Destaques

sábado, 13 de outubro de 2012

John Frusciante - Shadows Collide with People.





Estupefato, atônito, estarrecido e assombrado, foi como fiquei ao ouvir Shadows Collide with People. Talvez pelo fato de Frusciante ter pertencido ao Red Hot Chili Peppers, eu esperava que o mesmo seguisse essa linhagem. Mas não foi bem o que aconteceu, pois a sonoridade de Shadows Collide with People, pouco tem a ver com os Peppers. Gravado em 2004  Shadows Collide with People foi composto durante as gravações de By the Way dos Peppers. Vale ressaltar também o fato de John Frusciante estar neste período completamente livre da dependência das drogas. Ao ouvir Shadows Collide with People já sabendo dessa informação, me veio à cabeça uma frase do Nelson Motta onde ele diz: ”drogas não dá talento a ninguém”. De fato, pois esse álbum é considerado dos quatro primeiros, o melhor de Frusciante.
Shadows Collide with People tem belas melodias com harmonias simples, porem envolventes. Frusciante canta de forma bem versátil suas composições, aliás, outra faceta dele que eu até então desconhecia, pois o mesmo tem uma voz bem marcante. Os destaques ficam por conta das faixas Carvel, Omission, Second Walk, Every Person (linda balada), Wednesday’s song e Song to Sing When I’m Lonely (a minha predileta).
Esta aí um disco bem legal de se curtir.

(Texto: Sergio Silva)
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domingo, 7 de outubro de 2012

Cadillac Records






Cadillac Records é um filme norte americano lançado em 2008. Pertence ao seu elenco nomes como: Adrien Brody que interpreta Leonard Chess. Jeffrey Wright que interpreta Muddy Waters. Columbus Short que interpreta Little Walter e Beyoncé Knowles que interpreta Etta James, além de  grande elenco.
O filme é narrado por Willie Dixon (interpretado por Cedric the Entertainer), lendário baixista e compositor de inúmeros clássicos do blues, além ter feito parte da banda de Muddy Waters. Dixon começa o filme com a seguinte frase: “A primeira vez que uma garota tirou a calcinha e a jogou no palco, foi por causa de um cara cantando blues. Quando as meninas brancas começaram, chamaram isso de Rock and Roll”. Daí para frente, ele começa a narrar a saga de dois caras que se cruzam. Leonard Chess, um judeu filho de polonês que reside em Chicago e que depois de ter sido proprietário de um ferro velho, arrisca-se em comprar uma boate para músicos negros tocarem. O outro, Muddy Walters, um meeiro que também se arrisca em ir para Chicago, passando então a se apresentar nas ruas. É nas ruas também que Muddy encontra sua alma gêmea musical, Little Walter, um garoto de 17 anos que domina arte de tocar gaita como ninguém. Após ambos se apresentarem na boate de Chess, esse tem a ideia de montar sua gravadora, a Chess Records. Ideia essa motivada também pelo fato de sua boate ter sido incendiada.
É na Chess Records que nasce um dos mais famosos blues, Hoochie Coochie Man composta por Dixon, sob medida para Muddy. Também passam pela gravadora futuros nomes de peso como Etta James interpretada magistralmente pela Beyoncé, que gravou cinco canções para a trilha incluindo uma cover de Etta chamada At Last, que lhe rendou o Grammy Awards na categoria Best Traditional R&B Vocal Performance em 2010. Howlin Wolf a temperamental lenda do blues interpretado por Eamonn Walker e Chuck Berry, interpretado por Mos Def.
Cadillac Records foi bem recebido tanto pela crítica, como pelo público. A New York Magazine nomeou Cadillac Records como o quarto melhor filme de 2008.
Fica aí a dica de uma bela biografia musical.

(Texto: Sergio Silva)
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sábado, 6 de outubro de 2012

The John Scofield Band - Up All Night.





Up All Night é o nome do álbum gravado pela The John Scofield Band, banda essa liderada pelo guitarrista e compositor de jazz fusion John Scofield. John tornou-se uma ilustre figura no meio jazzístico, tendo trabalhado com inúmeros músicos consagrados, dentre eles o gênio Herbie Hancock e o mito Miles Davis.
 Up All Night foi gravado em Maio de 2003 nos Estados Unidos. Pode-se notar nele várias vertentes musicais como: Jazz Fusion, Jazz Funk e o Free Funk, sendo algumas músicas com uma roupagem bem eletrônica. Aliás, o uso de samples e loops é bem dosado, tornando-se apenas mais um ingrediente na fórmula mágica de Scofiled.  Vale ressaltar também a arte gráfica, sendo as ilustrações feitas por Mark Hess.
Os destaques ficam por conta de: Philiopiety, uma bela trilha sonora para se passear a noite de carro. Watch Out For Po-Po tem as guitarras de John com efeitos e timbres pra lá de interessantes. Whatcha See Is Whatcha Get é sem dúvida a mais agradável de se ouvir. Não há como afirmar se existe perfeição, mas há de se presumir que está canção está bem próxima desse grau.  Four On The Floor é outra delícia sonora, onde John Scofield brinca com as oitavas, técnica essa tão difundida pelo eterno mestre Wes Montgomery. Like The Moon é a mais misteriosa de todas. Agora, a introdução lembra demais a música nordestina daqui do Brasil. É bem Luiz Gonzaga mesmo. É a melancólica do disco.
Fica aqui a dica para quem não está familiarizado com o gênero Jazz Fusion, pois Up All Night pode ser uma boa porta de entrada.

(Texto: Sergio Silva)
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domingo, 23 de setembro de 2012

Heleno - O Principe Maldito.





“Heleno”, filme baseado no livro “Nunca Houve Um Homem Como Heleno’‘ do jornalista Marcos Eduardo Novaes, retrata a vida de Heleno de Freitas, ídolo do Botafogo (RJ), e também com passagens por clubes como Boca Juniors (Argentina), Vasco (RJ) e América (RJ), neste ultimo jogou somente uma partida, realizada no recém-inaugurado Maracanã.
Considerado o primeiro ídolo brasileiro e principal esperança de gols do time carioca e da seleção brasileira nos anos 40, sua trajetória foi marcada por excessos e por seu temperamento autodestrutivo que culminou em sua morte prematura aos 39 anos de idade.
O Filme foi lançado em 2011 e tem direção de Jose Henrique Fonseca, que ainda conta em seu currículo “O Homem do Ano (2003)”, e alguns trabalhos para TV. Outro destaque fica para o renomado diretor de fotografia Walter Carvalho, que novamente realiza um excelente trabalho. Todo o filme foi filmado em preto e branco.
A missão de interpretar o mítico jogador ficou a cargo do ator Rodrigo Santoro que, mais uma vez, se destaca com um belo desempenho e cenas permeadas de realismo, basta conferir sua atuação em passagens filmadas no sanatório, quando o personagem já esta totalmente debilitado, vitima da sífilis.
Nos tempos de hoje não há lugar para personagens com Heleno de Freitas, pois os “craques” de nosso tempo são programados para servir a uma indústria de consumo que tem por fim banalizar qualquer vestígio de personalidade. Veja o filme e tire suas próprias conclusões.

(Texto: Roberio Lima)
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Gary Moore – Still Got The Blues.





Atendendo a um pedido do Robério (idealizador desse blog), venho através desse espaço, expor meu ponto de vista sobre o álbum Still Got The Blues de Gary Moore.
Still Got The Blues foi lançado em 1990. Nesse mesmo ano a faixa que dá nome ao disco emergiu instantaneamente em algumas rádios fm’s de São Paulo. Eu do alto dos meus quinze anos foi atingido de forma avassaladora por essa música. Mas eu ainda não tinha a “maturidade musical” e infelizmente só fui ter contato com a obra de Gary Moore, alguns anos mais tarde.
Esse contato se deu ao visitar uma loja chamada Museu do Disco no Shopping Ibirapuera. Na época não se ouvia falar em cd, era apenas vinil ou cassete. Ao debruçar-me sobre uma pilha de discos, eis que encontro Still Got The Blues novinho em folha, esperando por mim. Mas eu vivenciava a época das “vacas magras”, portanto,  estava pra lá de duro. O que me restou era tentar esconder esse disco de forma que ninguém o encontrasse. E foi o que fiz. O enfiei atrás de uma volumosa pilha e rezei para que ninguém o descobrisse. Deu certo, pois ao receber um “cascalho”, corri até a loja e adquiri esse que irrefutavelmente é um dos meus discos preferidos.
Geralmente ao comentar sobre um disco, gosto de escrever ouvindo o mesmo concomitantemente. Mas com Still Got The Blues é quase impossível proceder dessa forma, por esse ser tão contagiante tenho dificuldades em concatenar as ideias haja vista a emoção que me trás. (Eis a razão da demora viu Robério!).
Segue então o meu crivo em relação a algumas faixas:
Moving On é uma espécie de hard rock onde Gary Moore nos mostra que tem absoluto domínio na técnica de slide. Oh, Pretty Woman é uma cover do notável bluesman, Albert King, cujo mesmo participa de forma fantástica criando um contraponto, pois enquanto King sola com sua finesse peculiar, Gary estremece tudo com seu timbre gritante. Walking by Myself é outra cover, agora de Jimmy Rogers guitarrista consagrado, conhecido por fazer parte da banda do lendário Muddy Waters. Nem preciso dizer o estrago que Gary Morre faz nela. Chegamos então a magnus opus que projetou Gary Moore mundialmente, Still Got the Blues é uma prova de fogo para qualquer guitarrista que se prese, pois Gary Moore imprimi técnica e paixão num solo visceral, além é claro de uma voz sublime que dá todo um tom de tristeza na música.  Too Tired tem a participação do “Ice Man”, Albert Collins, outro monstro do blues. Albert com sua eterna telecaster também dialoga com Gary deixando a música bem envolvente. As the Years Go Passing By é um lindo, mas lindo lamento, onde um tecladinho de fundo dá aquele tom enquanto Gary Moore canta sua lamúria. Destaco também um virtuoso solo de piano que ocorre quase no fim da música. Bom, para finalizar Midnight Blues tem uma linha de baixo simples, não obstante maravilhosa. “Baladona” de primeira.
Para minha tristeza, Gary Moore nos deixou em 06 de Fevereiro de 2011 em Estepona na Espanha, vítima de uma parada cardíaca.


(Texto: Sergio Silva)

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domingo, 2 de setembro de 2012

Al Di Meola – Coletânia This is Jazz.






É sempre um prazer falar sobre esse que é um dos maiores expoentes do fusion, ou seja, Al Di Meola. Esse ilustre músico fez parte da antológica banda Return to Forever, liderada por ninguém menos que Chick Corea. Al Di Meola ficou na banda de 1974 à 1976 (ano em que a banda encerrou suas atividades)
Al Di Meola tem como característica o ecletismo, que o permite flertar com diversos gêneros como o Jazz, o Rock, o Flamenco e a música latina.
This is Jazz é uma coleção voltada para os renomados músicos de Jazz. Al Di Meola é claro, não poderia ficar fora dela. Esse cd abrange o que há de melhor sobre Al De Meola, como:
Race with the Devil on Spanish Highway  que começa com um ar de suspense para em seguida, baixo, guitarra e teclado tocarem em uníssono, sextinas na velocidade da luz e quando menos se espera, a suavidade tem sua vez, com direito ao som de congas na percussão. Já Ritmo de la Noche é uma espécie de Carlos Santana turbinado. Em Short Tales of the Black Forest há um duelo incrível entre o violão de Al Di Meola e o teclado de Chick Corea. Nena lembra Bossa Nova. Fantasia Suite for Two Guitars é um tipo de Flamenco com várias nuances. Spanish Eyes é para se ouvir deitado em uma rede contemplando o por do sol. Ainda por cima tem o lendário Les Paul dividindo as guitarras com Al Di Meola. Passion, Grace & Fire é a mais densa e nervosa do disco e não é para menos, pois a cargo dos violões estão Paco de Lucia e John McLaughlin ajudando Al Di Meola a engrossar o caldo desse flamenco lírico e furioso. Para finalizar Sarabande from Violin Sonata in B Major é uma versão de J.S. Bach tocada ao violão.
Bem, eu avisei que o homem era eclético.

(Texto: Sergio Silva)
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Open The Road Festival - 19/08/2012





O Brasil, já faz muito tempo, virou rota obrigatória para bandas importantes dos quatro cantos do mundo e, a cada ano que passa mais bandas clássicas nos contemplam com apresentações históricas.
  Desta vez foi o ASSASSIN que resolveu acabar com uma longa espera e, na bagagem trouxe um arsenal bélico invejável para deleite dos afoitos headbangers brasileiros. Temos que creditar este feito a OPEN THE ROAD, que na ocasião, comemorava seis anos de vida e que já promoveu turnês de bandas do porte de ONSLAUGHT e BLAZE BALEY.  Se já não bastasse a atração principal, ainda teríamos ANTHARES, BLASTHRASH e VULCANO. Definitivamente o dia 19 de agosto ficará na memoria dos que tiveram o privilegio de comparecer ao MANIFESTO BAR.
Perto das 20 horas o ANTHARES subiu ao palco para despejar fúria em uma ótima apresentação que teve como base o clássico disco “No Limite da Força” e em novas musicas, que os caras estão prometendo para um segundo disco. Ver o ANTHARES na ativa é motivo de orgulho nacional.
Em seguida o BLASTHRASH subiu ao palco e, com uma formação que conta com Dario Viola (vocal), Diego Nogueira (Baixo), que teve jornada dupla, pois também leva os vocais no ANTHARES, Henrique Perestrelo (Guitarra), Rafael Sampaio (bateria) e o estreante Hugo (SIDE EFFECTS e INFECTED) na guitarra. O Thrash metal comeu solto e foi um petardo atrás do outro. Destaques para ``Possessed By Beer´´ e ``Freedom Lies Dead´´.
O que veríamos a seguir, esta entre os maiores representantes do metal nacional, e ao lado de SEPULTURA e SARCOFAGO tem enorme reconhecimento fora do Brasil e mesmo não contando com o guitarrista e fundador Zhema, que não pode comparecer a esta apresentação, fizeram a pista do MANIFESTO pegar fogo e, certamente muitos pescoços ficaram bastante doloridos depois desse massacre. Ao ouvir ``Witche’s Sabbath”, “Total Destruição” e “Guerreiros de Satã” me senti como porco na lama . VULCANO RULES!!
Depois de um intervalo, o palco já estava pronto para a atração principal e o publico que naquele momento já estava extasiado, transformou a pista do MANIFESTO em um verdadeiro pandemônio, pois Robert Gonnella e sua trupe, que ainda contava com a presença, mais que ilustre de Michael Hoffmann (Ex-SODOM), que interagia a todo momentocom a plateia, inclusive falando um português bastante compreensível. E dá-lhe pedradas na orelha, transformadas impiedosamente em massa sonora. As clássicas,``Assassin´´, ``Bullets´´ e até um trecho de ``Mosca Na Sopa´´ (RAUL SEIXAS), foi parcialmente executada e esta no disco ``The Club´´. Indescritível a felicidade de presenciar mais uma lenda do Thrash Metal Germânico em nossa ``terrinha´´.
No fim das contas, o único fato negativo que precisa ficar registrado, foi o enorme atraso para a abertura da casa, o que ocasionou brusca alteração no set-list de todas as bandas e ainda prejudicou muitos fãs que vieram das mais distantes regiões de São Paulo (inclusive este que vos escreve), e tiveram dificuldade para pegar ônibus de volta e encarar a tediosa segunda-feira.    

(Texto: Robério Lima)
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Peter Frampton - Now.





Now é o nome do disco gravado por Peter Framptom em 2003. Ele é seu 12° disco em estúdio. Now já começou me conquistando pela capa, pois a foto de Frampton sentado em uma cadeira de frente a uma janela, com sua guitarra no colo e olhando para o chão completamente absorto é de uma melancolia extrema. Bom, sem mais delongas, vamos às faixas:
 Em Verge of a Thing, só pela contagem do baterista já dá pra se ter ideia do que virá pela frente. Sabe aqueles riffs simplesinhos, mas poderosos? Pois é, eles não desgrudam dos ouvidos.  Flying Without Wings é a alto astral do disco, com direito a um solo faiscante de Frampton. Love Stands Alone tem um começo bucólico, mas depois descamba para um refrão apoteótico.  Not Forgotten é uma balada daquelas de fazer sucumbir o mais duro dos corações. Em Hour of Need, Fampton canta de forma doentia. Mia Rose, essa é para pensar na pessoa amada. I'm Back é um pop com alto nível de testosterona. Para finalizar, While My Guitar Gently Weeps é uma das versões de George Harrinson que eu mais gosto. Só a introdução que Frampton faz, já faz jus à bela homenagem. Além da voz desolada de Frampton e um solo de guitarra de cortar o coração.

(Sergio Silva)
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Coverdale and Page - Coverdale and Page





``Coverdale and Page´´ é o nome dado ao disco que foi resultado da parceira entre David Coverdale (ex membro do Deep Purple e lider do Whitesnake) e  Jimmy Page (ex membro do Led Zeppelin) e foi lançado em 1993. Esse disco alcançou o 4° lugar no Reino Unido e o 5° nos Estados Unidos e foram vendidas 500.000 cópias.
Como de costume, farei comentários acerca de alguns destaques:
 Shake my Tree começa com Page ao violão tocando um riff bem elaborado na introdução (riff esse que perdura em boa parte da música). Em seguida entra Coverdale trabalhando os graves de sua bela voz, para mais adiante elevar drasticamente o tom da mesma, acompanhando a banda em um vigoroso Rock and Roll, com direito a um belo solo de gaita feito por Page. Não tinha melhor forma de abrir o disco! Waiting on You é um daqueles “Rockão” para se ouvir com o volume no talo. Absolutamente contagiante. Em Take Me for a Little While  Page me fez pensar como ele consegue criar no violão, acordes dedilhados como esse? Sem dúvida uma bela canção. Em Pride and Joy, ambos estão completamente endiabrados. Feeling Hot é a “pauleira” do disco. Já Easy Does It é meio indiana, meia psicodélica, ou seja, “viageira”. Take a Look at Yourself é uma balada com a marca Coverdale. Don't Leave Me This Way é minha predileta à começar pelos acordes de Page. Como Coverdale imprime peso em músicas que tem formatos calmos! Agora, o feeling de Page durante o solo de guitarra é de arrepiar as unhas. Grande momento! Whisper a Prayer for the Dying tem acordes pra lá de soturnos em consonância com o vozerão de Coverdale.
Ou seja, audição obrigatória a todos que tem como gênero preferido o Rock and Roll. Afinal de contas são duas sumidades que nos brinda. 

(Texto: Sergio Silva)
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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Adiamento – Fernando Pessoa (Poema de Álvaro de Campos).




Esses dias, ocorreu-me de ter percebido que eu ainda não havia postado nesse espaço, nada relacionado à poesia. Embora eu escreva às vezes alguns versos, o desafio de comentar um poema é pra lá de arriscado. Ainda mais se tratando desse gênio que foi Fernando Pessoa. Sabe-se que Fernando Pessoa possuía inúmeros heterônimos. O que eu mais me identifico é o Álvaro de Campos que era Engenheiro de educação inglesa e origem portuguesa e que se sentia um estrangeiro em qualquer parte do mundo. Um de seus poemas que é um dos meus preferidos é Adiamento. Nesse poema Álvaro de Campos expressa todo o seu desalento em relação ao presente, se entregando de corpo e alma às expectativas (incertas) do futuro.
Essa negação do presente, também o faz voltar ao passado e recordar sua infância, quando diz:(...) Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana. Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância (...). Em um trecho do poema, Álvaro de Campos ainda consegue mesclar o passado com o futuro, sempre deixando o presente à deriva: (...) Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria à infância? Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã. Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo. Antes não...(...).
Por fim ele diz: (...) Tenho sono como o frio de um cão vadio. Tenho muito sono. (...). Ele opta pela palavra sono que na verdade não quer dizer mais que um total desânimo e uma incapacidade de agir.

http://www.insite.com.br/art/pessoa/ficcoes/acampos/adiamento.php

(Texto: Sergio Silva)


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