A primeira vez que vi/ouvi Maysa fiquei
estático em frente a TV. Na ocasião era apresentada sua versão para “Ne Me
Quite Pas”, musica de Jacques Brel e que seria o tema de abertura da minissérie
“Presença de Anita” (exibida pela TV Globo em 2002).
Não pude me conter
e corri para comprar o disco que contivesse essa perola, e por sorte, encontrei
“Maysa”, gravado em 1969, que só me fez
ficar ainda mais fascinado por seu talento único.
Cantora que
encarnava como ninguém criações alheias e incorporava profundamente cada nota,
letra e tudo mais que pudesse haver nas canções que ela interpretava.
Interpretações fortes e composições imortais fazem disco destoar de muita coisa
feita na época. Sua versatilidade era espantosa, basta ouvir “Justin in Time” ou
a já citada “ Ne Me Quitte Pas”. Na capa
do disco apenas sua imagem forte e imponente ressaltando seu olhar enigmático e
belo que sempre foi sua marca
registrada.
Mais uma obra imperdível
de uma das mais cultuadas personagens da Musica Popular Brasileira.
Dono de um timbre único de guitarra, Albert Collins tornou-se nome obrigatório na discoteca de quem tem apreço pelo blues. Para se ter ideia de sua importância, Jimi Hendrix o tinha como ídolo. Além de Hendrix, nomes como: Stevie Ray Vaughan, Gary Moore e Robert Cray prestaram reverência a ele. Esse último ganhou o Grammy Award junto com Collins e Johnny Copleand em 1987 com o álbum Showdown. Albert ficou conhecido ao longo de sua carreira como o Mestre das guitarras Telecaster. Em 24 de Novembro de 1993, aos 61 anos, Albert Collins veio a falecer vítima de câncer.
O álbum Cold Snap foi seu nono disco de estúdio e foi lançado em 1986. Elenquei algumas faixas desse disco:
Cash Talkin (The workingman’s blues) – tem uma pegada funk com um groove pulsante, destaque para a técnica de slap do baixista Johnny B. Gayden.
Bending Like a Willow Tree – Composição de Lowell Fulson, tem uma levada mais calma mas também é bem swingada. Nela Collins extrai notas longas e ardidas de sua Telecaster.
A Good Fool is Hard to Find – é um “bluesão” daqueles bem turbinados. Não tem como ouvi-la sem acompanhar o ritmo com o pé. Destaque para o tecladista Jimmy McGriff que manda ver em um solo efervescente.
Lights Are On But Nobody’s Home – é um blues lento daqueles feitos sobre medida para se dar aquela relaxada. Albert Collins escancara sua caixa de ferramenta e mostra porque é uma lenda da Telecaster. Não fica pedra sobre pedra. Que pegada!
Hooked On You – é outra funkeada, só que mais frenética e mais pesada. Destaque para a introdução matadora.
Too Many Dirty Dishes – Outro blues lento, mas desta vez Collins começa mais calmo com um som mais limpo e sereno, depois volta a trabalhar com o timbre e a pegada que o consagrou.
É com enorme satisfação que venho através desse espaço, dissertar sobre esse que foi talvez um dos maiores gênios incompreendidos pela grande massa. Digo grande massa, porque quem o descobria se encantava de imediato. Assim foi com os Stones que o convidou a fazer parte da banda substituindo o então falecido Brian Jones. Com Eric Clapton, que o convidou a fazer parte da Derek And The Dominoes e por fim com John Lennon que se ofereceu a fazer qualquer participação em seu disco. Diga-se de passagem, todos os convites acima recusados por Buchanan. Empunhando sua Telecaster carinhosamente apelidada por Nancy, Buchanan era quase imbatível. Ele dispunha de enormes recursos técnicos como bends (ato de levantar as cordas da guitarra), pinch harmonic (os famosos gritinhos que a guitarra simula quando se mescla o ataque as cordas com a palheta e o polegar) técnica difundida a exaustão por zakk wylde e Billy Gibbons e o uso do botão de volume que lembrava o som de um pedal de wah-wah, antes mesmo de esse existir.
Roy Buchanan nos deixou em 14 de Agosto de 1988, morto dentro de uma cela de prisão enforcado com a própria camiseta. Até hoje perdura o mistério sobre sua morte, pois Buchanan não tinha motivos aparentes para cometer suicídio, haja vista que ele foi preso no mesmo dia da sua morte. Nesse dia Buchanan estava embriagado e agressivo com sua esposa.
O show em questão foi gravado em Austin (EUA) em 15 de Novembro de 1976. Esse dvd contem apenas 5 músicas, mas suficientes para reconhecer a genialidade de Buchanan.
Roy Buchanan e banda abrem o show com Woman, you must be crazy. Nela Buchanan chega ao ponto de tocar apenas com a mão esquerda (a do braço da guitarra) enquanto se delicia com um generoso copo de cerveja, com direito depois a uma boa bocejada irônica. Roy’s Bluz tem uma levada bem sensual. Roy dá uma aliviada tocando notas mais calmas colaborando com o clima da música, para isso, ele usa o captador do braço que emite um mais aveludado e encorpado. Mas isso dura até a segunda parte, daí para frente o couro come e o velho Buchanan endiabrado volta a dar as cartas, agora com a captador da ponte acionado, que dá a sua Nancy um som estridente e extremamente agudo, regado sempre a um bom delay. Em Sweet Dreams conhecemos o lado melódico de Buchanan, bela música, onde Buchanan faz uso agora do botão de volume simulando um som que lembra o cantar dos pássaros. Roy não deixa a oportunidade passar e homenageia seu ídolo, Jimi Hendrix tocando de forma personalíssima Hey Joe e a introdução bombástica de Fox Lady. Por fim, surge talvez o grande momento do show: The Messiah will come again. Essa música para mim é simplesmente o que há de melhor em um tema instrumental. Ela figura sempre entre as minhas prediletas e sinceramente não vejo perspectivas de mudanças.
A carreira de Tim Maia sempre foi pautada por
excessos, mas seu enorme talento borbulhava em meio a tantas dificuldades
decorrentes de seu jeito excêntrico e centralizador. Um artista comum, certamente não sairia ileso
se ousasse seguir a mesma rotina de Tim.
Depois de um período onde mergulhou de cabeça
na Cultura Racional, (período em que lançou duas perolas de sua discografia “Racional
Parte 1 e 2”), Tim decide lançar um disco totalmente interpretado em inglês,
mas sem o apoio de gravadoras, rádios ou da grande mídia a tarefa se tornaria
um capitulo a parte em sua carreira.
Sem dinheiro, o lançamento de “Tim Maia (1978)”
seguiu a rotina caótica já tão presente na trajetória do cantor. E mesmo com
composições excelentes e interpretações primorosas, (ouçam “With No One Else
Around” e tentem discordar), a escassez de recursos levou a empreitada ao
fracasso absoluto. Sua gravadora Vitoria Regia, com as finanças no vermelho foi
obrigada a fabricar a bolacha em duas etapas; primeiro saiu a capa e depois de
algum tempo o disco foi prensado.
Mesmo contado com todo o esforço de Tim, o
disco foi uma grande decepção e passou totalmente despercebido pelo publico
devido a falta de divulgação. Neste caso, o tempo se encarregou de tornar o
álbum objeto de desejo para muitos que procuram redescobrir a obra do ídolo
controverso.
Depois de três edições realizadas com muito sucesso, o PHILIPS MONTERS OF ROCK já estava se consolidando como um dos principais eventos da cidade, mas, ao contrario do que todos esperavam o evento não foi realizado em 1997. Em seu lugar, tivemos o SKOL ROCK que contou com atrações do quilate de SCORPIONS, BRUCE DICKINSON e DIO. Mesmo com nomes de peso, o festival não tinha a mesma magia do PMOR e logo nos primeiros dias do ano de 1998 pipocaram noticias sobre a volta do festival.
O local escolhido para sediar o evento foi o Estádio do Ibirapuera, que no ano anterior já havia sido palco para o SKOL ROCK. Sem muita polemica, o cast do festival foi um dos melhores dentre todas as edições. Pra começar, duas lendas do metal nacional, KORZUS e DORSAL ATLANTICA foram escaladas merecidamente para essa grande festa. Do lado internacional tivemos SAXON, SAVATAGE, MANOWAR, DREAM THEATER, MEGADETH (que já havia tocado na segunda edição), SLAYER (tocou na primeira edição) e que desta vez seria responsável por fechar a noite. A atração que mais destoou do cast foi GLEN HUGHES, mas isso não foi problema, pois estamos falando de uma lenda do Classic Rock.
Nem o calor insuportável que fazia naquele histórico sábado, foi suficiente para espantar os fanáticos por musica pesada e muita gente chegou cedo para prestigiar as bandas nacionais.
A primeira atração foi a DORSAL ATLANTICA que naquele momento divulgava o disco “Straight”. Carlos “Vândalo” Lopes e sua trupe deram mais uma aula de energia. A segunda atração não deixou a “peteca” cair, o KORZUS não deixou pedra sobre pedra e, com um set recheado de clássicos já deixou alguns pescoços doloridos.
A primeira atração internacional a se apresentar foi GLEN HUGHES, que como foi dito no começo deste texto, tem os dois pês no Classic Rock e muita influencia do soul, para os mais ortodoxos, não agradou, mas o cara e uma lenda viva e certamente influenciou boa parte das bandas que iriam tocar naquele dia, para os apreciadores de boa musica, agradou em cheio. O SAVATAGE havia tocado a pouco tempo no Brasil, mas possui um publico fiel que cantou cada refrão como se não houvesse amanha. O SAXON veio na sequencia e manteve o publico na mão. Ver um dos principais nomes do NWOBHM (New Wave British Of Heavy Metal) fez muito marmanjo lacrimejar.
O DREAM TEATHER fez uma apresentação que certamente agradou aos fãs apaixonados por sua técnica e perfeição, mas, em minha opinião, não empolgou. Já a atração que veio na sequencia, empolgou e muito. O MANOWAR se utilizou de performance e discursos sobre a sua já conhecida paixão pelo Heavy Metal. Excelente show com tudo que os fanáticos seguidores esperavam.
O MEGADETH já tocou no Brasil diversas vezes e mesmo não passando por um bom momento devido ao lançamento do criticado “Cryptic Writings”, manteve uma das melhores performances ao vivo, e mais uma vez saiu do palco aclamado.
O SLAYER estava promovendo “Diabulos in Musica”, mas os headbangers queriam ouvir os clássicos. E tome porrada uma atrás da outra. Confesso que tive certo medo, pois era a primeira vez que via ao vivo a lenda do metal extremo, mas ao mesmo tempo estava muito feliz por ver “A Raiz de Todo o Mal” conforme definição de Abbath, líder do IMMORTAL.
Mais um momento histórico para os que tiveram a oportunidade de comparecer ao estádio Icaro de Castro Melo, já que hoje estamos rodeados de festivais oportunistas com atrações medianas e preços abusivos de ingressos. Mesmo sendo anunciada a volta do festival para esse ano, tenho certeza que não sera como antes.
Albert King – Chicago 1978 é um dos discos gravados ao vivo por Albert King e um dos meus discos de cabeceira de cama. Vou elencar as músicas que fundamentam essa minha preferência:
King’s Bounce é a única instrumental do disco. Contem um ritmo dançante. A guitarra de Albert entra timidamente e depois descamba num solo dançante. Os naipes de metal é o ingrediente a mais que dá aquele toque magistral neste caldeirão sonoro. Stormy Monday Blues é o clássico que todo bluesman que se prese não deixa de forma alguma de tocá-la. Coube a Albert a tarefa de interpretá-la com a dor que emerge das entranhas. Born Under A Bad Sign, ouça essa música e entenderá porque nomes como Eric Clapton, Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan tinham Albert King como seu ídolo. You’re My Woman, I´m Your Mate é um daqueles funks pra James Brown nenhum botar defeito. Nela Mr. Albert deita e rola com sua guitarra Fly V num solo vigoroso e cortante. Tired As A Man Can Be éum blues contagiante onde Albert King canta absurdamente alto enquanto esfola sua Fly V com bends assombrosos. Esse é sem dúvida um grande momento do show. Blues At Sunrise,composição de King que se tornou um clássico do blues. A tônica dessa música é a dinâmica, pois alterna entre momentos suaves e nervosos. Please Come Back To Me éasúplica que vai de um pedido choroso ao desespero. No meio da performance entra um voz inusitada clamando em catarse que Albert é o rei, o Bluesman. I’ll Play The Blues For Youé uma baladona romântica que encerra esse belo disco.
Infelizmente, Albert King nos deixou vítima de um ataque cardíaco em 1992. Ele que foi considerado o 13º melhor guitarrista do mundo, eleito pela revista Rolling Stone. (Texto: Sergio Silva)
Há 40 anos a indústria
fonográfica presenciou um dos mais espetaculares voos musicais do século XX,
alguns anos após o homem presenciar a baixa gravidade lunar uma banda de rock
inglesa atingia a perfeição artística com o lançamento de um álbum revolucionário
em todos os sentidos: Dark Side of the Moon, do Pink Floyd.
Mais do que um simples álbum,
Dark Side of the Moon é um trabalho revolucionário pelo fato de unir técnicas
inovadoras, como o tic-tac de um relógio em “Time” e o som de uma caixa
registradora em “Money”, a letras que revelam toda a genialidade do principal
compositor da banda, o baixista Roger Waters. As composições de Waters abordam
temas como morte, loucura, solidão, a passagem do tempo, ganância, tudo isso
com um alto grau de reflexão filosófica e politica até então incomum no mundo
da música.
Gravado nos estúdios Abbey Road,
em Londres, entre maio de 1972 e Janeiro de 1973 e desenvolvido através de uma
série de ensaios e performances ao vivo nos meses seguintes, The Dark Side of
the Moon representa o auge da capacidade artísticas do Pink Floyd, um álbum
conceitual que, apesar de refletir muito do seu momento histórico, ainda é
capaz de provocar espanto na era digital, não somente pelas inovações técnicas
como pelo seu conteúdo temático, Não é por acaso que o álbum mantém até hoje o
recorde do disco por mais tempo na lista das 200 mais da revista Billboard,
cerca de 800 semanas, desde seu lançamento até 1988.
Ouvir este álbum é uma
experiência única para os verdadeiros apreciadores da boa música, pois não se
trata de um lugar comum, mas de um mergulho sonoro sensível e reflexivo no qual
cada faixa nos leva a um recanto obscuro de nosso mundo interior, as letras de
Waters e companhia nos proporciona um incomodo prazeroso e consequentemente nos
faz evoluir artisticamente como Ser humano. Deixando de lado os diversos mitos
criados em torno do álbum, que em nada alteram a sua importância, The Dark Side
of the Moon nos surpreende em todos os sentidos, desde a concepção de sua capa,
com o prisma e o arco-íris, às inovações técnicas de gravação; algo
revolucionário para sua época.
Enfim, tudo que se disser sobre
esta obra não será capaz de transmitir a experiência única de sua audição
completa faixa a faixa. Canções como “Us and them”, “Brain damage”, “Breathe”
isso sem citar os clássicos “Money” e “Time”, únicas faixas a se tornarem hits,
simplesmente nos faz rever os nossos conceitos sobre o que é arte e o que é
simplesmente entretenimento, principalmente dentro de um estilo tão vasto como
o rock´n´roll. O Pink Floyd inovou o estilo sendo uma das bandas responsáveis
pela criação do chamado rock progressivo, vertente que é genuinamente
representada neste álbum que completa 40 anos e que se mantém cada vez mais
atual. Como canta David Gilmour em “Time”: “o tempo se foi, a canção terminou,
pensei que tivesse algo mais a dizer” e tenho, mas palavras não são capazes de
traduzir aquilo que é subjetivo e, portanto, deve ser apreciado
individualmente, então deite no sofá, abra uma cerveja e descubra tudo que está
do lado escuro da lua antes que a rotação se complete e a luz da alienação, tão
em evidência atualmente, ofusque a sua visão e danifique a sua mente. Parabéns
The Dark Side of the Moon.
O que te passa na cabeça quando lhe apresentam uma
banda finlandesa? Logo pensa, há deve ser algo na pegado do Nightwish ou do
Fintroll, pois se você pensou isso você não passou nem perto, pois a banda, que
aqui se apresenta foi beber em fontes muito diferentes da cena de seu pais,
calcados em um som rápido que se assemelha ao death/black e com muitas pegadas de thrash metal o .Nêutron Hammer nós
trás um trabalho primoroso e que estima pelo peso e pela “sujeira” no bom
sentido o fato é que nas 10
faixas do trabalho dos caras podemos perceber que aqui esta uma banda já
experiente e muito consciente naquilo que faz não se prendendo a um rótulos e
praticando um som extremo sem frescuras ou firulas, percebemos a maturidade que
a banda possui em seus arranjos bem trabalhados, riffs furiosos e blast beats
invocados, sem falar na pegada old school que o álbum nos remete.
O álbum possui ao todo 10 faixas que vão fazer a
cabeça de quem curte bandas como Desaster, Destroyer 666, Hellhammer,
Sarcófago, Venom entre outras bandas desta linha, destaque para as musicas “Apocalyptic Rites”veloz
e carregada com riffs ríspidos e que
acompanham as levadas da batera
de forma apoteótica, a banda toda parece esta ligada no 220vs pois não diminui
a velocidade em nem um segundo desta musica onde há variações interessantes nas
linhas de vocal deixando-a muito mais forte e contagiante,”War fuking War”tem no inicio uma pegada meio rock and
roll meio heavy Alá mothörhead,
e logo depois se torna black/thrash viciante sua levada faz com que você se
prenda a ela, mesmo
não sendo uma musica rápida seus riffs , paradinhas e variações de tempo deixaram
qualquer um empolgado,”Devastation
Ritual” é aquele tipo de musica que te cativa
desde o inicio, começa com a bateria solando a sonoridade soa bem seca e crua para logo em seguida entrar
toda a banda com uma pegada furiosa onde os riffs e as linhas de vocal,batera e
baixo se fundem nos proporcionando um musica muito forte onde qualquer um com
juízo certo iria querer bengear do começo ao fim, sua levado se inverte um
pouco lá pela metade surgem solos e riffs mais trabalhados para logo depois
voltar a mesma pegada destrutiva do inicio sem duvidas este é o ponto alto do
trabalho destes bangers da terras longínquas da Finlândia para você que curte
de heavy, thrash, death ou Black ouça você não irá se arrepender e para você
que curte outros estilos ouçam também por que já é hora de expandir seus
horizontes musicais é isso ai galera recomendadíssimo.
Antes de falarmos qualquer coisa a respeito deste disco, devemos fazer
menção mais que merecida a Charles Gavin – Ex-baterista dos Titãs, pois foi a
partir de um trabalho minucioso de pesquisa que o musico desenterrou mais esta
perola escondida da musica brasileira. Priorizando sempre a qualidade, nos
introduz ao mundo fantástico de Cassiano.
Este álbum traz um Cassiano despojado e cheio de malicia, mas sem nunca
perder seu poder de emocionar. Ouçam “Slogan” que tem uma pegada cheia de
groove, ou tentem resistir a “Melissa” um daquelas canções que nos transporta
direto para saudosos bailes de outrora. Cassiano abusa de arranjos e
orquestrações de muito bom gosto que vão de encontro ao blues e o soul,
ingredientes fundamentais em sua musica, mistura para contorcer ate a alma mais
indiferente. “Apresentamos Nosso Cassiano” foi lançado pela Odeon e é clássico
essencial na discografia deste paraibano.
Depois de ouvir este disco exaustivamente chego a conclusão que antes de
qualquer rotulo, o mais importante e a musica ser boa e essa qualidade este
artista paraibano nos proporciona de sobra. Suas canções continuam emocionando
aos que tem sentimento, e acima de tudo, bom gosto.
A expectativa era grande, e os fãs não
decepcionaram. Como já era previsto o HANGAR 110 ficou lotado para receber uma
das mais ilustres bandas de Thrash Metal Alemã. Obviamente estamos falando do
TANKARD, que desta vez teve como bandas de abertura o EXECUTER (que substituiu
o BYWAR, devido a problemas na formação), o BLASTHRASH e os croatas do WAR
HEAD.
E importante deixar registrado que já havia um
numero considerável de pessoas no HANGAR antes mesmo do EXECUTER iniciar sua
apresentação, e que apresentação! O publico respondeu a altura a energia
transmitida pela banda e reverenciou clássicos como “Rotten Autorities” e a
fiel versão para “Power,Thrashing, Death (WHIPLASH) que saiu como bônus no
clássico “Welcome To Your Hell”. Os caras não conseguiam esconder a satisfação,
e no final, Juca (vocal), literalmente “foi pra galera”. Vida longa ao
EXECUTER!!
O BLASTHRASH possui uma energia sobrenatural, e
o prazer em tocar esta visível no rosto de cada integrante, parece que os caras
tomam adrenalina na veia antes de cada apresentação. Logo na primeira musica
houve um problema em uma das guitarras, mas não demorou muito para Hugo tomar
seu lugar no palco. Posso dizer que essa foi a melhor apresentação dos caras (na
humilde opinião deste que vos escreve), pois o “mosh Pit” e “Stage Dive” comeram solto durante toda a performance da
banda. A influencia dos alemães fica evidente em “Possessed By Beer”, petardo
obrigatório!! Vale lembrar que os caras já não lançam nada a um certo tempo e
prometem para breve um Split com o FASTKILL
(Japão).
Os croatas do WAR HEAR entraram no palco depois
de uma rápida introdução. Com um som pesadíssimo e composições mais longas e
cheias de variações, não chegaram a desagradar, mas deu uma esfriada na galera,
estava claro que todos ali queriam thrash
metal genuíno e sem firulas.
Não demorou muito e a tão aguardada atração
principal deu o ar da graça e, não deixou pedra sobre pedra. De cara veio
“Zoombie Attack” e a partir dai foi uma enxurrada de clássicos e o HANGAR 110
virou um caldeirão, pois o calor ficou insuportável (apesar do bom sistema de
ventilação da casa). Gerre e muito carismático e o tempo todo interagia com os
que subiam ao palco para o inevitável “Stage Dive”, que naquela altura do
campeonato já estava beirando as vias da insanidade, pois não contentes com os
já tradicionais mergulhos, alguns estavam subindo pela coluna lateral e pulando
pela pilastra de ferro instalada no teto. Por outro lado e ate “justificável” toda
essa maluquice, pois os caras foram impiedosos, mandando na sequencia “The
Beauty And The Beast”, “Slipping From Reality” e “Stay Thrist”. Precisa falar
mais? Ainda tocaram a “Girl Called Cerveza” que da nome ao novo CD e que foi
muito bem recebida pelo publico.
No final, Gerre se joga nos braços do publico e
encerra o que já podemos colocar entre os melhores shows do ano, e vejam que ele
só esta começando. Memorável!
PS: Fomos pegos de surpresa com a nota
publicada por Edu Lane – criador da TUMBA PROD em uma rede social informando
que enceraria as atividades da empresa que foi importantíssima por promover
eventos de qualidade inquestionável. Infelizmente ficaremos a mercê de oportunistas
que insistem em se alto intitular “promotores” cobrando preços abusivos por
setores e eventos que não correspondem as nossas expectativas.
Só temos a agradecer a esse cara que prestou
ótimos serviços aos amantes da musica pesada. Boa sorte Edu!