Destaques

domingo, 27 de maio de 2012

Os Pilares de Um Estilo Musical.






Ao falarmos sobre death metal pensamos logo no inicio do estilo que ocorreu nos 80 porém foi durante os anos 90, década posterior a sua criação que surgiram os títulos mais impactantes  e sem duvida nenhuma foi o período no qual apareceram  as bandas mais proliferas e seminais que buscaram dar personalidade ao estilo e deixa-lo com um roupagem mais brutal e coesa.
Logo no inicio da década em 1992 temos um álbum que serve de exemplo e de certa forma influenciou toda uma geração de headbangers, trata-se do álbum legion da banda americana deicide.
O deicide surgiu em 1987 porem com o nome de Amon  e logo após Carnage,lançando duas demos na época Festhing the beast(1987), e Sacrificial (1989).
Já com oficial de deicide  em  1990 ano em que gravou seu debut com o nome  homônimo ao da banda, que ficou famosa por seu som característico pelas letras agressivas anti-cristãs  e por varias polemicas envolvendo o vocalista Glen benton que afirmava que iria se matar aos 33 anos durante um show  e marcou a ferro quente o símbolo da cruz invertida  na testa,legion foi o segundo álbum do grupo foi produzido por Scott Burns é foi considerado por muitos como um marco para a musica extrema é até hoje considerado como um dos álbuns mais satânicos da historia segundo alguns críticos e alguns jornais americanos da época, musicalmente ele demonstra uma evolução muito grande em relação ao álbum anterior tanto nos arranjos quanto nas letras muito mais extremas,fortes  a bateria precisa e brutal de Steve Asheim,  sem falar no entrosamento do grupo em geral e na capacidade criativa dos irmão Eric Hoffman e Bryan Hoffman que conduziam as guitarras com maestria  já Glen benton era um show a parte vestido de armadura causando polemica com  as lendas que criava sobre si mesmo de que se  banhava com sangue de virgens e de que era o novo anticristo,isso sem falar em seu interesse “sinistro”  de queimar esquilos e demais roedores sem deixar de lado o  histórico encontro com Euronimos do meyhen em 1991.
Mas falando em termos de musica legion foi considerado o que é hoje um clássico devido a sua pegada crua, rápida e única  mostrando que a banda buscava sua identidade e mais buscava uma forma de fazer death metal que até então não havia sido experimentada a temática satânica e anticristã casava muito bem com a postura da banda e com seu som fazendo de seus shows verdadeiras celebrações infernais, logo no inicio temos Satan spawn the caco daemon que começa  uma introdução com som de ovelhas no pasto e logo após vem a pancada sonora sem freios ou limites,  na seqüência vem Dead but dreaming  matadora com seu solo marcante; seguidas de  Repent to Die e Trifixion, ambas com a pegada bem marcantes, bateria precisa,guitarras ferozes  e uma levada empolgante, não podemos esquecer de citar as faixas subseqüentes que também não deixam nada a desejar Behead the Prophet,Holy deception, In hell I Burn  e fechando este legado do death metal a poderosa Revocate the Agitator,neste álbum glen Benton destilou todo seu ódio contra o cristianismo e forjou uma das maiores perolas do death metal mundial sem duvidas um álbum pra headbanger nenhum botar defeito.

(Texto: Danylo Paulo)
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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Acossado - A obra-prima de Jean-Luc Godard





Apesar de ser um amante da sétima arte não sou o que se pode chamar de cinéfilo, porém gostaria de utilizar desse espaço para dividir com os leitores desse blog as minhas impressões sobre uma obra-prima do cinema: ACOSSADO(1960) , do diretor Jean-Luc Godard; considerado o maior cineasta francês vivo.
  O gângster Michel Poiccard, papel de Jean- Paul Belmondo, rouba um carro e durante uma perseguição acaba matando um policial. Chega a París, onde pretende juntar dinheiro para sair do país. Convence a namorada americana, Patricia Franchini (Jean Seberg), a acompanha-lo. Quando finalmente consegue o dinheiro, ela o denuncia à polícia. Ao tentar escapar, ele é abatido no meio da rua.
  Essa sinopse, tão comum a centenas de filmes policiais, esconde uma série de inovações artísticas que fizeram com que Godard fosse alçado à categoria de artista revolucionário. Isso já nos faz supor que a trama é um elemento de pouca importância em “ACOSSADO”, haja vista que uma das novidade dessa obra está no modo como as cenas se sucedem sem muito nexo, dando a impressão de improviso, que faz com que os atos adquiram um sentido acidental.
    Diferentemente do que ocorre nos roteiros tradicionais, as ações sugerem um indeterminação resultante da descontinuidade criada pelas falas, gestos e olhares. Dessa forma Godard abandona as regras que produzem linearidade e clareza nas passagens do cinema tradicional. As inovações técnicas e estéticas presentes em “ACOSSADO” revelam um procedimento cujo objetivo não é confundir o espectador, mas demonstrar como aquelas histórias que aparentemente se desenvolvem de modo “natural” são, na verdade, falsas.
  Em “ACOSSADO” o personagem Michel Poiccard, após fugir para París onde encontra a namorada Patrícia, continua a praticar delitos, enquanto se esconde da polícia. Porém, a o reencontrar a namorada, podemos perceber que este é tomado por uma angústia resultante não da sua condição de fugitivo, mas sim da tentativa de compreender os sentimentos da namorada, o que fica evidente na cena em que este, enquanto leva a namorada a um compromisso; lamenta as respostas evasivas da companheira às suas perguntas: “Desgraça, desgraça, desgraça, amo uma garota que tem um lindo pescoço, lindos seios, linda voz, lindos pulsos, uma linda testa, lindos joelhos, mas que é covarde.” Falas como esta revelam por trás de um roteiro banal grandes discussões sobre os mais variados temas, sempre abordados pelo diretor na sua obra cinematográfica como o amor, a morte, o sexo, a política, a literatura e outros temas tão discutidos mesmo antes do maio de 68, como a ideia de liberdade, que em “ACOSSADO” aparece numa das falas da personagem Patrícia: “Não sei se estou infeliz porque não sou livre, ou se não sou livre porque sou infeliz”.
Com base nessas falas dá pra ter uma ideia dessa obra e de tudo que ela nos proporciona, além de um filme em que o movimento da câmera nos transporta para dentro da história, temos um texto que nos leva a refletir sobre novas formas de enxergar questões na maioria das vezes abafadas pela nossa ilusão de paz interior. Vale ressaltar a beleza e o olhar de Patrícia (Jean Seberg) que esconde uma personalidade ambígua que é revelada (ou quase) na última cena do filme e resumida nas últimas palavras do acossado amante, antes da morte.
(Texto: Nilton Aquino)
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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Buddy Guy – The Treasure Untold.





Nem acredito que vou perder o show de Buddy Guy, que nos visitará nesse mês de maio. Mas tudo bem, já tive o privilégio de assisti-lo em 25 de Novembro de 2005 (uma sexta feira memorável). Buddy é a lenda viva do blues, ao lado de B.B. King (esse pra mim, o Pelé do blues).
Em homenagem a visita dele, gostaria de sugerir o álbum: The Treasure Untold, que é uma coletânea lançada pela editora espanhola Altaya. Esse cd fez parte da coleção chamada mestres do blues e vinha acompanhado de um fascículo que era distribuído em bancas de jornal. Destaco First Time I Met The Blues com Buddy e seus vocais agudos e urgentes. Stone Crazy um blues lento e estiloso. Em I Found A True Love, temos um arranjo de metais bem agradável com direito a um solo maroto, enquanto Buddy floreia sua Strato. The Treasure Untold que dá título ao álbum tem um refrão curto, mas que gruda nos ouvidos como chicletes. Agora, a paulada fica por conta de Don´t Know Wich Way To Go, Buddy arrasa tanto nos vocais como na guitarra em um ritmo alucinante. Buddy´s Boogie e Moanin são instrumentais totalmente jazzísticas. Em I Dig Your Wig gaita e piano dividem os holofotes. My Time After Awhile é emoção a flor da pele. Por fim Keep It To Yourself prova porque Buddy Guy tem uma voz privilegiada, “rasgeira” total.
Por ser uma edição limitada, só é possível encontrá-lo em sebos, mas é uma aquisição que vale a pena.  

(Texto: Sergio Silva)
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terça-feira, 8 de maio de 2012

Virada Cultural - Suicidal Tendencies - 06 de Maio de 2012





A VIRADA CULTURAL, evento realizado anualmente na cidade de São Paulo, ficou famosa por proporcionar ao publico paulista, vinte e quatro horas ininterruptas de entretenimento, e este ano, foram mais de mil atrações, espalhadas por diversos pontos da região central. Destacaremos aqui, a apresentação realizada no palco da Avenida São Joao, e que estava agendada para as 09:30 am do Domingo. Sim meus amigos, o SUICIDAL TENDENCIES, um dos pilares do crossover, estava lá para nos brindar com clássicos inquestionáveis que moldaram a juventude da maior parte do publico presente. Punks, Skatistas, Headbangers, Negros, Brancos, Bêbados, Mendigos e quem mais quisesse sentir a as vibrações de uma manha histórica, estiveram reunidos por uma hora e meia, sem distinção de qualquer gênero. Para provar isso, logo nos primeiros cinco minutos da apresentação a grade que separava o publico do palco foi derrubada e, a partir dai, a interação entre banda e publico foi total.
A crueza de outrora deu lugar ao um som cheio de groove, mas ate fãs mais ardorosos, como Marcelo Papa e Cris Splatterhead (Guitarra e vocal do BANDANOS), não resistiram, e entraram no gargarejo, e assim como eu, agitaram muito, sem se importarem com o a desacelerada dos caras.
Vale registrar que os clássicos foram predominantes na apresentação da banda e se faltou peso no palco (o baterista não conta), aproximadamente 20 mil “CYCOS”, incendiaram a Av São João, e dava para ver na cara dos seguranças o sentimento de desespero, pois havia em frente ao palco, um involuntária competição para saber quem era mais insano.
Confesso que esta era uma apresentação que aguardava a muitos anos, mas que por uma razão ou outra, ainda não Havia presenciado.  No fim desta jornada (inesquecível), ainda pude ter o prazer de encontrar em meia a "muvuca" uma galera digna de ser lembrada, Leandro (ODIO SOCIAL),os já mencionados Cris Splatterhead e Marcelo Papa (BANDANOS) e os parceiros Danylo, Eder e Cristiano.
Em todos os sentindo, uma apresentação memorável e que certamente ficara por muito tempo na memoria de todos, sejam eles latinos, asiáticos, africanos ou, ate mesmo, extraterrestres. 

(Texto: Roberio Lima)
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terça-feira, 1 de maio de 2012

Philips Monsters Of Rock - 02 de Setembro de 1995





Logo no inicio do ano de 1995 iniciou-se uma grande movimentação para saber quem seriam as atrações do PHILIPS MONSTERS OF ROCK, ou ate mesmo, para confirmar se haveria uma segunda edição do festival, e as apostas logo começaram a pipocar. 
Não demorou muito, e OZZY OSBORNE foi a primeira confirmação do festival, e claro, como headline.  ALICE COOPER seria a outra grande atração a ser confirmada e motivos não faltaram para comemorar a volta da “Tia Alice” ao Brasil, pois a ultima vez que esteve por aqui foi no histórico show de 1974. Em seguida seriam confirmadas as outras bandas que completariam o “casting” do festival, MEGADETH, FAITH NO MORE, THERAPY?, PARADISE LOST, RATA BLANCA, CLAWFINGER e o VIRNA LISI, e apesar de alguns deslizes na escalação das bandas, o dia 02 de setembro de 1995 ficaria marcado na memoria de quem esteve presente no PACAEMBU. Vamos aos principais momentos de cada atração:
O VIRNA LISI foi a única banda nacional desta edição, e consequentemente a mais dispensável. Definitivamente não era o tipo de banda que o publico do “PMOR” queria ver. Em seguida os Argentinos do RATA BLANCA, que já tinham 15 anos de carreira e estava divulgando o álbum “ Entre El Cielo Y El Infierno” lançado em 94 agradou os presentes. O CLAWFINGER, banda sueca que tinha um som, alto- denominado como “Industrial Rapcore”, e sua gravadora apostavam no sucesso desta apresentação para alavancar a careira da banda por aqui, mas o resultado foi bem aquém do esperado.
O THERAPY? , outra banda deslocada, realizou uma apresentação morna e também não agradou. As coisas começaram a melhorar com os ingleses do PARADISE LOST que estava divulgando o já clássico “Draconian Times” e já vinha abrindo as apresentações do “Mad Man” em varias partes do mundo.
O MEGADETH e uma das bandas que mais tocam no brasil e os fãs nem se importam com isso, pois as  apresentações dos caras são sempre de altíssimo nível. Nesta altura do campeonato, estava difícil ate respirar em meio a tanta gente e “Skin On My Teeth” e “Holy Wars” além de uma versão para “Anarchy In The UK“ do SEX PISTOLS,  incendiaram a plateia.  O FAITH NO MORE veio a seguir e voltava ao Brasil depois de uma apresentação memorável na segunda edição do ROCK IN RIO, mas desta vez não estava em boa fase e realizou uma apresentação que dividiu opiniões. O ALICE COOPER, foi a penúltima banda a se apresentar e utilizou muito de seus números teatrais, marca registrada de suas apresentações, e despejou uma serie de clássicos para a alegria de todos os presentes, entre eles “Elected” e “Hey Stoopid”.
A ultima e mais esperada atração da noite era mesmo, OZZY OSBORNE, o cara que fez historia com o BLACK SABBATH retornava ao Brasil depois de dez anos, (a primeira vez foi no ROCK IN RIO DE 1985). E acompanhado por Geezer Butler, Joe Holmes e Dean Castronovo, e com o multiplatinado “No More Tears” como ultimo lançamento de estúdio, fez uma grande apresentação mesclando clássicos do SABBATH e de sua consagrada carreira solo, ainda teve espaço para a nova musica “ I Just Want You” do disco que já estava pronto mais ainda não tinha sido lançado “Ozzmosis”. No final, mais uma edição para ficar na memoria. Em breve, falaremos sobre o “PHILIPS MONSTERS 1996”.


(Texto: Robério Lima)
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sábado, 28 de abril de 2012

Lygia Fagundes Telles - Venha Ver o Pôr do Sol





Esta aí um grande conto escrito por uma renomada e imortal (membro da ABL desde 1985) escritora. Nesse conto, Lygia faz uso de uma linguagem concisa, tornando-o bem dinâmico. Ela também faz com que o leitor observe os fatos bem de perto. Venha ver o por do sol é narrado em terceira pessoa, ou seja, o narrador é heterodiegético (O narrador não é personagem da história), mas tomamos conhecimento dos personagens através dos diálogos entre eles, exceto sobre suas características externas, que são descritas pelo próprio narrador.
Venha ver o por do sol, relata o último encontro entre os ex-namorados Ricardo e Raquel. Ricardo após inúmeras tentativas, finalmente consegue convencer Raquel a encontrá-lo. Só que Raquel se surpreende ao constatar que o endereço marcado é em um cemitério abandonado. Ele logo contorna a situação alegando que lá foram enterrados seus entes queridos e que sempre ao visitá-los ficava deslumbrado com o por do sol que era proporcionado por aquele lugar. Ela a contragosto resolve então conhecer o local e durante o percurso resiste às investidas de Ricardo desdenhando-o enquanto enaltece com inúmeros  superlativos seu atual affair. Nesse momento, o narrador começa a dar sinais de que as intenções de Ricardo não são das melhores. A tensão já começa a pairar somando-se com aquela paisagem soturna. Não há sequer sinal de vida no recinto. Eles chegam ao seu destino e Ricardo convida Raquel a descer as escadas da catacumba e sem ao menos esperar, Raquel se vê presa por Ricardo que a abandona a própria sorte naquele espaço mórbido.
Vale lembrar que há um intertexto entre Venha ver o por do sol e Barril de Amontillado, conto escrito por Edgar Allan Poe, pois ambos tratam dos temas vingança e morte, através do abandono de suas vítimas em lugares fúnebres sem contato com qualquer testemunha ocular.



(Texto: Sergio Silva)
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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Exodus - Carioca Club 22/04/2012




Em uma tarde fria e chuvosa de domingo, o EXODUS esteve na capital paulista para mais uma “aula de violência”, e desta vez o palco da destruição foi o Carioca Club.
As bandas convidadas para abrirem a noite foram NERVOSA e CLAUSTROFOBIA. E as meninas do NERVOSA, banda  formada por Fernanda Lira (Vocal/Baixo), Prika Amaral (Guitarra) e Fernanda Terra (Bateria), acabaram sendo as mais prejudicadas da noite, pois devido ao atraso de quase uma hora e meia para que fosse aberto os portões da casa, o set list foi encurtado e somente cinco musicas foram executadas. E, além disso, ainda houve um problema no microfone (que foi normalizado quase no fim da primeira musica). Ponto para as garotas que souberam superar esses problemas com muita energia e fúria. Destaque para as musicas “Uranio em Nos” e Masked Betrayer”(que possui um vídeo clip).
 Ai foi a vez dos “maloqueiros” do CLAUSTROFOBIA subirem no palco, e literalmente roubarem a cena, pois os caras estavam com “ sague no olho” e a apresentação foi matadora, uma paulada atrás da outra. A banda esta promovendo o novo álbum “Peste”, gravado totalmente em português e que esta sendo muito elogiado pela critica especializada. Não faltaram clássicos como “Enemy”, “Thrasher”, “Pino da Granada” e a indispensável “Metal Maloka”.  O CLAUSTROFOBIA, já não e mais uma promessa, e a mais pura realidade. Vida longa ao “Metal Maloka”!
A grande atração da noite não carece de apresentações, e mesmo já não contando com a formação clássica, os membros atuais são dignos de fazerem parte de uma  das maiores lendas do Thrash Metal. O EXODUS, que conta com o grande mestre Gary Holt, executou uma sequencia mortal, e que foram despejadas impiedosamente para o publico ensandecido.  “Piranha”, “Metal Command”, “Fabulous Disaster”, “Bonded By Blood” e “Toxic Waltz” foram algumas das perolas. Os discos mais recentes também estiveram no set list e foram igualmente festejadas pelos fãs.  
O publico não lotou a casa, afinal, abril foi um mês “inchado” em termos de shows internacionais, mas todos que presenciaram “a aula”, saíram com o pescoço em frangalhos (inclusive esse que vos escreve).

(Texto: Roberio Lima)
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domingo, 22 de abril de 2012

Lua de Fel (Bitter Moon)






Lua de Fel é um filme lançado em 1992 e foi escrito, produzido e dirigido por Roman Polanski (vencedor do Oscar de melhor diretor por O Pianista). Polanski nos envolve em uma narrativa dramática, corrosiva e sensual. O filme começa nos apresentando o casal Nigel (Hugh Grant) e Fiona (Kristin Scott Thomas) que em um cruzeiro com destino a Istambul tenta superar a crise dos sete anos de casamento. A bordo eles têm seu primeiro contato com Mimi (Emmanuelle Seigner). Mais adiante Nigel reencontra Mimi no bar do cruzeiro, enquanto Fiona fica em sua cabine dormindo (aliás, ela faz isso quase que no filme inteiro, mas aparece no fim colaborando com um dos melhores desfechos de todos os tempos) e começa a se encantar com sua sensualidade. Mimi por sua vez o despreza achando-o sem graça (realmente, o cara é um picolé de chuchu). Enquanto toma um ar (para se recuperar do fora levado) aparece um cadeirante chamado Oscar (Peter Coyote) dizendo-se marido de Mimi. Oscar alerta Nigel alegando que Mimi é perigosa e que ela o deixou naquela cadeira de rodas. Nigel conduz Oscar até seu quarto (Mimi dorme em outra cabine). E é a partir daí que Oscar começa narrar para Nigel (a princípio contra a vontade do ouvinte) toda sua história com Mimi, desde o início quando a avistou em um dia de outono em Paris, ambos a bordo de um ônibus. Ela distante em seus pensamentos e ele a contemplando por cima do jornal, até a chegada do cobrador que depois de solicitar seu bilhete, a fez perceber que não o tem e Oscar discretamente entrega a ela o seu, sendo obrigado posteriormente a desembarcar. Começava ali a obsessão de Oscar em encontra-la novamente pelas linhas de ônibus e ruas de Paris. Enfim o reencontro acontece, dando início a um romance onde a diferença de idade (ela uma ninfeta e ele bem mais velho) é pulverizada por um desejo ardente, onde o prazer não encontra limites. Oscar deixa de dar importância aos cafés nas calçadas, as saias esvoaçantes, e aos casos fugazes e mergulha definitivamente nos braços de Mimi. Distantes do mundo externo, enclausurados em um apartamento, ambos extravasam todas suas fantasias. Em um café da manhã, Mimi se lambuza propositalmente com uma caixa de leite deixando Oscar louco (e eu também). Apetrechos sexuais também são usados, como roupa de látex, fantasia de animais e amordaças, criando um clima de dominação. Mas tudo isso começa a ter prazo de validade e esse ardente romance começa a esfriar, mais por conta de Oscar que logo se cansa da submissão de Mimi despertando nele seu lado sádico.  O leite bebido direto na caixa por Mimi, que provocava desejo em Oscar, passa agora a criar repugnância. O beijo que Oscar se obriga a dar em Mimi lembra um cigarro sendo apagado em um cinzeiro. Trocas de ofensas e agressões passam a ser então a tônica do relacionamento. Não tem como não ficar tocado pelo desprezo que Oscar submete Mimi. Ela se humilha, não quer deixa-lo e em um momento pergunta a ele qual a sua culpa o que ela fez? Ele friamente responde: nada, você apenas existi. Essas humilhações sofridas por Mimi desperta ainda mais desejo em Nigel que a essa altura já se vê completamente apaixonado. Daí para frente, cabe a você, caro leitor, ir atrás desse filme para desvendar como Mimi deixou Oscar paraplégico como a “dorminhoca” da Fiona ressurge no final e como essa trama bem elaborada se encerra de forma espetacular.

(Texto: Sergio Silva)
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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Kraftwerk- A Máquina Musical.







  Acredito que o público que, carinhosamente,  visita este blog  já percebeu que se trata de um espaço voltado para o compartilhamento de informações sobre os mais diversos assuntos, sem a menor intenção de impor qualquer valor estético ou pregar qualquer posição política, e é por isso que ele é aberto a todos que tenham algo de interessante e enriquecedor para dividir, seja sobre música, cinema, literatura ou qualquer outro tema relevante para o enriquecimento cultural. Porém, como é de se notar, a música é a tônica dominante do blog, música pra todos os “bons gostos”.
É em virtude dessa característica que hoje quero usar este espaço para falar de algo que humildemente admito não ser um grande conhecedor, apesar de um ser grande amante da música, confesso que alguns estilos me são de difícil assimilação e outros que definitivamente não me agradam. Sempre tive horror à música eletrônica, pelo menos o que a maioria de nós conhecemos como tal, o famoso putz putz trilha sonora de raves regadas a drogas sintéticas. Sempre gostei da marca humana presente na música, da inspiração nas letras bem elaboradas, da pulsação de vida em cada nota, do sentimento expresso em cada acorde, em cada riff, por essas razões sempre tive certa aversão à música eletrônica, até o momento que ouvi uma banda  alemã chamada Kraftwerk (usina de energia em alemão) que me fez mudar o meu radicalismo em relação a este estilo (embora ainda continue odiando o putz putz).
O Kraftwerk foi o grupo que inventou um estilo de música totalmente feita e tocada por meio de sintetizadores e foram os responsáveis pela popularização da música eletrônica e precursores de estilos como o techno e o electro além da   moderna dance music. Todavia o Kraftwerk vai muito além de todos esses estilos, aliás, apesar de ser o precursor de tais estilos, o Kraftwerk tem um som bem próprio e em nada comparável com estes. A banda foi fundada por Florian Schneider e Ralf Hutter em 1970, mas sempre contou com a participação de outros músicos, embora muitos deles nem tenham chegado a participar de algum disco, porém a formação mais duradoura e bem sucedida foi aquela que durou de 1975 a 1987, que incluía a participação dos percursionistas Wolfgang Flur e Karl Bartos, ou seja, apesar de todo o aparato tecnológico da época, pífio, comparado à tecnologia de hoje, o elemento humano era dominante, o que fica bem visível em suas músicas, as suas letras, apesar de mínimas, tratam da vida urbana e da tecnologia europeia do pós-guerra e fazem uma celebração e alertam sobre os males do mundo moderno. Além do alemão, sua língua materna, a banda também gravou em inglês e francês, a sua discografia oficial (álbuns de estúdio), que vai de 1970 a 2005, conta com muitos álbuns que se tornaram clássicos da música no século XX, como Autobahn, de 1974 e  Die Mensch- Maschine, de 1978.
    Porém, na minha singela opinião, o grande clássico da banda é sem dúvida o álbum Trans-Europa Express (ou Trans-Europe Express, em inglês), de 1977, no qual está a música que me fez descobrir a banda, The Hall of Mirrors, que me fisgou de imediato na primeira audição pelo seu clima sombrio e temática introspectiva, e que possui um refrão que ficou por dias na minha cabeça após ouvi-la pela primeira vez (Even the greatest stars find their face in the looking glass), além de outras que fazem desse álbum um dos mais influentes do século XX como showroom dummies e a música título do álbum, Trans-Europe Express. Enfim, mesmo para aqueles que, assim como eu, ainda tem alguma restrição a este estilo, recomendo que conheçam o som desta banda, pois garanto que, mesmo que não gostem, irão conhecer uma banda de grande importância e relevância para a música moderna. 

(Texto: Nilton Aquino)
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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Paul McCartney – Run Devil Run.





Em 1999 Tio Paul resolveu chamar uns camaradas das antigas e gravar o que seria uma verdadeira aula de rock and Roll para essa juventude desorientada. A maioria das músicas são covers do final dos anos cinquenta, canções que Paul ouvia em sua adolescência.
Paul como de costume se encarregou do baixo. Para os teclados e piano, chamou o produtor musical e jornalista, Pete Wingfield. Para a bateria, chamou Ian Paice (eterno membro do Deep Purple). Enfim, para as guitarras foram chamados Mick Green, que acompanhou por um longo período a lenda Van Morrison e um tal de David Gilmour, que já foi membro de um tal de Pink Floyd.
Não tinha como começar o disco de forma melhor. O hino do Rockabilly, Blue Jean Bob de Gene Vincent (um dos maiores expoentes do gênero) já dá claras dicas do que virá pela frente. Agora, o que Paul fez com All Shook Up, com certeza fez Elvis chacoalhar a pélvis no caixão. É contagiante o riff de guitarra dessa música. Run Devil Run (que dá título ao disco) é uma verdadeira pedrada composta por Pau. Ela me fez pensar se Paul não tem um terceiro pulmão, haja fôlego! No Other Baby é uma baladona (que até minha mãe adora), estruturada em doze compassos ( I-IV-V - muito usado no blues). Em Lonesome Town, outra balada, David Gilmour faz um solo de guitarra encantador, colaborando com a melancolia da música. Em coquette, um piano frenético dá o tom. Em Shake a Hand, um Paul desesperado canta como se fosse seu último instante de vida. Para “passar a régua” Party faz jus ao nome. Experimente coloca-la para rolar em uma festa e aguarde o estrago.
Pelo menos para mim, Tio Paul e sua trupe, com esse tratamento de choque, mostrou que o bom e velho Rock and Roll não depende só de atitude e sim de talento.

(Texto: Sergio Silva)
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