Esses dias, ocorreu-me de ter percebido que eu ainda não havia postado nesse espaço, nada relacionado à poesia. Embora eu escreva às vezes alguns versos, o desafio de comentar um poema é pra lá de arriscado. Ainda mais se tratando desse gênio que foi Fernando Pessoa. Sabe-se que Fernando Pessoa possuía inúmeros heterônimos. O que eu mais me identifico é o Álvaro de Campos que era Engenheiro de educação inglesa e origem portuguesa e que se sentia um estrangeiro em qualquer parte do mundo. Um de seus poemas que é um dos meus preferidos é Adiamento. Nesse poema Álvaro de Campos expressa todo o seu desalento em relação ao presente, se entregando de corpo e alma às expectativas (incertas) do futuro.
Essa negação do presente, também o faz voltar ao passado e recordar sua infância, quando diz:(...) Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana. Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância (...). Em um trecho do poema, Álvaro de Campos ainda consegue mesclar o passado com o futuro, sempre deixando o presente à deriva: (...) Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria à infância? Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã. Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo. Antes não...(...).
Por fim ele diz: (...) Tenho sono como o frio de um cão vadio. Tenho muito sono. (...). Ele opta pela palavra sono que na verdade não quer dizer mais que um total desânimo e uma incapacidade de agir. http://www.insite.com.br/art/pessoa/ficcoes/acampos/adiamento.php
Um dos clips exibidos nos anos noventa pelo
saudoso FURIA METAL que mais marcou a minha memoria foi “Preciso Aliviar Meu
Rancor” do NEGATIVE CONTROL. De lá pra
cá, se passaram muitos anos e já não imaginava que pudesse ver ao vivo esta
banda que naquela época, esbanjava vitalidade.
A banda formada no ABC Paulista, deu uma pausa,
mas agora, esta de volta a ativa com toda força para mostrar para uma galera
sedenta por som pesado, como e que se faz. E a banda ainda tem muita lenha pra
queimar.
Varias datas em muitas cidades do Brasil já
estão agendadas, e entre elas, o bar FORMIGUEIRO foi contemplado com a presença
desta excelente banda. Além do NEGATIVE CONTROL, tivemos as apresentações das
bandas ATOS DE VINGANCA E MOLLOTOV ATTACK e confesso que fiquei surpreso com as
apresentações. O ATOS DE VINGANCA foi a primeira banda a subir ao palco e
certamente agradaram em cheio os presentes com um Punk Rock cortante e
visivelmente influenciado pelo que há de melhor no estilo, destaque para as
musicas “Atos de Vingança” e “Unindo Forças”, banda com futuro muito promissor.
Em seguida, os caras do MOLLOTOV ATTACK subiram ao palco e não deixaram a
peteca cair. O trio de São Bernardo do Campo agradou aos presentes com um som
bastante agressivo e letras politizadas como podemos ver em “Capitalismo” e
“Classes Exploradas”, definitivamente duas ótimas apresentações.
Já estávamos próximos da meia noite, e a
atração principal estava fazendo os últimos ajustes nos equipamentos para o
inicio da apresentação. Sem muita enrolação, o barulho comeu solto com os
clássicos dos discos “Vivendo Sob Pressão” e “Para Certos Fatos Não Existem
Argumentos”. Com um desempenho vigoroso, pecaram somente pelo set list curtíssimo.
Definitivamente um retorno que deve ser
prestigiado por todos que procuram entender o verdadeiro underground.
Um dos nomes mais conhecidos da literatura
nacional, Jorge Amado, tem sido muitas vezes desprezado em alguns meios
acadêmicos por ser considerado um best-seller e por, segundo alguns entusiastas
do modernismo, focar a sua obra na Bahia e ter idealizado um tipo caricato do
baiano. Confesso que por muito tempo estive contaminado por este pensamento,
porém ao entrar em contato com a obra desse grande autor percebi que a sua
criação literária vai muito além das adaptações feitas para a televisão de
alguns de seus romances.
Em capitães da Areia, mais uma obra
recentemente adaptada para o cinema, o autor aborda temas surpreendentemente
atuais, embora o livro tenha sido escrito em 1937. O assunto e as questões
sociais que o livro explora em profundidade são os mesmos da “cidade da Bahia”
e de muitas outras cidades, do Brasil e da América Latina.
Este romance nos comove e faz pensar nas
crianças desvalidas que vivem nas ruas das grandes cidades, abandonadas a sua
própria sorte, quase todas órfãs de pai e mãe, filhos da miséria e do abandono.
Jorge Amado construiu um microcosmo ficcional. Os personagens mais relevantes
são meninos de oito a dezesseis anos que moram num velho trapiche abandonado no
cais de Salvador, a “cidade da Bahia” que eles tanto conhecem em suas andanças
e onde vivem atiradas à marginalidade, roubando e cometendo pequenos delitos
para sobreviver e, quando detidos, são submetidos à humilhação, ao castigo e a
tortura.
Este
grupo de desvalidos, conhecidos na cidade como Os Capitães da Areia, é
visto pela sociedade local com receio e é tratado pelo Estado como um mal o
qual deve ser eliminado. Porém, a
narrativa da vida de cada um dos capitães da areia, todas marcadas pelo
abandono e pela miséria, vai revelando ao leitor que a sociedade que os teme e
os despreza e a mesma que os criou. Apesar de situar suas narrativas sempre no
mesmo espaço geográfico e cultural, no caso a Bahia, Jorge Amado utiliza este
espaço e seus personagens típicos para abordar questões universais.
Os meninos que habitam o velho trapiche
dividem uma mesma realidade e buscam sobreviver a ela de diferentes formas: um
faz uso de sua deficiência física para comover famílias que o ajudam e que
terão seus bens roubados pelo grupo, outro busca conforto na religião, através
da qual busca redenção para seus pecados e que conta com a ajuda de um padre
para seguir a sua vocação. O destino de alguns desses meninos também será
diverso: um entra no cangaço, movido pelo seu desejo de vingança, outro entra
na luta política, enquanto outro, o único letrado do grupo, segue sua vocação
artística e torna-se pintor, retratando em suas obras a realidade da qual fez
parte, Porém a grande maioria deles continua nas ruas a espera de um fim
incerto.
Outro aspecto importante da obra é o lado
humano dos personagens o qual é abordado em profundidade, revelando os desejos
e angústias que são não só daqueles personagens desvalidos, mas de todo ser
humano e que são encarados e vividos de acordo com a realidade de cada um.
Enfim uma obra que merece ser lida e relida na qual encontramos as marcas
literárias que fizeram de Jorge Amado um
dos nomes mais representativos de nossa literatura. (Texto: Nilton Aquino)
Motivos não me faltam para falar de um dos
discos mais cultuados de CAETANO VELOSO, pois foi através deste álbum que pude
mergulhar de cabeça na obra do baiano. Falo do disco “Transa”, que acaba de
completar quarenta anos e merecidamente, foi relançado em CD e Vinil, e ainda
traz o projeto gráfico original “Discobjeto”
de Álvaro Guimaraes. O disco foi
gravado em Londres, e, curiosamente, jamais foi lançado por lá. Praticamente,
todo em inglês, exceções para “Triste Bahia” e “Mora na Filosofia”, o álbum sai
do eixo da MPB e cai em uma esfera fora do convencional, pois Caetano costurou
com maestria ritmos brasileiros e internacionais para moldar belíssimas musicas
desta “bolacha”. Os arranjos e a guitarra ficaram por conta de Jards Macale, e
ainda contou com as participações especiais de Angela Ro Ro, tocando flauta e
Gal Costa fazendo alguns vocais.
Sem duvida nenhuma estamos diante de uma obra
acima da media e que ainda tem muita força entre as novas gerações. Não deixem
de conhecer esta perola da musica universal, certamente não sairão ilesos deste
golpe de arte.
Como já havia acontecido no ano anterior, as especulações
começaram a borbulhar a respeito das bandas que seriam escaladas para o PMOR de
1996. E mais uma vez, os fãs foram presenteados com grandes atrações.
Era só uma questão de tempo para que o IRON
MAIDEN fosse confirmado como atração principal deste festival, e o fato de
estarem lançando novo disco e a estreia do novo vocalista davam mais motivos
para os fãs conferirem ao vivo o substituto de Bruce Dickinson. Além da “Donzela”,
foram confirmadas as seguintes bandas: SKID ROW, MOTORHEAD, BIOHAZARD,
HELLOWEEN, KING DIAMOND, MERCYFUL FATE, RAIMUNDOS e HEROES DEL SILENCIO.
Os espanhóis do HEROES DEL SILENCIO foram os primeiros
a subirem ao palco e, encontraram o estádio do PACAEMBU bastante vazio. Na ocasião,
estavam divulgando o quinto álbum, “Avalancha” pela EMI. Mesmo assim, não tiveram
muito êxito por aqui.
As próximas atrações foram muito festejadas e, vê-los
ao vivo (no mesmo festival), não passava de um sonho para os “Metalheads” Brasileiros.
O MERCYFUL FATE fez com que a pista do estádio Paulo Machado de Carvalho
lotasse rapidamente, e a emoção era imensa. Estavam divulgando o ótimo “Into
The Unknown”. O que dizer de clássicos como “Come To The Sabbath”? Rapidamente
o mestre King Diamond correu para o camarim para recompor a maquiagem (tarefa difícil,
pois o calor estava infernal!). Em menos de meia hora KING DIAMOND já estava no
palco despejando clássicos de sua carreira e novas musicas do “The Graveyard”.
Outra banda que se apresentava pela primeira
vez no Brasil subiu ao palco para emocionar aos fãs que os aguardavam desde a época
dos “Keepers”, e mesmo não contando mais com o carismático Michael Kiske, Andi
Deris (Ex-PINK CREAM 69), deu conta do recado e empolgou a plateia com perolas
do quilate de “Dr. Stein” e “Future World”.
Uma das situações mais inusitadas desta edição foi
a escalação do RAIMUNDOS, que apesar de ter incendiado a plateia foi, no mínimo,
beneficiado por tocar depois de grandes lendas do metal mundial.
O BIOHAZARD trouxe folego extra aos que já estavam
exaustos com as apresentações anteriores e divulgando disco “MATA LEAO”
realizaram uma apresentação impecável.
Lemmy Kilmister, Mikkei Dee e Phil Campbell
foram responsáveis por uma destruição sonora poucas vezes vista ate então.
Tenho que ressaltar o desempenho de Mikkei Dee que, simplesmente massacrou a
bateria e arrancou elogios ate de Nicko McBrain (IRON MAIDEN), que assistia o desempenho
na lateral do palco.
O momento mais triste do evento ficou por conta
do episodio que envolveu um dos baluartes do Hard Rock. O SKID ROW tinha tudo
para ser uma das bandas mais festejadas do festival, mas por conta de uma
radicalidade inexplicável por parte do publico, foram praticamente expulsos do
palco devido ao grande numero de objetos atirados no palco. Infelizmente, pouco
tempo depois, essa situação lastimável culminou com a saída de Sebastian Bach,
que não aguentou a pressão dos demais integrantes.
A grande atração da noite entraria no palco
para mostrar ao publico brasileiro, que mesmo sem Bruce Dickinson, dariam
muitos motivos para seus seguidores se tornarem ainda mais fanáticos pela banda.
Mesmo sem o mesmo carisma de seu antecessor, Blaze Baley conduziu os clássicos do
MAIDEN com energia suficiente para empolgar os mais de trinta mil fãs. O disco “X-
Factor” dividiu opiniões e como todos já sabem a historia de Blaze com a banda não
durou muito, mas, no final, o saldo foi positivo.
Em breve falaremos sobre a quarta e ultima edição
do PMOR realizada em 1998.
Em tempos em
que as personalidades são praticamente instantâneas e desaparecem com a mesma
rapidez com que surgem. Ver um rosto que resiste no imaginário das pessoas
mesmo 35 anos após sua morte causa até certa estranheza. A força da imagem de
Elvis é daquelas que impressionam e inspiram os que não se conformam com
desígnios piegas, tradicionais e conservadores.
Além da
imagem, além do som...
Ao falar de
Elvis, me vem na mente ousadia, irreverência, quebrar as regras. Causar!
Considero que a importância dele consiste em sua espontaneidade, por ser
intuitivo e excêntrico. Contarei, portanto duas breves sínteses de fatos que me
impressionaram e que contribuem para a minha admiração diante deste. “Logo no
início de sua carreira, ainda não famoso, Elvis se dirigiu a uma concessionária
sendo, portanto abordado por um dos atendentes do estabelecimento que o levou
para ver os carros, Elvis apontou para um Cadilac, que hoje corresponde a uma
Ferrari; O atendente o laçou com um sorriso irônico e disse algo como: Ora,
vamos ao que interessa! Mais alguns passos à frente e lhe mostrou os carros
populares. Elvis entristecido com a arrogância do vendedor saiu da loja. No
caminho encontrou um garoto que engraxava sapatos, o abordou e o levou direto
para a concessionária, chegando lá, mandou que chamassem o gerente. Em seguida
perguntou ao garoto: se eu fosse te dar um carro, qual seria? O garoto em sua
inocência respondeu: qualquer um! Elvis então disse: quero dois Cadilacs, um
pra mim e outro para o garoto, também quero que a comissão da venda seja dada
ao garoto, que foi quem me vendeu. Tudo a vista, por favor.
Outro dia,
saindo do supermercado, uma senhora lhe pediu um autografo, achando a situação
surreal, disse que era fã dele, sempre tinha apostado no seu sucesso, também
comentou que ninguém acreditaria que o autografo que recebera fosse verdadeiro.
O astro, após ter dado o autografo percebeu que a senhora andava a pé com
sacolas de compras, ofereceu-lhe então uma carona. Ao chegar à casa da senhora,
pediu que ela abrisse a porta da garagem para facilitar a retirada das compras.
Desta forma estacionou seu Cadilac na garagem e retirou as sacolas, em seguida
se despediu da senhora que tivera ajudado e saiu a pé em direção a rua. A
mulher sem entender o chamou, e disse que ele estava esquecendo o carro na sua
garagem. Elvis por sua vez, disse: É seu! Agora todos vão acreditar que o
autógrafo é verdadeiro. E faça-me um favor, se precisar, venda-o!” Desde então
foi perdido as contas de quantos Cadilacs Elvis distribui por aí. Ele adorava
dar presentes e fazer doações. Sua generosidade lhe rendeu homenagens e prêmios.
Elvis Presley,
em verdade foi perseguido e tornou-se vitima de muitos preconceitos, por ir de
encontro a um sistema estabelecido e quiçá por ter origens humildes, um
“caipira sulista”, fato pelo qual sempre foi discriminado, mas o Rei da
Guitarra Elétrica superou as adversidades, reinventado em criatividade, vigor e
emoção. Entretanto suas apresentações televisivas quebraram todos os records de
audiência, além das inevitáveis polêmicas geradas por suas performances
explosivas. Muitos de seus admiradores postulam que somente o seu talento e
perseverança o mantiveram “vivo” até os dias atuais e que a descrição de que
ele só fez sucesso por sua aparência ‘boa pinta’, não é mais considerada
admissível pelos biógrafos e historiadores da música na época, sendo
consideradas como risíveis e recheadas de clichê.
Elvis supera sua
própria lenda...
Um colapso
fulminante, associado à disfunção cardíaca parece por um fim em uma história e
dar início a uma lenda. Contudo a morte física de Elvis passa a ser um detalhe,
posto que enquanto houver desejo e emoção, Elvis Presley viverá! (Texto: Nadini Kleaim)
Fazia um bom tempo que eu procurava pelo filme La Bamba, felizmente consegui encontrá-lo e logo após assisti-lo, já me encontro aqui nesse espaço tecendo comentários acerca do mesmo.
La bamba é um drama biográfico, que narra a história de Ritchie Valens, um jovem americano de descendência mexicana que teve uma carreira meteórica que foi abreviada por um trágico acidente de avião. A produção é americana e Luis Valdez foi quem o dirigiu. La Bamba foi lançado em 1987 e o papel de Ritchie Valens ficou a cargo de Lou Diamond Phillips (nascido nas Filipinas). Vale lembrar que vários integrantes da família de Ritchie Valens atuaram nesse filme. La bamba começa com a chegada de Bob Morales, irmão mais velho de Ritchie a um povoado pobre onde reside Ritchie, sua mãe e seus irmãos mais novos. Bob é “o ovelha negra” da família e logo de cara já toma a namoradinha de Ritchie. Mas adiante Ritchie conhece na escola Donna Ludwig, a garota que daria nome a um de seus maiores sucessos, Donna. Uma cena bacana é quando Ritchie Valens vai “dar uma canja” com uma banda chamada Silhouettes, cujo líder é Rudy Castro, um cara arrogante e desafinado que despreza Ritchie, até vê-lo em ação tocando um rock n roll explosivo, e fazendo a banda se render e acompanha-lo também. Ritchie passa a fazer parte do grupo, mas Rudy não o deixa cantar. Sua mãe indignada negocia um bar para ele se apresentar com o louco do Bob na bateria e ambos colocam todos os presentes para dançar. Em um outro show, Bob Keene dono de uma gravadora o contrata com a condição de ele tocar sozinho sem o apoio de sua banda, ele após relutar aceita o convite.
Em uma escapada com seu irmão a um bordel, Ritchie vê uma banda (Los Lobos) tocando uma música tradicional mexicana chamada La Bamba. Após infernizar Bob Keene para ele coloca-la com Donna para fechar o disco, Ritchie enfim o convence dizendo que será em uma versão Rock n Roll. La Bamba faz um enorme sucesso e Ritchie se ver forçado a excursionar e ter que viajar de avião (um fato curioso é que frequentemente, Ritchie sonhava com acidente de avião). Em uma noite após um show, Richie Valens, Buddy Holly e The Big Bopper estavam a bordo de um avião que acabou caindo sem deixar sobreviventes. Ritchie tinha apenas dezessete anos, Buddy vinte e dois e The Big Bopper vinte e nove. Essa fatalidade ficou marcada como o dia em que o Rock Morreu.
Dando seqüência as resenhas dos álbuns marcantes para o death metal na década de 90,
Apresento-lhes a banda que talvez seja, a banda em atividade com maior vendagem de discos e maior expressão no cenário do death metal mundial me refiro ao cannibal corpse.
Liderado pelo baixista. Alex Webster incansável e esforçado, o musico sempre buscou fazer com que a banda realiza-se um som brutal com personalidade e com identidade própria, tanto é que eles são um dos pioneiros a explorar o lado mais gore do death metal abordando temas polêmicos e extremos o Maximo o quanto podem nesta resenha trato do álbum que serviu de estopim para que o cannibal corpse se torna-se o que é hoje e para mudar a historia do death metal pra muito melhor,”diga-se de passagem”.
Em 1992 o cannibal, lança o álbum Tomb of the Mutilated e consegue superar significativamente seu álbum anterior (Butchered at Birth), a começar por sua capa que foi censurada antes mesmo de sair da gravadora, já no cenário underground o álbum causou um boom e fez com que muitas bandas começassem a se espelhar nos caras e a fazer um som ainda mais extremo e a chama-lo de brutal death metal, o vocalista que na época era o lendário chris burns tinha uma maneira única de catar fazendo com que seu gutural soasse bem mais extremo e mais impactante.
A primeira musica Hammer smashed face como o próprio nome e a letra sugerem soa como uma martelada nos tímpanos do ouvinte, absurdamente bem executada nesta musica vemos eclodir toda a técnica do cannibal o baixo de Alex webster é matador e matemático em cada acorde,já a bateria dita o ritimo em passagens hora cavalgadas e cadenciadas hora mais rápidas e mais brutais, as guitarras seguem com riffs pesados que se tornaram característicos deste álbum e viraram símbolo de toda uma geração de deathbangers /headbangers totalmente insana e aniquiladora, começava aqui o logiquo reinado sangrento do cannibal corpse como um dos imperadores do metal da morte.
Na seqüência temos a não mesmo brutal e também esmagadora I cum blood sem duvidas nenhuma esta musicas demonstra como é possível unir bateria matadora em sincronia com o baixo dando mais peso e consistência a musica enquanto as guitarras com seus riffs precisos soam velozes sujas e pesadas na medida certa sem falar do vocal de chris burnes que nesta musica alterna entre guturais e verdadeiros urros que fazem qualquer um ficar boquiaberto com sua capacidade de cantar de forma extrema.
Addicted to vaginal skin segue o tratado das demais musicas brutalidade em excesso sem freios ou misericórdia, porem bem mais veloz, polemica e meteórica com a bateria conduzindo o que poderia ser as badaladas do inferno de tão precisas e violentas com viradas e blest beats certeiros, vale resaltar os solos de guitarra e mais uma vez o baixo que durante todo o álbum mostra todo seu vigor e técnica apurada.
Claro as demais musicas são igualmente matadoras porem estas acima se destacam em todo o trabalho, foi exatamente neste álbum que o cannibal se consolidou como um dos pilares do death metal e pode assim expandir seu domínios e escrevendo um verdadeiro tratado para o estilo. Se você se julga fã de death metal e não conhece este álbum esqueça você não faz nem idéia do que vem a ser death metal.
Já de inicio temos a introdução com um discurso do Tyler Durden do filme clube da luta totalmente existencialista criticando o consumo e o modo em que vivemos.
Daí pra frente o que temos uma demonstração de como se faz crossover com muito feeling e muita garra, esta banda lançou uma demo ano passado “2011” com o titulo (crossover zica),
E este ano já nos presenteia com mais um material de ótima qualidade trata-se do EP Manicômio; Vivemos em um.
São 10 musicas e uma versão “pobreza” do ratos de porão.
Confesso que estou viciado neste som desde que ouvi pela primeira vez altamente recomendado, com destaque para as matadoras:
Fora de Moda; que já empolga pelo berro de inicio, pela pegada rápida e cativante e pela letra politizada e engajada, já na primeira audição podemos cantar o refrão e agitar a cabeça à vontade.
Pesadelo das Ruas; começa como uma locomotiva desgovernada e sem freios por nossos ouvidos sem pedir.
O Policial que Existe em Você; que nos mostra a bateria nervosa e desenfreada gostaria de ressaltar o ótimo trabalho de entrosamento de toda a banda e sobre tudo do backiing vocal e do vocal que alternam momentos sem perder o ritimo e fazendo com que as musicas fiquem ainda mais matadoras.
A Mídia controla a Massa; mostra toda influencia que os caras receberam do punk / hardcore com destaque para as vinhetas de noticiários e programas de tv , sem meios termos criticas pesadas e inteligentes a mídia e a forma como a massa é conduzida com certeza são poucos que vão conseguir continuar acreditando na democracia após ouvir esta ou as demais musicas.
A faixa titula. Sociedade Manicômio; cujabateria dita o ritimo de forma técnica e agressiva do inicio ao fim com destaque para o vocal que soa muito nítido e nos faz sentir dentro de um uma “roda de bate cabeça”em um show da banda.
Conflito Eterno com um riff pegajoso e cativante no inicio para destruição total que ocorrem segundos depois crossover sem freios ou limites é isto que ouço nesta musica e em todas as outras e fica abaixo a pergunta.
“Até quando vamos continuar sangrando por velhas bandeiras será que nunca mais vamos evoluir”
Claro que o grupo é muito influenciado por ratos de porão, d.r.i, possuído pelo cão entre outros mais fica claro que estão buscando uma sonoridade própria,com muita atitude diga-se de passagem e sem deixar de lado a veia mais old school é isso ai como eu disse antes eu recomendo pra qualquer um que curte um som rápido e direto sem frescuras ou parcimônia sobre tudo posso garantir que o crossover esta bem representado.
Após uma longa dúvida sobre qual disco citar desse Bluesman de primeiríssima grandeza, optei por Cookin In Mobile. A dúvida perdurou em virtude da sensacional discografia de Robert. A princípio, minha intenção era escrever sobre Midnight Stroll, lançado em 1990, mas pasmem, acabei pegando uma certa bronca do mesmo, pois as composições são de alto nível e as músicas não saem mais da cabeça. É um inferno!
Cookin In Mobile é seu terceiro álbum ao vivo lançado em 2010. Nele, Robert Cray destila a fórmula que o consagrou, ou seja, a mistura da chama incendiária do Blues, com a doçura da Soul Music. Sua voz anasalada e o timbre seco de sua guitarra também realçam suas características o tornando personalíssimo. Cooking In Mobile foi gravado em Mobile no Alabama e os músicos que acompanham Robert são Jim Pugh nos teclados, Tony Braunagel na bateria e Richard Cousins no baixo.O show começa com Our Last Time, um convite para se abrir uma garrafa de vinho. Nela tanto Robert como Jim Pugh dividem os holofotes, aliás, enquanto Jim gasta o piano e em seguida o órgão (não vão pensar besteira hein!) em um solo memorável, Robert intercala swingando suavemente sua guitarra, até chegar a hora e descer o braço também. Em seguida entra Anytime, uma canção mais pop que não deixa a peteca cair. Em Love 2009 o lado Soulman de Robert Cray começa a aflorar. Linda música! Já "Right Next Door (Because Of Me) se encarrega de levantar a plateia. Já tornou-se um clássico de Robert. Chega a vez da minha preferida: Chicken In The Kitchen. Um blusão para ninguém botar defeito, simplesmente perfeita. Sitting on Top of the World é um clássico do blues. Agora, experimente antes de sair para o trabalho, ouvir One In the Middle. Pelo menos meu caso, sai leve e feliz e ninguém foi capaz de tirar minha paz. Talvez por ter um tecladinho a lá Oh Happy Day. Em suma, essa música é um verdadeiro descarrego. Para finalizar Time Makes Two é de dar um nó na garganta, se bem que ao meu ver, ela não foi capaz de superar a versão tocada por Robert no Crossroads Guitar Festival.
Infelizmente até onde eu sei esse álbum só se encontra importado e deve custar uma boa quantia. Mas vale a pena, vai por mim.