou suas confidencias
através de uma fita gravada. Não sabemos se isso é verdade ou se é um jogo
literário de João Ubaldo.
O livro de
fato é bem pesado para os que se consideram puritanos. Há relatos de incesto
praticado pela confidente e por seu irmão. Nem o tio escapa. Há também sexo
grupal. Em suma, é putaria de cabo a rabo
narrada em ritmo alucinante de forma magistral.
Já faz algum tempo, uma tendência relativamente nova traz outra alternativa para os que, mesmo com talento, não encontram espaço na programação das grandes emissoras de TV. Esses veículos de comunicação normalmente optam por exibir formatos vazios e sem nenhuma personalidade.
Na contramão de formatos engessados, João Gordo, que já passou por emissoras de médio e grande porte como MTV e RECORD, encontra na internet um meio para dar vazão à sua já reconhecida irreverência e também para mostrar que "dá pra fazer" sem depender de grandes recursos e ainda obter resultado com boa qualidade.
A cada semana João Gordo reçebe uma personalidade, que na maioria da vezes esta ligada à música, mas que também não possuem espaço em grandes meios de comunicação (na maioria dos casos, por opção do artista, afim de manter a integridade de seu trabalho), mas que possuem reconhecimento inegável em meío aos canais independentes.
Enquanto cozinha ( uma reçeita obrigatoriamente vegana), Gordo conduz conversas bastante descontraídas com seus convidados onde o tempero principal é a informalidade. Já passaram por sua cozinha Mano Brown, Clemente, Gastão Moreira, entre outros.
A fórmula do programa pode não ser das mais inovadoras, mas os envolvidos dão o sabor neçessario para que o programa não caia em armadilhas tão comuns em programas do gênero.
"Panelaço" vem para saciar a fome dos que fogem do " arroz e feijão". Vida longa ao programa!
O cenário musical brasileiro comporta uma série de enganadores e, a todo momento nos deparamos com aparições medíocres tanto na TV como em apresentações ao vivo. Infelizmente o publico refém desse segmento pasteurizado da musica, insiste em permanecer em um limbo imaginário. Assim como Walter Franco, outros artistas possuidores de obras irretocáveis permanecem desconhecidos para o grande publico. Culpa da mídia, das gravadoras, do governo ou dos próprios artistas? Bom, talvez a resposta esteja em cada um de nós e seja o reflexo de nossas escolhas e pensamentos. O que veremos a seguir dará uma dimensão, talvez subjetiva do que foi a apresentação do inquieto/quieto Walter Franco.
Já na sexta feira, dia anterior a apresentação, os ingressos haviam se esgotado e a expectativa era grande. O que viria a se confirmar no Sábado, pois já havia uma enorme fila dos que aguardavam o inicio do show e dos que ainda nutriam esperança de comprar ingresso.
Em pouco tempo e com o publico ansioso, eis que sobe ao palco Walter Franco e sua banda que ainda conta com Diogo Franco, tocando citara. Aos primeiros acorde de ``Serra do Luar´´ o publico canta cada palavra da letra. Na sequencia Walter dedica ``Vela Aberta´´ ao seu pai, o poeta Cid Franco e mais uma vez todos cantaram com enorme entusiasmo, de um inicio sussurrado e ganhando cada vez mais força, tivemos ``Me Deixe Mudo´´ do seminal ``Ou Não´´(disco da mosca).
A cada musica executada, o entusiasmo ficava mais evidente nos que tiveram o privilegio de testemunhar mais esse ato de resistência. ``Quem Puxa aos Seus Não Degenera´´ foi a deixa para que Diogo Franco fizesse sua apresentação solo, e não decepcionou. Composições consistentes moldam o artista que segue com muito respeito e admiração a obra do pai.
Quando a apresentação estava próxima do fim, Walter prepara o terreno com ``Zen´´do álbum ``Tutano´´ e na sequencia ``Respire fundo´´. Tudo isso para dizer que o bis, como não poderia deixar de ser, seria com a seminal ``Canalha´´ que teve a participação da plateia gritando a plenos pulmões o refrão devastador. Sem mais delongas os que adentraram a Sala Adoniran Barbosa presenciaram uma aula de musica, poesia e acima de tudo; dignidade. Vida longa ao mestre!
O Clash Club foi o local escolhido para sediar o retorno do Violator aos palcos de São Paulo . Depois de uma pausa de mais de um ano, os baluartes do thrash metal brazuca voltaram em grande estilo e contando com convidados muito especiais; Criminal Mosh, TEST, Farcape e D.E.R. que na ocasião comemorava o lançamento do split DVD com o Violator no show registrado em Setembro de 2012 no teatro Mars em São Paulo.
Ja no inicio da tarde haviam muitos afoitos em frente ao Clash carregando as baterias, pois seriam necessárias muitas doses de adrenalina para aguentar o que estava para acontecer.
Depois de alguns ajustes no equipamento o Criminal Mosh deu inicio aos trabalhos e com enorme influencia do Body Count e Suicidal Tendencies, conquistou o publico de cara e naquela alturado campeonato já dava os primeiros sinais de que o ``coro iria comer´´, destaque para ``Violência Explicita´´ e``Homicídio´´.
Na sequencia o duo TEST, que já é um dos maiores representantes do Grindcore nacional, sobe ao palco para mais uma apresentação caótica. Soltando um petardo atrás do outro, em certo momento João Kombi quebra o protocolo e informa ao publico que aquele show seria dedicado à Rodrigo Smile, que faleceu recentemente.
O TEST já não é mais uma promessa, indiscutivelmente conquistou espaço importante dentro do underground nacional.
O que veríamos na sequência ficará marcado em minha memória por muito tempo, pois os cariocas do Farscape tomaram o palco para derrubar qualquer coisa que ainda teimasse em ficar de pé. O que estava bom ficou ainda melhor e com o publico na mão, passou pelo Clash Club como uma linha cortante no pescoço de um motoboy desavisado.
Petardos como ``Assassin´´ e ``Thrash Until You Drop´´e ainda ``Carrasco do Metal´´ cantada em uníssono pelos presentes foi a senha para que muitos pescoços sofressem as consequências do massacre. Apresentação impecável!
O D.E.R. ocupou merecidamente a posição de co-headliner e soltou seu Grind viceral, devastando tímpanos por toda a parte.e ainda comemoraram no palco o aniverário do Thiago, vocal e batalhador da cena, que ficou visivelmente emocionado com a presença de seus familiares na festa. O D.E.R. realizou um show de altíssimo nível e deixou o caminho preparado para o que viria na sequência. Destaque absoluto para a ``maquina´´ Thiago Barata, que massacrou seu instrumento, tando no D,E,R como no TEST. Uma lenda!
Com o Clash já tomado por maníacos ensandecidos e com um pequeno atraso, finalmente o Violator sobe ao palco para mostrar o porque de tanto alvoroço e, já na introdução, os bangers já se digladiavam por toda parte, o que se manteve por toda apresentação.
Os já tradicionais discursos de Poney sobre a união da cena, a movimentação de Cambito e Capaça e a condução de David ``Batera´´foram a tônica do espetáculo e não faltaram ``Atomic Nightmare´´ e ``United For Thrash´´, além da inusitada bronca de Poney nos que insistiam em tirar selfies do palco.
Por fim, os mais extasiados subiram ao palco para fechar a apresentação da banda em grande estilo e mostrar o quanto o Violator é respeitado pelos fãs.
Certamente essa data ficará marcada ´por muito tempo entre os que tiveram o privilégio de presenciar mais essa apresentação de altíssimo nível.
Vale destacar a organização exemplar e a pontualidade de todas as bandas.
Jards Macalé, musico, ator, poeta e tudo que artisticamente for cabível para classificar esse gênio da cultura brasileira é retratado com leveza no documentário ``Jards Macalé: Um Morcego Na Porta Principal´´ (2008) dirigido por Marco Abujamra e João Pimentel.
A difícil tarefa de retratar o homem por trás de Jards tem por fim, canalizar a atenção do espectador para sua personalidade simples mas ao mesmo tempo cheia de labirintos e vias multifacetadas. Com aparições e depoimentos de personalidades importantes na trajetória de Jards, podemos ver o quão significativa é sua obra. Impossível não ir as lagrimas com a performance de um de seus principais parceiros, o já falecido Waly Salomão recitando o poema ``Jet Lagged´´ com a musica ``Vapor Barato´´ sendo magistralmente interpretada ao fundo por Gal Costa. Outros depoimentos, talvez não sejam reveladores, mas possuem peso importantíssimo para evidenciar fragmentos de seu legado.
Quando quiser conhecer ou até mesmo entender o que há de verdadeiramente relevante em nossa cultura, esse documentário é uma boa pedida.
O documentário dirigido por Paulo Henrique
Fontenelle imprime pontos importantes da vida e obra de um dos mais cultuados
artistas de que se tem noticia no Brasil.
Com uma série de depoimentos de
personagens que participaram ativamente de sua trajetória, passando por
admiradores do calibre de Kurt Cobain e Sean Lennon, o diretor compõe um
mosaico bastante esclarecedor sobre as mais diversas facetas de Arnaldo Batista.
Tanto no Mutantes como a frente do
Patrulha do Espaço e ainda em sua carreira solo, sempre conduziu os trabalhos
com frescor e uma fina ironia que deram características singulares ao seu
legado.
Apesar de Rita Lee não ter aceitado
participar do filme sua passagem pelo grupo e o casamento com Arnaldo são
assuntos frequentes no documentário, que ainda conta com varias imagens de
arquivo, previamente liberadas pela ex-cantora do Mutantes.
Hoje Arnaldo dedica sua vida as artes plásticas,
e depois de tentar o suicídio (Arnaldo se jogou do quarto andar do sanatório
onde esteve internado por mais de uma vez) e de seus excessos com as drogas
suas aparições publicas ou relacionadas a musica tornaram-se raras. Suas
aparições de destaque na ultima década foram a participação na reencarnação dos
Mutantes aos palcos e a gravação de um disco solo ``Let It Bad´´ de 2004.
Re(descobrir) a carreira de Arnaldo deve
ser um exercício obrigatório. Portanto, não perca tempo e exercite-se ao
máximo!
O virtuosismo de um grande artista pode ser evidenciado de muitas
formas. Mas quando se trata de um ícone do calibre de Gary Moore, as coisas
ficam bem mais empolgantes. Dessa vez, falaremos de mais um registro ao vivo,
``We Want Moore´´, trocadilho perfeito para quem aprecia a obra deste que
sempre será uma das maiores figuras do Hard/Heavy/Blues.
A bolacha traz um repertório para ninguém botar defeito, e já de inicio
temos a matadora` `Murder In The Skies´´ do magnifico disco ``Victim Of The
Future´´, na sequencia , uma versão bem mais pesada para ``Shapes Of Things´´
do Yardbyrds. Sem tempo para respirar ``Victim Of The Future´´, deixa as coisas
ainda melhores.
Ao longo da audição somos abduzidos pelo clima Rock n´Roll de uma época que
não existe mais. Ouvindo ``Cold Hearted´´ou
``Empty Rooms´´ com seus backing vocals vigorosos
e empolgantes nos faz querer estar na primeira fila em frente ao palco cantando
cada nota emitida pelos amplificadores.
O time que acompanha a fera tem nos teclados Neil Carter, Craig Cruber
no baixo e nas baquetas, ninguém mais, ninguém menos que Ian Paice. Alguém ousaria
dizer que poderia sair algo ruim desse caldo?
No CD ainda temos a indefectível ``Parisienne Walkways´´. No auge da
emoção e com o disco no volume máximo, fica a dica para quem quiser adentrar ao
universo de Gary Moore. ``We Want Moore!´´, ``We Want Moore!´´
Tive contato com essa obra prima através de um grande professor de língua portuguesa, chamado Zaqueu. Aliás, não foi apenas esse livro que ele nos apresentou em sala de aula, ``Amor Nos Tempos de Cólera e ``Cem Anos De Solidão´´ fizeram parte dessa trilogia de descobertas.
``Crônica de Uma Morte Anunciada´´ foi publicado em 1981. Garcia Marques nos brinda com uma narrativa envolvente. O enredo é um prato cheio para Garcia Marques destilar todo o seu conhecimento da estrutura jornalística. O livro é narrado em primeira pessoa, mas o narrador não é onisciente, pois ele escreveu sua crônica, colhendo informações, opiniões e lembranças dos habitantes da vila de Riohacha.A crônica gira em torno das horas que antecederam o assassinato de Santiago Nasar, filho de um rico emigrante árabe que foi morto a facadas pelos irmãos Pedro e Pablo Vicário para honrar a família do vexame de ter tido sua irmã Ângela Vicário devolvida após a lua de mel com o misterioso forasteiro chamado Bayardo San Román. Santiago Nasar é tido como o culpado pela desonra, fato esse confessado pela própria Ângela.
Abaixo; um trecho da magistral narrativa desse gênio chamado Gabriel Garcia Marques.
"Assustei-me quando o vi pela frente", disse-me Pablo Vicário, "porque me pareceu duas vezes maior do que era”.Santiago Nasar ergueu a mão para aparar o primeiro golpe de Pedro Vicário, que o atacou pelo flanco direito com a faca na perpendicular.
- Filhos da puta! - gritou. A faca atravessou-lhe a palma da mão direita, e mergulhou de imediato até ao fundo do costado.
Toda a gente ouviu o seu grito de dor.
-Ai minha mãe!
Pedro Vicário puxou a faca para fora com o seu pulso rude de magarefe, e assestou-lhe um segundo golpe quase no mesmo lugar. "O estranho é que a faca voltava a sair limpa", declarou Pedro Vicário ao juiz instrutor. "Eu já lhe tinha furado pelo menos umas três vezes e não havia nenhuma gota de sangue ”.Santiago Nasar torceu-se com os braços cruzados sobre o ventre depois da terceira facada, soltou um gemido de bezerro, e tentou virar-se de costas. Pablo Vicário, postado à sua esquerda com a faca recurva, assestou-lhe então a única facada nas costas, e um jorro de sangue a alta pressão encharcou-lhe a camisa. "Cheirava como ele", disse-me. Três vezes ferido de morte, Santiago Nasar enfrentou-os novamente, e apoiou-se de costas contra a porta da mãe, sem a menor resistência, como se quisesse tão-só ajudá-los a acabar com ele em partes iguais. "Não voltou a gritar", disse Pedro Vicário ao juiz instrutor. "Pelo contrário: pareceu-me a mim que se ria." Os dois continuaram a esfaqueá-lo de encontro à porta, com golpes alternados e fáceis, flutuando no remanso deslumbrante que encontraram do outro lado do medo. Não ouviram os gritos da vila inteira espantada com o seu próprio crime. "Sentia-me como quando se vai à carreira num cavalo", declarou Pablo Vicário. Mas rapidamente despertaram ambos para a realidade, porque estavam exaustos, e apesar disso parecia-lhes que Santiago Nasar não iria cair nunca. "Porra, primo", disse-me Pablo Vicário, "sabes lá como é difícil matar um homem. Não fazes idéia!" Tentando acabar de uma vez por todas, Pedro Vicário procurou o coração, mas procurou-o quase na axila, onde o têm os porcos. De fato Santiago Nasar não caía porque eles estavam a escorá-lo à facada de encontro à porta. Desesperado, Pablo Vicário deu-lhe um talho horizontal no ventre, e os intestinos afloraram com uma explosão. Pedro Vicário ia a fazer o mesmo, mas o pulso torceu-se-lhe de horror, e então deu-lhe um talho extraviado na coxa. Santiago Nasar ficou ainda um instante apoiado contra a porta, até que viu as suas próprias vísceras ao sol, limpas e azuis, e caiu de joelhos.
Depois de uma apresentação
matadora no Rock in Rio junto com os alemães do Destruction, eis que o Krisiun presenteia
o publico com uma apresentação gratuita no Centro Cultural da Juventude na zona
norte de São Paulo. Se não bastasse ainda teríamos o Nervochaos e os
paulistanos do Marrero como bandas convidadas.
O evento estava marcado para as
16:00 e já havia uma enorme fila em frente ao C.C.J para a retirada de
ingressos. Vale registras que muitos já permaneciam no local desde muito cedo,
mesmo com o frio e a garoa que permaneceu por todo o dia.
Quando o Marrero entrou no palco já
havia um bom publico e, apostando em um som bem pesado e cantado em português,
agradou aos presentes logo de cara. De qualquer forma, alguns anos de estrada
certamente darão mais experiência ao grupo, que tocou``Snow Blind´´ do Sabbath acompanhada
pela letra impressa.
Experiência e anos de estrada já não
é problema para a banda que entraria na seqüência. O Nervochaos já entrou com
os dois pés na cara dos presentes. De cara ``Dark Chaos´´ é a responsável por
colocar as coisas no eixo (se é que me entendem), em seguida veio ``To The
Death´´ que da nome ao seu ultimo disco. O publico que naquela altura agitava de
forma insana recebia cada tema com muita euforia. Para finalizar as indispensáveis ``Pazuzu is Here´´ e ``Pure Hemp´´ que foram o golpe de misericórdia. Muito
ovacionados, saíram do palco com o reconhecimento merecido.
Depois de alguns ajustes, um dos
principais representantes do Death Metal mundial entra no palco para mais uma
aula de extremismo e técnica. Com um repertório recheado de clássicos o Krisiun
despejou sobre os presentes uma porrada atrás da outra, dentre elas ``Vicious
Wrath´´, ``Conquerours Of Armagedom´´ e ``King Of Killing´´. Se não bastasse os
caras foram impiedosos e diante do enorme calor ainda mandaram ``Black Metal´´
do Venom. Vale registrar que os caras não cansam e depois de todos pedirem seu
maior clássico ``Black Force Domain´´, Moises Kolesne acalma a galera dizendo
que não sairão dali sem tocar essa pérola. E quando já pensávamos que o show havia
acabado, os caras voltam para o palco e mandam uma versão porrada de ``No Class´´
do Motorhead. Sem sombra de duvida um domingo para ficar na memória dos que
estiveram no Centro Cultural da Juventude.