Destaques

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Michael Hill’s Blues Mob – Have Mercy





Michael Hill é líder, fundador, guitarrista e vocalista da Michael Hill’s Blues Mob. Nas gravações do álbum Have Mercy temos também Tony Lewis na bateria, E.J. Professor Sharpe nos teclados e Kevin Hill e Peter Cummings dividindo os baixos, além de outros músicos nos background vocais e nos naipes de metais.
Have Mercy é um disco bem eclético e Michael e banda não fazem feio ao passearem por vários gêneros como o R&B, o Funk e o Reggae, mas o carro chefe mesmo é o Blues e é nessa infindável fonte que Michael se delicia. Logo de cara, ele já nos dá sinais de que veio para quebrar tudo. Com um poderoso vibrato e com um espetacular timbre de guitarra, ele introduz Presumed Innocent, com direito a um solo de guitarra para lá de incendiário. Mal nos recuperamos e já vem outra pedrada como Lost in The Sauce com direito a um belo solo de sax. A suavidade passa a dominar com Bluestime In America enquanto um piano jazzístico dá o tom. Grandmother’s Blues é um daqueles Reggaes que te faz imaginar estando na Jamaica. É impressionante como a voz de Michael casa bem com esse estilo. Africa Is Her Name é a dançante do disco totalmente alto astral.  Let’s Talk About The Weather é a minha predileta. Pense num blues lento que vai de repente do sussurro ao grito. É talvez o melhor momento de Michael, onde o mesmo torce sua guitarra até espremer as notas. Agora o que Michael faz na introdução de Rest In Peace é de chorar. Ao mesmo tempo em que toca uma bela melodia Michael abri e fecha o volume da guitarra dando um efeito mais dramático ainda ao solo. Por ser a única faixa instrumental, Michael desfilou todo seu lirismo com uma pegada mortal. Para encerrar temos a carregadíssima She’s Gone onde Michael desliza seu slide ao mesmo tempo em que solta a sua voz de bluesman.
Vale lembrar que ele nos visitou agora no mês de Junho no Rio das Ostras Jazz & Blues Festival evento realizado no Rio de Janeiro, que contou também com as presenças de Mike Stern, Billy Cobham (notável baterista de Miles Davis) e David Sanborn.

(Texto: Sergio Silva)
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sábado, 9 de junho de 2012

Tim Maia - Nuvens





Tim Maia já havia rompido com as principais gravadoras, que, naquela época, dominavam o mercado musical brasileiro e mundial. Sem muitas alternativas, decidiu lançar o disco “Nuvens” de forma independente pela sua própria gravadora, a SEROMA.
Não havia recursos para a gravação e produção do disco e tudo foi feito, literalmente, na raça. Tanto que os arranjos foram passados de boca pelo próprio Tim. Pois não foi possível a contratação de um maestro que ditasse as notas para a banda. O disco e espetacular, o que não se traduziu em vendas, e que o deixa ate hoje, em uma situação no mínimo curiosa, pois e um trabalho inspiradíssimo e com todos os recursos artísticos utilizados na maioria de seus grandes sucessos. 
A faixa titulo, composição de seu amigo (grande mestre!) CASSIANO, e sem duvida um dos pontos altos do disco. A próxima musica, de sua autoria, “Outra Mulher”, e um samba a altura dos grandes mestres. E o que dizer de sua interpretação para “Deixar as Coisas Tristes Pra Depois”? (Pedro Carlos Fernandes), que leva qualquer rinoceronte às lagrima. E por fim, “Ninguém Gosta de Sentir Só”, também de sua autoria, que em tom confessional, ilustra o gênio forte do astro.
Não há nada ruim neste CD e as doze faixas são excelentes. Não podemos deixar de destacar a banda VITORIA REGIA, que simplesmente, “apavora” com uma pegada afiadíssima e mortal. A única coisa triste, e saber que esta obra permanece desconhecida pelo grande publico.  Ate quando???

(Texto : Roberio Lima)
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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Gal Costa - Programa Ensaio - 1994





O programa ENSAIO, da TV CULTURA, ficou famoso por imortalizar apresentações memoráveis de artistas de primeira grandeza da Musica Popular Brasileira. Muitas performances estão disponíveis em DVD e algumas destas gravações se tornaram verdadeiros tesouros da MPB.
O programa criado e conduzido por Fernando Faro nos traz um formato peculiar e bastante ousado, onde as apresentações são normalmente mais enxutas e pelas entrevistas serem realizadas de forma bastante solta onde o espectador não escuta o entrevistador e as respostas dos artistas, surpreendentemente, se tornam mais abertas e interessantes.
Apesar de existir muitos registros históricos, como, por exemplo, as participações de ELIS REGINA, CHICO BUARQUE e TIM MAIA. Falaremos da participação de GAL COSTA de 1994 e que nos mostra a cantora em desempenho irretocável. Acompanhada pelos músicos Luiz Brasil (Violão), Jacques Morelenbaum (Cello) e Armando Marçal (Percussão), executa um repertorio que abrange os momentos mais importantes de sua carreira e nos conduz a pontos cruciais de sua trajetória, que vão de sua infância, passando por sua entrada no mundo da musica, ate sua devoção por suas grandes influencias, JOAO GILBERTO e DORIVAL CAYMMI.
Enfim, um documento importante que condensa algumas das grandes composições de nossa musica em uma voz que só pode ser obra dos Deuses.

(Texto : Roberio Lima) 
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domingo, 3 de junho de 2012

Exumer, Artillery, Hellsakura e Nervosa - Hangar 110 02/06/2012





Nem uma gripe avassaladora foi capaz de me segurar em casa, pois não poderia deixar de presenciar a apresentação de duas das maiores lendas do Thrash Metal, EXUMER e ARTLILLERY.
A espera foi longa, já que a ultima vez em que o EXUMER esteve no Brasil foi no ano de 1989 e o ARTILLERY nunca havia tocado em território nacional, Edu Lane e sua TUMBA PROD foram os responsáveis pelo fim desta espera.  O inicio do evento estava marcado para as 19:00 horas e, depois de um pequeno atraso , as minas do NERVOSA (http://www.nervosa.com.br/) foram as responsáveis pela abertura do espetáculo. E importante ressaltar que as meninas estão cada dia melhores e o ritmo alucinado de shows esta trazendo mais experiência para elas. O grupo esta prestes a lançar sua primeira e aguardada demo e certamente ainda vai render muitos frutos para a banda.
A próxima banda a se apresentar foi o HELLSAKURA (http://www.hellsakura.com/), que esta divulgando o seu mais recente disco “Blood To Water” lançado pela TUMBA RECORDS.  A banda que conta com Cherry na (guitarra e vocal /ex-OKOTO), Napalm (Baixo) e Pitchu( bateria) além da recente entrada de Marco Donida (Matanza).  Fizeram uma apresentação bem positiva.
Em seguida os irmãos Stutzer subiram ao palco do HANGAR 110 para mostrar do que o ARTILLERY (http://www.artillery.dk/) ainda e capaz. Promovendo o excelente “My Blood” os caras incendiaram os “bangers” que sempre carregaram “patches” da banda como medalhas de honra ao mérito. E que show!! Clássicos e musicas dos discos mais recentes foram executadas com perfeição.  Vale ressaltar o desempenho do Soren Adamsen (vocal) que gravou os dois últimos discos da banda. Sem palavras.
Para finalizar, o EXUMER (http://www.myspace.com/exumerwakingthefire) subiu no palco com uma fúria que poucas vezes vi em bandas do gênero e, os remanescentes que gravaram o clássico “Possessed By Fire” Men Von Stein (Vocal) e Ray Mensh (Guitarra) fizeram a casa pegar fogo e deixaram todos possuídos. A banda acaba de lançar o “Fire e Damnation”, mas a galera beirou a insanidade com os clássicos do aclamado “debut” que junto com musicas do mais recente disco deixou a todos saciados.
Edu Lane e a TUMBA PROD merecem menção especial por promover eventos como esse e por sempre dar espaço para bandas de nosso underground.

(Texto: Roberio Lima)
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sábado, 2 de junho de 2012

Os Pilares de Um Estilo Musical. Pt 2






Certamente uma das bandas mais inventivas e geniais da historia do death metal cujo seu vocalista, fundador e líder, Chuck Schuldiner infelizmente   morreu vitima de câncer em 2001. Trata-se do DEATH, considerados como um  dos  pais do gênero death metal os americanos surgiram em Tampa na Florida, com o nome de MANTAS em    meados de 1983, pouco depois do surgimento da banda, gravaram  uma demo “não oficial” intitulada Emotional. 
 Passando a se chamar death em meados de 1984 e gravando uma demo chamada, Reign Of Terror.
Nos anos subseqüentes o death gravou varias demos tapes, apenas conseguindo gravar seu debut álbum em 1987 intitulado de Screm Bloody Gore que foi  muito bem recebido pelos headbangers e marcando assim seu inicio oficial como um dos grandes nomes do estilo, porém o  álbum que veio para atestar toda a genialidade de chuck schuldiner surgiu justamente em 1993 época na qual o grupo contava com sua formação mais forte, considerados por muitos como o "dream team" do metal extremo que eram Chuck Schuldiner (vocal e guitarra), Andy Larocque (guitarra), Steve DiGiorGio(baixo) e Gene Hoglan(bateria) , nesta o grupo começou a flertar com outros estilos musicais, eis então que elemento de Jazz e Fusion são incorporados a musicalidade da banda gerando assim o álbum Individual Thought Patterns, amado por muitos e criticado pelos fãs mais radicais e “mentes fechadas” diga-se de passagem, pois esta álbum alia como nenhum outro, musicalidade extrema e técnica apurada , sem falar no entrosamento da banda com soa uníssono, fazendo com que este álbum se torna-se uma obra de arte do death metal já de inicio temos a faixa "Overactive Imagination"  com uma pegada intensa e empolgante sem falar no baixo muito bem executado, nas guitarras ferozes e na batera muito técnica e precisa, destaque também para a genial "Jealousy" com arranjos elaborados e inteligentes e solos dilacerantes além de sua levada rápida e cadenciada na medida certa, "Trapped in A Corner"  que começa numa pegada mais leve e logo após nos mostra que tem muito peso,  destaque para a sincronia do baixo e das guitarras durante toda o musica  hora o baixo aparece , hora as guitarras em solos muito bem arrojados sem falar dos vocais de chuck  que falam por si só e da batera de gene que deixa qualquer um de deixo caído;" The Philosopher"  é sem duvida o ponto mais  alto do álbum inquestionavelmente, se é que podemos classifica-la assim pois todo o álbum é um ponto alto,logo de inicio já percebemos que se trata de uma grande musica que começa com umas paradas repentinas, seguida de um baixo matemático que em destaque em momentos chave as guitarras com palhetadas com endereço certo. "The Philosopher"  ganhou um belo clipe que na época virou febre em vários programas como Headbangers Ball e o Fúria metal da MTV.
Isso sem falar na faixa titulo do album  a gloriosa Individual Thougth Patterns  que dispensa comentários e faz qualquer um ficar de queixo caido  e e pescoço doendo de tanto bengear ao ouvi-la.
Devemos também levar em consideração as musicas." I Human Form", "Nothing Is Everything", "Mentally Blind" e " Destiny e Out of Touch", todas igualmente geniais, este álbum prova o quanto o death metal pode ser criativo e técnico sem deixar de canto  seu lado brutal e pesado, sem duvida nenhuma este é um registro fundamental na coleção de qualquer headbanger que se prese e o death é sem duvida é uma das bandas de berço de cada 11 entre cada 10 fãs de metal extremo.

(em memoria do inigualavel Chuck Schuldiner) 

(Texto: Danylo Paulo)

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domingo, 27 de maio de 2012

Os Pilares de Um Estilo Musical.






Ao falarmos sobre death metal pensamos logo no inicio do estilo que ocorreu nos 80 porém foi durante os anos 90, década posterior a sua criação que surgiram os títulos mais impactantes  e sem duvida nenhuma foi o período no qual apareceram  as bandas mais proliferas e seminais que buscaram dar personalidade ao estilo e deixa-lo com um roupagem mais brutal e coesa.
Logo no inicio da década em 1992 temos um álbum que serve de exemplo e de certa forma influenciou toda uma geração de headbangers, trata-se do álbum legion da banda americana deicide.
O deicide surgiu em 1987 porem com o nome de Amon  e logo após Carnage,lançando duas demos na época Festhing the beast(1987), e Sacrificial (1989).
Já com oficial de deicide  em  1990 ano em que gravou seu debut com o nome  homônimo ao da banda, que ficou famosa por seu som característico pelas letras agressivas anti-cristãs  e por varias polemicas envolvendo o vocalista Glen benton que afirmava que iria se matar aos 33 anos durante um show  e marcou a ferro quente o símbolo da cruz invertida  na testa,legion foi o segundo álbum do grupo foi produzido por Scott Burns é foi considerado por muitos como um marco para a musica extrema é até hoje considerado como um dos álbuns mais satânicos da historia segundo alguns críticos e alguns jornais americanos da época, musicalmente ele demonstra uma evolução muito grande em relação ao álbum anterior tanto nos arranjos quanto nas letras muito mais extremas,fortes  a bateria precisa e brutal de Steve Asheim,  sem falar no entrosamento do grupo em geral e na capacidade criativa dos irmão Eric Hoffman e Bryan Hoffman que conduziam as guitarras com maestria  já Glen benton era um show a parte vestido de armadura causando polemica com  as lendas que criava sobre si mesmo de que se  banhava com sangue de virgens e de que era o novo anticristo,isso sem falar em seu interesse “sinistro”  de queimar esquilos e demais roedores sem deixar de lado o  histórico encontro com Euronimos do meyhen em 1991.
Mas falando em termos de musica legion foi considerado o que é hoje um clássico devido a sua pegada crua, rápida e única  mostrando que a banda buscava sua identidade e mais buscava uma forma de fazer death metal que até então não havia sido experimentada a temática satânica e anticristã casava muito bem com a postura da banda e com seu som fazendo de seus shows verdadeiras celebrações infernais, logo no inicio temos Satan spawn the caco daemon que começa  uma introdução com som de ovelhas no pasto e logo após vem a pancada sonora sem freios ou limites,  na seqüência vem Dead but dreaming  matadora com seu solo marcante; seguidas de  Repent to Die e Trifixion, ambas com a pegada bem marcantes, bateria precisa,guitarras ferozes  e uma levada empolgante, não podemos esquecer de citar as faixas subseqüentes que também não deixam nada a desejar Behead the Prophet,Holy deception, In hell I Burn  e fechando este legado do death metal a poderosa Revocate the Agitator,neste álbum glen Benton destilou todo seu ódio contra o cristianismo e forjou uma das maiores perolas do death metal mundial sem duvidas um álbum pra headbanger nenhum botar defeito.

(Texto: Danylo Paulo)
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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Acossado - A obra-prima de Jean-Luc Godard





Apesar de ser um amante da sétima arte não sou o que se pode chamar de cinéfilo, porém gostaria de utilizar desse espaço para dividir com os leitores desse blog as minhas impressões sobre uma obra-prima do cinema: ACOSSADO(1960) , do diretor Jean-Luc Godard; considerado o maior cineasta francês vivo.
  O gângster Michel Poiccard, papel de Jean- Paul Belmondo, rouba um carro e durante uma perseguição acaba matando um policial. Chega a París, onde pretende juntar dinheiro para sair do país. Convence a namorada americana, Patricia Franchini (Jean Seberg), a acompanha-lo. Quando finalmente consegue o dinheiro, ela o denuncia à polícia. Ao tentar escapar, ele é abatido no meio da rua.
  Essa sinopse, tão comum a centenas de filmes policiais, esconde uma série de inovações artísticas que fizeram com que Godard fosse alçado à categoria de artista revolucionário. Isso já nos faz supor que a trama é um elemento de pouca importância em “ACOSSADO”, haja vista que uma das novidade dessa obra está no modo como as cenas se sucedem sem muito nexo, dando a impressão de improviso, que faz com que os atos adquiram um sentido acidental.
    Diferentemente do que ocorre nos roteiros tradicionais, as ações sugerem um indeterminação resultante da descontinuidade criada pelas falas, gestos e olhares. Dessa forma Godard abandona as regras que produzem linearidade e clareza nas passagens do cinema tradicional. As inovações técnicas e estéticas presentes em “ACOSSADO” revelam um procedimento cujo objetivo não é confundir o espectador, mas demonstrar como aquelas histórias que aparentemente se desenvolvem de modo “natural” são, na verdade, falsas.
  Em “ACOSSADO” o personagem Michel Poiccard, após fugir para París onde encontra a namorada Patrícia, continua a praticar delitos, enquanto se esconde da polícia. Porém, a o reencontrar a namorada, podemos perceber que este é tomado por uma angústia resultante não da sua condição de fugitivo, mas sim da tentativa de compreender os sentimentos da namorada, o que fica evidente na cena em que este, enquanto leva a namorada a um compromisso; lamenta as respostas evasivas da companheira às suas perguntas: “Desgraça, desgraça, desgraça, amo uma garota que tem um lindo pescoço, lindos seios, linda voz, lindos pulsos, uma linda testa, lindos joelhos, mas que é covarde.” Falas como esta revelam por trás de um roteiro banal grandes discussões sobre os mais variados temas, sempre abordados pelo diretor na sua obra cinematográfica como o amor, a morte, o sexo, a política, a literatura e outros temas tão discutidos mesmo antes do maio de 68, como a ideia de liberdade, que em “ACOSSADO” aparece numa das falas da personagem Patrícia: “Não sei se estou infeliz porque não sou livre, ou se não sou livre porque sou infeliz”.
Com base nessas falas dá pra ter uma ideia dessa obra e de tudo que ela nos proporciona, além de um filme em que o movimento da câmera nos transporta para dentro da história, temos um texto que nos leva a refletir sobre novas formas de enxergar questões na maioria das vezes abafadas pela nossa ilusão de paz interior. Vale ressaltar a beleza e o olhar de Patrícia (Jean Seberg) que esconde uma personalidade ambígua que é revelada (ou quase) na última cena do filme e resumida nas últimas palavras do acossado amante, antes da morte.
(Texto: Nilton Aquino)
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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Buddy Guy – The Treasure Untold.





Nem acredito que vou perder o show de Buddy Guy, que nos visitará nesse mês de maio. Mas tudo bem, já tive o privilégio de assisti-lo em 25 de Novembro de 2005 (uma sexta feira memorável). Buddy é a lenda viva do blues, ao lado de B.B. King (esse pra mim, o Pelé do blues).
Em homenagem a visita dele, gostaria de sugerir o álbum: The Treasure Untold, que é uma coletânea lançada pela editora espanhola Altaya. Esse cd fez parte da coleção chamada mestres do blues e vinha acompanhado de um fascículo que era distribuído em bancas de jornal. Destaco First Time I Met The Blues com Buddy e seus vocais agudos e urgentes. Stone Crazy um blues lento e estiloso. Em I Found A True Love, temos um arranjo de metais bem agradável com direito a um solo maroto, enquanto Buddy floreia sua Strato. The Treasure Untold que dá título ao álbum tem um refrão curto, mas que gruda nos ouvidos como chicletes. Agora, a paulada fica por conta de Don´t Know Wich Way To Go, Buddy arrasa tanto nos vocais como na guitarra em um ritmo alucinante. Buddy´s Boogie e Moanin são instrumentais totalmente jazzísticas. Em I Dig Your Wig gaita e piano dividem os holofotes. My Time After Awhile é emoção a flor da pele. Por fim Keep It To Yourself prova porque Buddy Guy tem uma voz privilegiada, “rasgeira” total.
Por ser uma edição limitada, só é possível encontrá-lo em sebos, mas é uma aquisição que vale a pena.  

(Texto: Sergio Silva)
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terça-feira, 8 de maio de 2012

Virada Cultural - Suicidal Tendencies - 06 de Maio de 2012





A VIRADA CULTURAL, evento realizado anualmente na cidade de São Paulo, ficou famosa por proporcionar ao publico paulista, vinte e quatro horas ininterruptas de entretenimento, e este ano, foram mais de mil atrações, espalhadas por diversos pontos da região central. Destacaremos aqui, a apresentação realizada no palco da Avenida São Joao, e que estava agendada para as 09:30 am do Domingo. Sim meus amigos, o SUICIDAL TENDENCIES, um dos pilares do crossover, estava lá para nos brindar com clássicos inquestionáveis que moldaram a juventude da maior parte do publico presente. Punks, Skatistas, Headbangers, Negros, Brancos, Bêbados, Mendigos e quem mais quisesse sentir a as vibrações de uma manha histórica, estiveram reunidos por uma hora e meia, sem distinção de qualquer gênero. Para provar isso, logo nos primeiros cinco minutos da apresentação a grade que separava o publico do palco foi derrubada e, a partir dai, a interação entre banda e publico foi total.
A crueza de outrora deu lugar ao um som cheio de groove, mas ate fãs mais ardorosos, como Marcelo Papa e Cris Splatterhead (Guitarra e vocal do BANDANOS), não resistiram, e entraram no gargarejo, e assim como eu, agitaram muito, sem se importarem com o a desacelerada dos caras.
Vale registrar que os clássicos foram predominantes na apresentação da banda e se faltou peso no palco (o baterista não conta), aproximadamente 20 mil “CYCOS”, incendiaram a Av São João, e dava para ver na cara dos seguranças o sentimento de desespero, pois havia em frente ao palco, um involuntária competição para saber quem era mais insano.
Confesso que esta era uma apresentação que aguardava a muitos anos, mas que por uma razão ou outra, ainda não Havia presenciado.  No fim desta jornada (inesquecível), ainda pude ter o prazer de encontrar em meia a "muvuca" uma galera digna de ser lembrada, Leandro (ODIO SOCIAL),os já mencionados Cris Splatterhead e Marcelo Papa (BANDANOS) e os parceiros Danylo, Eder e Cristiano.
Em todos os sentindo, uma apresentação memorável e que certamente ficara por muito tempo na memoria de todos, sejam eles latinos, asiáticos, africanos ou, ate mesmo, extraterrestres. 

(Texto: Roberio Lima)
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terça-feira, 1 de maio de 2012

Philips Monsters Of Rock - 02 de Setembro de 1995





Logo no inicio do ano de 1995 iniciou-se uma grande movimentação para saber quem seriam as atrações do PHILIPS MONSTERS OF ROCK, ou ate mesmo, para confirmar se haveria uma segunda edição do festival, e as apostas logo começaram a pipocar. 
Não demorou muito, e OZZY OSBORNE foi a primeira confirmação do festival, e claro, como headline.  ALICE COOPER seria a outra grande atração a ser confirmada e motivos não faltaram para comemorar a volta da “Tia Alice” ao Brasil, pois a ultima vez que esteve por aqui foi no histórico show de 1974. Em seguida seriam confirmadas as outras bandas que completariam o “casting” do festival, MEGADETH, FAITH NO MORE, THERAPY?, PARADISE LOST, RATA BLANCA, CLAWFINGER e o VIRNA LISI, e apesar de alguns deslizes na escalação das bandas, o dia 02 de setembro de 1995 ficaria marcado na memoria de quem esteve presente no PACAEMBU. Vamos aos principais momentos de cada atração:
O VIRNA LISI foi a única banda nacional desta edição, e consequentemente a mais dispensável. Definitivamente não era o tipo de banda que o publico do “PMOR” queria ver. Em seguida os Argentinos do RATA BLANCA, que já tinham 15 anos de carreira e estava divulgando o álbum “ Entre El Cielo Y El Infierno” lançado em 94 agradou os presentes. O CLAWFINGER, banda sueca que tinha um som, alto- denominado como “Industrial Rapcore”, e sua gravadora apostavam no sucesso desta apresentação para alavancar a careira da banda por aqui, mas o resultado foi bem aquém do esperado.
O THERAPY? , outra banda deslocada, realizou uma apresentação morna e também não agradou. As coisas começaram a melhorar com os ingleses do PARADISE LOST que estava divulgando o já clássico “Draconian Times” e já vinha abrindo as apresentações do “Mad Man” em varias partes do mundo.
O MEGADETH e uma das bandas que mais tocam no brasil e os fãs nem se importam com isso, pois as  apresentações dos caras são sempre de altíssimo nível. Nesta altura do campeonato, estava difícil ate respirar em meio a tanta gente e “Skin On My Teeth” e “Holy Wars” além de uma versão para “Anarchy In The UK“ do SEX PISTOLS,  incendiaram a plateia.  O FAITH NO MORE veio a seguir e voltava ao Brasil depois de uma apresentação memorável na segunda edição do ROCK IN RIO, mas desta vez não estava em boa fase e realizou uma apresentação que dividiu opiniões. O ALICE COOPER, foi a penúltima banda a se apresentar e utilizou muito de seus números teatrais, marca registrada de suas apresentações, e despejou uma serie de clássicos para a alegria de todos os presentes, entre eles “Elected” e “Hey Stoopid”.
A ultima e mais esperada atração da noite era mesmo, OZZY OSBORNE, o cara que fez historia com o BLACK SABBATH retornava ao Brasil depois de dez anos, (a primeira vez foi no ROCK IN RIO DE 1985). E acompanhado por Geezer Butler, Joe Holmes e Dean Castronovo, e com o multiplatinado “No More Tears” como ultimo lançamento de estúdio, fez uma grande apresentação mesclando clássicos do SABBATH e de sua consagrada carreira solo, ainda teve espaço para a nova musica “ I Just Want You” do disco que já estava pronto mais ainda não tinha sido lançado “Ozzmosis”. No final, mais uma edição para ficar na memoria. Em breve, falaremos sobre o “PHILIPS MONSTERS 1996”.


(Texto: Robério Lima)
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